sexta-feira, 24 de abril de 2015

DIÁRIO DE CAMPO: O SUS E SUA QUALIDADE FLUTUANTE


Na última aula de Saúde Coletiva, no dia 7 de abril, a professora Fernanda Martins solicitou que nós, estudantes, procurássemos usar um serviço qualquer do SUS para relatarmos como foi o procedimento e falar sobre como sentimos o acolhimento. Este pedido foi numa terça feira.
Na quinta feira, dia 9, na mesma semana, por coincidência ou não, eu comecei a sentir fortes dores do lado direito do peito em uma aula da faculdade. Esta dor do peito espalhou-se para o lado esquerdo das costas. Tenho casos de parentes, do lado paterno da família, que morreram de infarto agudo do miocárdio e meu pai sendo possuidor do quadro de angina já há alguns anos, fiquei preocupado. Assim não perdi tempo e fui procurar atendimento para o meu caso. Após sair da aula, fui para a casa de amigos, no bairro Santana, onde sempre fico nos finais de semana. Tomei um banho quente e percebi que a dor diminuiu, assim, resolvi esperar amanhecer para procurar atendimento médico pelo SUS na manhã seguinte, sendo que era muito tarde da noite para passar a madrugada sentado num banco duro de um hospital qualquer.
Na sexta feira de manhã, dia 10, minha dor no peito continuava, assim, fui até o Instituto de Cardiologia, na Avenida Princesa Isabel, pois sei que lá existe atendimento pelo SUS e ficava perto do endereço de onde eu estava. Um ano atrás meu pai ficou internado lá por 31 dias seguidos na UTI, recebendo ótimo tratamento, isso em janeiro de 2014. Eu fui acompanhado de um amigo, pois estava sentindo muita dor e precisava do apoio físico e
emocional de algum conhecido. Lá chegando, fui direto para a emergência, pus a mão na maçaneta para abrir e, surpresa a minha, estava trancada, mesmo havendo pessoas lá dentro, o que eu observei pelo vidro.
Uma funcionária apareceu numa porta ao lado e perguntou o que eu desejava. Informei que estava com fortes dores no peito e nas costas e que precisava fazer uma triagem para que um cardiologista ou clínico geral pudesse avaliar meu quadro. Informei que havia histórico de falecimento na minha família por infarto agudo e que meu pai tinha angina, achando que passando o histórico familiar poderia ajudar-me a ter algum tipo de atendimento imediato.
A funcionária em questão, com um sorriso nos lábios, informou que o Instituto de Cardiologia não estava atendendo pelo SUS fazia um ano. A emergência estava lotada. Informou que eu só seria atendido se tivesse chegado desmaiado, passando mal ou caindo na porta do hospital – foram estas as palavras literais que ela usou – e tenho testemunhas disso! Eu insisti dizendo que estava com dor e que precisava de atendimento de emergência. Com seu sorriso ensaiado, ela informou que não poderia fazer nada. Naquele momento eu simplesmente não acreditei no que ouvia. Por um momento que deve ter durado uns 3 segundos, senti o mundo parar ao meu redor e tudo ficar em câmera lenta. Até da dor eu havia esquecido. Isso era sério? O que a televisão mostrava então era real e eu estava vivenciando isso na prática? O SUS ali, naquele momento, era uma utopia, um engodo, até mesmo, para quem precisava? Era isso que estavam me dizendo. Passado esse instante de “choque”, voltei à realidade, agradeci e ela retribuiu com um “ao seu dispor”.
Meu amigo me colocou dentro de seu carro e me levou até o Hospital Mãe de Deus, hospital com atendimento totalmente particular. Afinal, se eu estava enfartando (o que eu imaginava até então) não poderia correr o risco de ir noutro hospital do SUS e correr e ter de ficar horas esperando ou até mesmo receber nova negativa de atendimento. Ao chegarmos no Hospital Mãe de Deus, informei para a atendente meu quadro. Imediatamente me passaram para o atendimento prioritário, onde fui levado para a triagem medir os sinais vitais e, em seguida, encaminhado para fazer um eletrocardiograma.
Fiz o eletro e tiraram um Raio X do meu tórax. O médico, doutor Maurício, viu meus dois exames preliminares e pediu que eu fizesse também um hemograma para verificar se haviam alterações em meu sangue. Os exames ficaram prontos em uma hora. Constataram que a parte física e química de meu coração estava perfeita, não havia nenhuma alteração, a estrutura estava perfeita, tudo em ordem com os pulmões também. A origem das dores seria de causa emocional, estresse por causa de questões pessoais e muitas horas de estudo frente a período de provas. Passou uma medicação suave para me ajudar a passar por este momento.
Naturalmente que, sendo um atendimento particular, tive de pagar por ele. Tendo reservas monetárias, as usei para isso. Assim ficaram os valores:

