domingo, 31 de agosto de 2014

Sombra

Para que um indivíduo se torne um membro essencial à comunidade, ser-lher-á necessário domesticar os ímpetos animais contidos na sombra. Trabalho este a ser feito com a supressão das manifestações da sombra e o desenvolvimento de uma poderosa persona que contrabalance o poder da sombra. O individuo que suprime o aspecto animal de sua natureza pode-se tornar civilizado, mas só o consegue às custas da capacidade motivadora da espontaneidade, da criatividade, das fortes emoções e das intuições profundas. Priva-se da sabedoria de sua natureza instintiva, sabedoria que pode ser mais profunda que uma outra a ser proporcionada pelo estudo ou pela cultura. Uma vida privada de sombra tende a tornar-se insípida e sem brilho.


Introdução à Psicologia Junguiana - Calvin Hall/Vernon Norddby

Sombra

Para que um indivíduo se torne um membro essencial à comunidade, ser-lher-á necessário domesticar os ímpetos animais contidos na sombra. Trabalho este a ser feito com a supressão das manifestações da sombra e o desenvolvimento de uma poderosa persona que contrabalance o poder da sombra. O individuo que suprime o aspecto animal de sua natureza pode-se tornar civilizado, mas só o consegue às custas da capacidade motivadora da espontaneidade, da criatividade, das fortes emoções e das intuições profundas. Priva-se da sabedoria de sua natureza instintiva, sabedoria que pode ser mais profunda que uma outra a ser proporcionada pelo estudo ou pela cultura. Uma vida privada de sombra tende a tornar-se insípida e sem brilho.


Introdução à Psicologia Junguiana - Calvin Hall/Vernon Norddby

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Estudos...

"... o trabalho de Jung como psicanalista consistia em ajudar os pacientes a recuperar a unidade perdida e a fortalecer-lhes a psique para que ela pudesse resistir a qualquer futuro desmembramento. De modo que, para Jung, a meta suprema da psicanálise é a psicossíntese."

II Semana Acadêmica da Psicologia - UniRitter. A arte eu que desenvolvi.


domingo, 17 de agosto de 2014

O estranho senso comum das Universidades que viraram nichos de beleza egóica

(Texto por Alberto de Moraes & Giovani Piano)

Outro dia, na sala de aula, perguntaram para a professora se era verdade que Jung era astrólogo. Achei engraçado.

Estranho, as pessoas possuem hábitos estranhos. Por que não vão ler umas três biografias do Jung? Do mesmo modo, por que não vão igualmente ler umas três biografias do Freud? Santo Deus, como vejo estudantes de Psicologia reproduzindo o senso comum acadêmico sem nem preocuparem-se em ir em busca da verdade!

Já ouvi pessoas dizendo: “não gosto do Jung porque ele era tarólogo” e “gosto do Jung porque ele era tarólogo”. Esse tipo de afirmação poderia ser um atestado de ignorância e o perpetuar do senso comum mesmo entre os acadêmicos? Talvez. Também dizem que Jung transava com suas pacientes e afirmam isto de modo pejorativo, como se diminuísse a importância do trabalho dele. E se ele transava? Qual o problema para aquela época? Vamos analisar os fatos então.

Jung não era tarólogo, não era astrólogo e não era espírita. Ele era um médico formado em Psiquiatria. Ele, assim, como Freud, era psiquiatra, devidamente formado e com todos os títulos da medicina, ok? E, após iniciar sua prática como psiquiatra, ele começou a formar suas próprias teorias a respeito da mente humana, que o levaram a teoria do inconsciente. A partir disso ele entendeu que o inconsciente do ser humano opera de modo amoral e atemporal, ou seja, não está de modo algum preso às convenções sociais. Ainda, ele descobriu que o inconsciente opera através símbolos. Os símbolos são o alfabeto operativo do inconsciente. Isto, por sua vez, levou-o a estudar o conceito dos Arquétipos: símbolos universais e atemporais. E quais são os símbolos mais antigos da humanidade? Símbolos astrológicos (a representação das constelações, o desenho dos símbolos do zodíaco, etc), símbolos mitológicos (deuses, lendas, etc), símbolos que remetem à sexualidade, rituais de passagem, de adoração do divino, etc.

Jung descobriu que para compreender uma grande parte das patologias da mente humana e, bem como, desenvolver um método de auxiliar a mente desequilibrada a voltar ao seu equilíbrio natural, ele deveria tratar o paciente através de símbolos, usando-os de modo prático. Porém, essa compreensão só foi possível depois que ele mergulhou em estudos profundos dos significados dos símbolos. Assim, ele dissecou as mitologias do mundo todo, por onde viajou, os símbolos da astrologia, do Tarô, do I ching, etc.