§  Honorário médico: R$ 250,00
§  Taxa Administrativa: R$ 34,39

Laboratório – Exames:
§  Creatinina: R$ 19,00
§  Potássio: R$ 19,00
§  Sodio: R$ 20,00
§  Troponina: R$ 81,00
§  Ureia: R$ 19,00
§  Hemograma: R$ 38,00
§  Radiografia: R$ 55,00
§  Eletrocardiograma R$ 60,00

Total do atendimento com os exames: R$ 595,39

Paguei os valores e fui para casa já sem dor alguma. Mas ficou o susto e a revolta de ver o quanto nosso país está sendo depredado por um sistema de vida que não favorece de modo algum as relações humanas ou o respeito pela vida. Na semana seguinte, ciente de que deveria tentar usar algum serviço do SUS para relatar no diário de campo, fui até um posto de saúde, no dia 13 de abril, num horário que eu estava livre. Fui até o posto de saúde do bairro Restinga Velha. Lá chegando, dirigi-me para o balcão de atendimento e informei que gostaria de verificar minha pressão arterial. A atendente, uma senhora muito simpática, pediu para eu aguardar que seria chamado na sala de triagem.
Nesse período em que esperava pude perceber que o barulho era impressionante, pessoas falando alto, crianças não contidas gritando por ali ou por aqui e um guarda mal humorado observando tudo. Havia cartazes de diversas campanhas preventivas do governo pelas paredes. Esses cartazes eram lindos, mas fiquei me perguntando até que ponto aquelas campanhas estavam realmente funcionando na prática. O local também não estava tão limpo quanto se é esperado de um local de saúde. Depois de uns vinte minutos uma outra senhora, também simpática me chamou pelo nome e lá fui para a pequena sala. Ela perguntou o que eu desejava e disse que gostaria de medir minha pressão arterial para saber se estava tudo em ordem. Ela pediu para eu sentar e estender o braço sobre um espaldar de metal. Fiz isso. Ela colocou o aparelho no meu braço junto com o estetoscópio e fez a medição da pressão. Estava ótima também. O atendimento foi perfeito. Perguntei para ela como eu deveria fazer caso desejasse consultar com um clínico. Ela informou que eles davam fichas a partir das oito horas da manhã, mas que a partir das 3 da manhã já havia gente na fila para assegurar uma vaga. Perguntei-lhe então por que não agendavam consultas de uma semana para outra, para evitar que as pessoas ficassem de madrugada na fila, já que ali era uma região perigosa. Ela disse que era norma da direção do posto de saúde, ou seja, a vontade de uma única pessoa.
Sei que existem alguns postos de saúde e outros locais que atendem pelo SUS que possuem uma prática exemplar. Porém isso ainda é a minoria. A maioria dos postos de saúde fazem as pessoas passarem a madrugada nas filas, não tendo a consideração de agendar de uma semana para a outra. E isso não é norma do sistema e sim é a vontade de pessoas despreparadas que administram esses lugares, dando a impressão de não conhecerem a realidade das localidades onde trabalham.
Se, por um lado, o SUS funciona na teoria e na estrutura de sua lei beira a perfeição, isso ainda não está sendo aplicado na prática. Tanto pelo fato de os usuários não saberem usar o SUS ainda, mas também há grandes falhas na transferência de recursos, bem como no treinamento de parte de seus funcionários. Meu pai teve um ótimo tratamento quando precisou, outras pessoas não. Então percebo, com isso, que esse serviço possui aquilo que vou chamar de uma qualidade flutuante. A qualidade dos serviços prestados pelo SUS não é constante, e sim pontual, dependendo de tempo, região, vontades pessoais e decisões políticas. E a manutenção da saúde de uma pessoa fica à mercê da conjunção desses fatores.
A estrutura e os mecanismos do SUS que tenho visto na cadeira de Saúde Coletiva são perfeitos no papel. Mas não vejo isso na prática, pelo menos não na maioria das instituições. Não falo isso só por causa do que me aconteceu esta semana no Instituto de Cardiologia, mas, também por que tenho dois pais idosos em casa e que dependem do SUS. Acompanho sua romaria e o tempo de espera que precisam enfrentar para ter uma consulta ou realizar um exame e isto é uma grande falha sim. Enquanto esse tempo é mantido, pessoas ou vão piorando de saúde ou mesmo vindo a óbito e isto não é uma opinião pessoal, é sim um fato.
Tenho certeza que alguns de meus colegas conseguirão relatar um ótimo atendimento em seus diários de campo, outros não. No meu caso não posso avaliar o atendimento pelo SUS quando precisei dele nesta semana, pois não tive esse acolhimento esperado num grande hospital. E o serviço básico de medir a pressão arterial num posto de saúde não mostra a grande estrutura que está por trás disso tudo e que possui suas conquistas e derrotas. Foi apenas um atendimento pontual. E como era uma situação de emergência a que vivenciei na semana passada, também não pude procurar outro local, sendo que tempo, no meu caso, poderia ser a diferença entre a vida e a morte, dentro do que eu acreditava ser meu quadro naquele momento, o que não se confirmou, ainda bem! Mas e se eu estivesse realmente mal? E se no meio do caminho, entre um hospital e outro eu tivesse tido um infarto, caso fosse esse o quadro? Poderia ter sido fatal? Enfim, fica a dúvida.
O SUS em sua teoria é um encanto, mas desencanta na prática, por causa de politicas que são mal aplicadas, por causa da corrupção nos meios políticos que influenciam direta ou indiretamente o meio da saúde, por despreparo dos usuários e de alguns funcionários, por desvio de recursos financeiros. Sim, o SUS está em construção ainda e necessita muito, mas muito mesmo de que sua construção receba uma atenção mais qualificada. Quem sabe os futuros psicólogos, especialmente os psicólogos sociais, consigam fomentar ainda mais essa discussão? Quem sabe no futuro consigamos ter um sistema de saúde tão lindo e perfeito quanto é na teoria?
Depois dessa experiência, desejo sinceramente não precisar nunca ter de depender realmente de um atendimento do Sistema Único de Saúde e vou trabalhar para ter um plano de saúde particular e bem caro, que pretendo só usar em minha velhice! Pagarei com muito gosto e orgulho sim, pois a despeito de todas as políticas públicas de saúde, não posso esquecer nem fingir que o Brasil ainda é um país de terceiro mundo, onde sua estrutura social mal desenvolvida não favorece diversos seguimentos sociais que deveriam ser prioritários há muito tempo.
Acredito que nosso SUS encante sim países europeus, mas esses países já possuem estrutura social para aplicar ele em toda sua grandiosidade. O Brasil precisa ainda estruturar-se em diversas áreas, sem as quais o SUS não funcionará tão bem quanto em toda sua teoria, visto que ele faz parte de um sistema que é maior; faz parte de um sistema que depende do bom funcionamento de outros para garantir seu bom desenvolvimento, como investimentos na educação, por exemplo.
Um dos princípios do SUS é a Universalidade, que diz que todos serão atendimentos sem discriminação, garantindo assim um atendimento universal à saúde. Fico perguntando-me se a atendente que me recebeu na porta do Instituto de Cardiologia conhece os três princípios do SUS? Será que o diretor do hospital referido conhece? Mas aí, pergunto-me logo em seguida, de que adianta eles conhecerem estes princípios se não há dinheiro para pagar por tratamentos, abrir mais leitos ou mesmo garantir que haja material de atendimento nas enfermarias? Também fiquei pensando por quais mecanismos de “dessensibilização” ou desumanização a referida funcionária teve de passar para falar com toda a calma do que mundo e com um sorriso nos lábios, para uma pessoa que estava passando mal na sua frente, que ela nada poderia fazer. É o sistema que faz isso ou há algum outro mecanismo “desumanizante” por trás?
Diante do quadro real de nosso país frente à saúde pública, agora entendo os motivos de quem acaba por praticar a automedicação e a consulta ao “doutor gloogle”. Isso acaba sendo inevitável quando se está diante de um sistema público de saúde que possui grandes e graves falhas. E percebo (levando em consideração uma breve análise dos anteriores processos de evolução histórica de nossa sociedade) que os problemas na saúde, a automedicação, a busca por formas alternativas de cura, os curandeiros, etc., ainda serão uma realidade em nosso país pelos próximos 50 ou 80 anos, no mínimo. E não adianta os médicos se debaterem e rolarem no chão com afinco e raiva para que o Ato Médico seja aprovado em todas as instâncias políticas, pois mesmo estes respeitados profissionais parecem esquecer que estamos numa país ainda tupiniquim onde a feiticeira curandeira ainda vive ao lado do centro clínico! E contra suas “curandeirices”, não há Ato Médico que consiga por fim, pois assim como hoje, daqui a 50 ou 80 anos continuará a faltar profissionais e o atendimento continuará sendo péssimo, por pura falta de estrutura física e humana! Mas essa conclusão é minha, baseada em minhas observações empíricas de nosso passado recente e de nosso presente. Talvez essa minha previsão não se confirme se tivermos uma mudança radical no nosso modo de vida o que acho, sinceramente, difícil diante da anestesia social que a mídia luta por manter.
Enquanto escrevo estes pensamentos e relato minha experiência da semana passada na tentativa de usar o SUS, num movimento mágico o qual Carl Jung chamaria de “sincronicidade”, minha mãe abre a porta do meu quarto e me entrega o jornal Diário Gaúcho de hoje, dia 15 de abril, dia também marcado por várias paralisações pelo país em protesto contra o Projeto de Lei da Terceirização. Nessa edição do DG, à página 8, matéria de Cleidi Pereira, está a notícia:

“Estado colocou no lixo mais de oito toneladas de medicamentos.”
 No ano passado 8,4 mil quilos de medicamentos comprados com dinheiro público tiveram como destino final aterros da Região Metropolitana. O motivo é que os remédios não foram distribuídos a tempo e o prazo de validade expirou... Conforme os dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, o valor do volume de medicações descartadas no ano passado corresponde a R$ 3,2 milhões. ¹

E por que essa notícia é relevante para esse diário de campo que escrevo? Por que ela corrobora com a ideia do despreparo de alguns funcionários do Sistema Único de Saúde na manutenção das políticas de atendimento. Lembro-me agora de uma amiga que trabalha em uma farmácia do Estado que distribui medicamentos para os postos de saúde da capital. Ela me contou, certa vez, que muitos medicamentos são jogados fora simplesmente por que os responsáveis pelas farmácias dos postos de saúde se esquecem de pedir para a farmácia central a reposição de determinados medicamentos. Ou seja, a população atendida nos postos de saúde fica pensando que o Estado ou o Município não compram ou não tem dinheiro para a compra de medicamentos quando na verdade estes medicamentos foram comprados e, por despreparo de algumas pessoas, acabam indo para o lixo por terem prazos de validade vencidos. E, como os postos de saúde não pedem os medicamentos, o Estado e o Município acabam achando que não há demanda por estes mesmos medicamentos! E, no meio disso, há um funcionário incompetente ou, no mínimo, irresponsável que não cumpre o seu dever para o qual é pago com o dinheiro de nossos impostos! E isto é apenas um exemplo do porque de o SUS não estar atendendo às necessidades de nossa população.
Para finalizar, creio que esta visão crítica é extremamente importante, primeiro para não vermos o mundo que nos cerca como se fosse um lindo arco-íris e, segundo, para termos a chance de problematizar questões que surgem ao nosso redor e podermos trabalhar para melhorá-las. O SUS possui aspectos lindos, tanto na teoria quanto na prática sim. Mas, por ser desrespeitado por determinadas instancias políticas, humanas e sociais, ele ainda é decepcionante para população brasileira que tanto necessita dele.