Vejamos a diferença: estudar o símbolo do arcanjo VI do Tarô, os Amantes e o modo como a percepção deste símbolo influencia o comportamento humano e que tipos de comportamentos ele pode trazer à tona do inconsciente, é uma coisa, já estudar significados divinatórios é outra, bem diferente. Este último estudo só emprega quem vai jogar o Tarô de modo divinatório e Jung não fazia isto.

Acho engraçado quando as pessoas endeusam o Freud enchendo a boca para falar que ele era Neurologista. Legal, que bom pra ele. Jung era Psiquiatra e parece que ninguém lembra disso... Jung foi diretor de clínica psiquiátrica em Burghölzli (Suíça) por décadas, onde aprofundou seus conhecimentos de psiquiatria e estudou a fundo seus pacientes psicóticos, trabalho esse que ele cita em sua obra inclusive com exemplos de casos clínicos. Além disso, Jung não se prendeu ao homem europeu como Freud, mas empreendeu viagens de estudos para melhor compreender a dinâmica da psique em tribos africanas, foi também para o oeste americano conviver com índios navajo, foi para o oriente, etc. Ao longo de toda essa caminhada ele desenvolveu e aperfeiçoou sua teoria.

Mas, percebo, que quando mexemos nos mitos dos ídolos pessoais dos estudantes de universidades, dentro da Psicologia, as pessoas, de um modo geral, ficam surtadas. Qual o problema em saber que Freud foi masturbado pela sua babá na infância? Pois é, ele foi. E isto diminui a obra dele? Não, claro que não. Mas precisamos saber deste fato, pois, é sabido que o meio também influencia o desenvolvimento humano, como provou a corrente cognitivo-comportamental. Será que não está aí a explicação para Freud ver sexo em tudo? Talvez. Ainda, qual o problema e saber que Freud cheirava cocaína? Nenhum! Isto diminui a obra dele? De modo algum. Mas sim, ele tanto usava quanto receitava para seus pacientes e, depois que se deu conta dos estragos irreversíveis do que a cocaína fazia, ele tratou de destruir as próprias anotações a este respeito. Ou o fato de Freud desmaiar em público quando Jung aparecia na frente dele? Ou o fato de Freud ter tiranamente expulso da sociedade psicanalítica os que discordavam dele, fez isso com Fritz Perls, com Carl Jung, e até mesmo com o amigo dele Sándor Ferenczi o qual quando Freud soube que Ferenczi apertava a mão dos pacientes ao se despedir no final da consulta, escreveu maldosamente que Ferenszi “só faltava bolinar os pacientes” (exatamente nesses termos pejorativos). Então, por que não se fala sobre isso abertamente nas universidades?

Assim, peço aos estudantes de Psicologia que busquem, acima de tudo, terem uma visão imparcial de todos os grandes mestres do passado e, acima de tudo, de seu trabalho. Não saiam por ai feito araras histéricas reproduzindo o senso comum das academias, pois ele existe dentro das Universidades, com certeza existe! Além da obra dos mestres do passado é necessário ler sobre a vida deles e o tempo em que viveram.


Fica a dica.

Kharisma

Kharisma é o verdadeiro atrativo. O verdadeiro atrativo. Livros foram escritos sobre a Lei da Atração. Interessantes, estão na direção certa, mas tendem a ser muito mentais. Todo mundo começa a pensar no que quer e não funciona. Não é muito eficaz. E depois fica todo mundo deprimido, se sentindo mal consigo mesmo e se identificando: “Não sou muito bom em atrair coisas. Ninguém gosta de mim e é por isso, porque não consigo atrair nada.” Não. Vocês simplesmente não estão sendo muito genuínos quando fazem isso. Vocês estão sendo mentais.

O mental tem pouco ou nenhum Kaikho, fogo, paixão. Não é autêntico. Cada vez que têm um pensamento, a maior parte deles realmente não vem de vocês. Noventa e nove por cento deles, quando vocês pensam sobre alguma coisa, não são sequer de vocês. Mas, ainda assim, vocês fingem que é. Vocês agem como se fosse. Vocês decretam que é. Então, vamos acabar com tudo isso e chegar ao que é de vocês.

O seu Kharisma. Não significa que vocês precisam sair e ser extrovertidos. Não significa que vocês precisam sair andando pela rua, apertando a mão de todo mundo, contando piada no supermercado. Não, vocês vão parecer idiotas, se fizerem isso.

Kharisma é um atrativo natural. Atrai energia naturalmente. Atrai pessoas.

Agora, as pessoas dirão, bem, ele é carismático ou tem atrativos, porque ele é fisicamente atraente, ou porque ele... Tem algo em relação a ele. Ele tem um sorriso simpático ou um olhar simpático. Mas as pessoas ficam só tentando justificar, porque não sabem identificar, não sabem como falar desse Kharisma. Então, ficam tentando encontrar outras coisas. Ele é carismático porque ele se deixa aparecer. Não tem todos esses outros pensamentos e não se poluiu com um monte de coisas que não são dele. Em sua puberdade biológica, ele também passou pela puberdade espiritual. Ele tem toneladas de Kharisma.

Kharisma – se pegarem a verdadeira definição – é a dádiva da graça que alguém dá a si mesmo primeiro, e que é naturalmente dada aos outros.

Kharisma é autenticidade. É o Eu Sou. Não precisa de personalidade. Não precisa se identificar. Kharisma não precisa de planos, programas e metas. Não precisa. O humano precisa de metas só pra se ocupar e se sentir melhor ao atingi-las. O Kharisma não precisa disso.

O Kharisma é vocês. E eu sei que estas palavras que estou falando agora são só palavras, mas vou pedir a vocês, agora, que sintam isso nesse pequeno... eh, é um pequeno merabh, mas é mais um tempo de dez, quinze minutos pra sentirem o seu Kharisma. Vocês estão procurando por algo há muito tempo, algo que vocês sabiam que estava aí, mas que não sabiam como encontrar. Está encoberto com pensamentos que não são realmente seus, carregado num corpo que não é seu.

Vamos respirar bem fundo. E peço que sintam essa coisa chamada Kharisma. Agora, não pensem nisso, mas deixem que venha. Não saiam pra procurar, mas percebam que o Kharisma já está aí. Não o identifiquem, nem mesmo com o nome de vocês. Não é o Kharisma da Tammie. Não é o Kharisma do John, não é o Kharisma do Stephan. É o seu Kharisma.

Não faz parte da construção da personalidade. Não faz parte da construção da personalidade. Não é outro tijolo na parede. É o que está por trás da parede. Não há nada que precisem fazer. Vocês não precisam ativá-lo. O estado natural do Eu Sou é Kharisma.

Ele flui por conta própria, meus amigos. Não há controle. Não é pra colocá-lo em caixinhas apresentáveis. É expressão. O Kharisma, naturalmente, nunca se sente inseguro. A personalidade – a sua personalidade – se sente insegura muitas vezes. O Kharisma nunca está inseguro. Não fica tentando proteger um corpo nem uma identidade, então, como poderia ficar inseguro?

Kharisma é como uma radiação. Não está na mente, de jeito nenhum. Se tentarem pensar no seu Kharisma, vai ser meio confuso. A mente não consegue entendê-lo. E, se a gerente da sua personalidade estiver tentando entender, não vai conseguir. Ele nunca fará parte da sua personalidade, jamais. Meio que frustra a gerente da sua personalidade, porque ela gosta de pegar as coisas e administrá-las, torná-las parte da comitiva da personalidade.

O Kharisma não tem aspectos, nem jamais se deixará ter aspectos. O Kharisma não quer saber de coisas espirituais, financeiras, nada disso. O Kharisma flutua, plana, expande, dança. Não carrega detalhes. Não carrega passado. Não carrega filosofia. Não tem tolerância por coisas que não são autênticas. Este Kharisma não é nada que vocês possam fabricar. Vocês não podem Não podem melhorá-lo jamais; portanto, peço que nem tentem. Não tentem melhorá-lo, torná-lo maior, porque isso será apenas uma personalidade não autêntica jogando seu jogo de makyo, ilusão espiritual.

Vocês fizeram a pergunta já faz muito tempo: “Estou sendo verdadeiro? Estou sendo autêntico?” Não. Vocês precisam respirar fundo um instante. Parem de tentar controlar tudo dentro de si mesmos.

Parem de tentar desviar o curso natural das águas, o curso natural das energias, e simplesmente deixem que esse, o seu Kharisma, brilhe, se sobreponha a tudo que vocês identificavam como sendo vocês até agora – cada pensamento, cada traço de personalidade, cada falha e cada realização.
Deixem que o Kharisma venha para a superfície e se sobreponha. Quanta energia foi aplicada – aplicada para proteger, para moldar, para defender algo que vocês bem sabiam que não era realmente vocês?

Mas, ainda assim, esse Kharisma, se o deixarem em paz – se não tentarem simplesmente tecê-lo na sua personalidade atual, se vocês se deixarem ser livres –, vocês vão começar a entender quem vocês realmente são.