Referências:

1 – Diário Gaúcho – nº 4.668 – 15/04/2015 – pág. 8 – Porto Alegre.

Bibliografia de apoio:

Arbex, Daniela Holocausto Brasileiro. São Paulo: Geração 11ª edição. 2014.

Mosé, Viviane A escola e os desafios contemporâneos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2013.

Neto, Alfredo Naffah A psicoterapia em busca de Dioniso. São Paulo: Escuta e EDUC. 1994


Jung, Carl Sincronicidade – 8/3. Rio de Janeiro 20ª edição: Vozes. 1984

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Fotografia Psicologia Encontro Histórico



Fotografia da Universidade Clark em 1909. Na primeira fila, da esquerda para a direita, Franz Boas, E.B. Titchener, William James, William Stern, Leo Burgerstein, G. Stanley Hall, Sigmund Freud, Carl G. Jung, Adolf Meyer, H.S. Jennings. Segunda fila: C.E. Seashore, Joseph Jastrow, J. McK. Cattell, E.F. Buchner, E. Katzenellenbogen, Ernest Jones, A.A. Brill, Wm. H. Burnham, A.F. Chamberlain. Tercera fila: Albert Schinz, J.A. Magni, B.T. Baldwin, F. Lyman Wells, G.M. Forbes, E.A. Kirkpatrick, Sandor Ferenczi, E.C. Sanford, J.P. Porter, Sakyo Kanda, Hikoso Kaksie. Cuarta fila: G.E. Dawson, S.P. Hayes, E.B. Holt, C.S. Berry, G.M. Whipple, Frank Drew, J.W. A. Young, L.N. Wilson, K.J. Karlson, H.H. Goddard, H.I. Klopp, S.C. Fuller.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Mecanismos de Defesa Segundo a Psicanálise

O primeiro mecanismo de defesa que foi reconhecido e, também, o mais comentado da literatura psicanalítica é o mecanismo da repressão. Foi comentado por Freud em 1915. A partir desse, surgiram outros que foram sendo identificados com a evolução do trabalho psicanalítico.

Mecanismo de Repressão – é um movimento do ego que barra da consciência impulsos indesejáveis do id, sejam eles desejos, impulsos, emoções, fantasias ou lembranças. A repressão, enquanto movimento da energia psíquica, estabelece na mente uma oposição que ou é permanente ou apenas prolongada entre o ego e o id no lugar exato da repressão. Todo esse processo se desenrola inconscientemente.

Mecanismo de Supressão – consiste na decisão de esquecer alguma coisa e não pensar mais nela. É muito provável que haja intermediários entre a supressão e a repressão, porém, também é possível que não haja uma linha de demarcação nítida entre elas.

Mecanismo de Formação Reativa – é um mecanismo por meio do qual uma de duas atividades ambivalentes é suprimida para que seu oposto seja enaltecido. Por exemplo, o ódio por um objeto tornar-se inconsciente enquanto o amor por este mesmo objeto se torna evidente nas ações do individuo; ainda, a crueldade desaparece dando lugar à gentileza.

Mecanismo de Isolamento – uma fantasia relacionada com um desejo ou uma lembrança crucial do passado pode ter pronto acesso à consciência, mas a emoção, geralmente uma emoção dolorosa, não se torna consciente. Esse mecanismo de defesa é também conhecido como isolamento do sentimento ou repressão do sentimento ou, ainda, como repressão da emoção.