Kharisma é a personalidade livre, o livre Eu Sou.

Vocês começam a perceber que esse Kharisma não exige trabalho. Vocês estão tão acostumados a trabalhar pra tudo... e ele não exige trabalho.

Ele também não exige tempo. Vocês estão acostumados a que as coisas se desenrolem com o tempo. Vocês chegam a me dizer: “Vamos seguir com isso.” Tudo bem. Está aqui. É o seu Kharisma, Kaikho. Kharisma, a paixão – a paixão da graça do Eu Sou.

Ele atrairá coisas pra vocês que vocês não poderiam ter imaginado antes. Kharisma é o verdadeiro ímã. É. É um ímã. Falamos da Lei da Atração e por que motivo não sou, particularmente, um grande fã dela; porque é mental. Não envolve Kaikho, paixão. Vem da mente e é limitada.

Mas esse, o seu Kharisma, é o atrativo, o ímã, o magnetismo, e traz as coisas pra vocês. Não porque vocês pensaram nelas, não porque vocês lutaram ou se estressaram por elas, não porque vocês as focaram mentalmente. Ele as traz muito naturalmente, com tanta facilidade e graça que será um choque, de início. Ele trará pessoas. Trará oportunidades. Trará seres angélicos. Trará seres da Terra – os devas, as fadas. Trará essas coisas com graça. Não pela força, mas com graça, com bondade. Ele traz energia, porque vocês, enfim, estarão sendo autênticos. Vocês, enfim, estarão se deixando ser livres.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Contágio Psíquico

O contágio mental representa o elemento essencial da propagação das opiniões e das crenças. A sua força é, muitas vezes, bastante considerável para fazer agir o indivíduo contra os seus interesses mais evidentes. As inumeráveis narrações de martírios, de suicídios, de mutilações, etc., determinados por contágio mental fornecem uma prova disso. 

Todas as manifestações da vida psíquica podem ser contagiosas, mas são, especialmente, as emoções que se propagam desse modo. As ideias contagiosas são sínteses de elementos afetivos.

Na vida comum, o contágio pode ser limitado pela ação inibidora da vontade, mas, se uma causa qualquer - violenta mudança de meio em tempo de revolução, excitações populares, etc. - vêm paralisá-la, o contágio exercerá facilmente a sua influência e poderá transformar seres pacíficos em ousados guerreiros, plácidos burgueses em terríveis sectários. Sob a sua influência, os mesmos indivíduos passarão de um partido para outro e empregarão tanta energia em reprimir uma revolução quanto em fomentá-la.

O contágio mental não se exerce somente pelo contacto direto dos indivíduos. Os livros, os jornais, as notícias telegráficas, mesmo simples rumores, podem produzi-lo.

Quanto mais se multiplicam os meios de comunicação tanto mais se penetram e se contagiam. A cada dia estamos mais ligados àqueles que nos cercam. A mentalidade individual facilmente reveste uma forma coletiva.

Entre todas as variedades de contágio mental que nos constringem, uma das mais pujantes é a do grupo social de que fazemos parte. Nenhuma vontade procura subtrair-se à sua ação. Ele dita mesmo, às mais das vezes, as nossas opiniões e os nossos julgamentos, sem que o percebamos.


Gustave Le Bon, in 'As Opiniões e as Crenças'

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Leila Diniz

"To chegando à conclusão e que a maior peste da humanidade é o medo. Puta que pariu, como a gente tem medo. Do futuro, do presente, do passado. De gente, de sofrer, de amar, de perder, de viver. Porra!

Eu gosto de trepar, porra! Acho que pra mim seria bacana trepar todo dia. E não me importaria se fossem uma, duas, três, vinte ou mil vezes por dia. Eu tenho uma puta resistência física, já me aconteceu de passar uns três dia não fazendo outra coisa na vida senão trepar sem parar.

A gravidez é um negócio maravilhoso. Dá uma sensação de absoluto a gente fica completa. Acho que o negócio máximo de ser fêmea é estar prenhe. Quer dizer, você trepa e depois fica prenhe. Sinto uma tranquilidade com as pessoas, com tudo. Eu tenho muita pena de homem não poder ficar grávido.

Sou uma pessoa livre e em paz com o mundo. Conquistei a minha liberdade a duras penas rompendo com as convenções que tolhiam os meus passos. Por isso, fui muitas vezes censurada, mas nunca vacilei, sempre fui em frente. Tudo que fiz me garantiu a paz e a tranquilidade que tenho hoje. Sou Leila Diniz."

O amor move o mundo