Mecanismo de Anulação – consiste em uma ação que tem a finalidade de contestar ou anular o dano que, inconscientemente, o indivíduo em questão imagina que seus desejos possam causar, sejam eles sexuais ou hostis. Às vezes, o significado do “ritual anulatório” pode ser consciente para o paciente, porém, não é fácil de descobrir a profundidade desse significado ou porque foi distorcido, ou disfarçado ou, ainda, camuflado. Porém, sua ideia de anulação beira o universo mágico, e pode ter suas origens na primeira infância, onde o universo mágico é muito presente e constante para o indivíduo.

Mecanismo de Negação – negação de uma parte da realidade externa desagradável ou indesejável, quer por meio de uma fantasia de satisfação, quer pelo comportamento.

Mecanismo de Projeção – faz com que o individuo atribua um desejo ou impulso seu a alguma outra pessoa, ou mesmo, a algum objeto não pessoal do mundo externo.

Mecanismo de Voltar-se Contra si Mesmo – semelhante à projeção em alguns pontos, leva o indivíduo a fazer consigo próprio o que supostamente faria com o outro caso conseguisse expressar no mundo externo as ações presentes no seu desejo.

Mecanismo de Regressão – esse mecanismo, assim como o da identificação, é provavelmente um mecanismo de significado mais amplo que os mecanismos de defesa propriamente ditos. A importância da regressão instintiva como mecanismo de defesa reside no fato de que, diante de acontecimentos graves, esses desejos podem ser parcial ou totalmente abandonados, e o individuo pode retornar, ou regredir, às fases prévias de seu desenvolvimento psíquico. Por exemplo, uma criança que esteja vivenciando a fase de latência (de 6 a 12 anos), em decorrência de algum conflito angustiante ocorrido nesse período, pode regredir à fase fálica ou oral.

Aliado a esses mecanismos de defesa, existe um mecanismo mental chamado por Freud de sublimação. Este mecanismo mental seria uma contrapartida natural dos mecanismos de defesa. Se, antigamente, os mecanismos de defesa eram considerados disfunções psíquicas, atualmente podemos dizer que a sublimação é um aspecto normal do funcionamento do ego e que, os mecanismos de defesa, fazem parte da maturação psíquica do individuo. Ou seja, são movimentos naturais da energia.

Brenner – O aparelho Psiquico 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Própolis e Gripe em 2015

Queridos. Não sei se vocês notaram, mas há uma onda de gripe seguida de dor de garganta assolando nossa cidade nas duas últimas semanas. Eu peguei ela e já me curei, resolvi meu problema usando um spray a base de própolis. Estou dando esta dica, pois também há um surto coletivo com relação à dengue e à meningite, bem fomentado pela mídia. Então, antes de surtar achando que está com todas as "doenças da televisão", tente a própolis que é o antibiótico natural do mel, seja em gotas ou em spray - o spray alivia um monte a garganta, especialmente se tiver menta junto. Claro né gente, se você achar que é algo mais sério, não deixe de procurar o médico. Mas, de um modo geral, tenho visto só a bendita gripe esmo.

Já disse e vou falar novamente: vírus, frio, gripe = PRÓPOLIS! Tenho visto ao meu redor amigos, colegas e pessoas desconhecidas sendo atacadas por essa gripe estranha que anda por aí. Febre, dor de garganta e mal-estar - gente chegando a ficar de cama. Não está tão frio ainda para que as pessoas se gripem assim tão de repente, simplesmente este vírus "apareceu" vindo do nada. Assim, quando chegar o frio propriamente dito, como estarão as pessoas? Mortas? Espero que não. Então, aí está meu estoque de própolis, em gotas e spray. A própolis é o antibiótico natural do mel, natural, sem contra-indicações e à base de água. 20 gotinhas em um dedo de água, manhã, tarde e noite durante um mês, todos os dias. Pode vir o frio, podem vir os vírus, naturais ou artificiais (kkkkk) que estou bem protegido. Minha gente, não caiam gripados por besteira, fiquem ligados nas entrelinhas ao seu redor!