terça-feira, 29 de julho de 2014

Ondas

A Física teórica moderna colocou nosso pensamento acerca da essência da matéria num contexto diferente. Ela desviou nosso olhar do que é visível – as partículas – para a entidade subjacente, o campo. A presença de matéria é simplesmente uma perturbação do estado perfeito do campo nesse lugar. Podemos considerar a matéria como sendo constituída por regiões do espaço nas quais o campo é extremamente intenso. Portanto, não há matéria realmente, o campo é a única realidade. No estado de onda, elétrons e fótons (partículas de luz) não tem localização precisa, existem como “ondas de probabilidade”. No estado de partícula, essa onda “colapsa” produzindo um objeto sólido, localizado no espaço e no tempo.


Hélio Couto – Mabel Cristina – Negócios In-Formados – Editora Linear B

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Realidade ou Impressão? Saint Germain - Julho 2014

Verdade ou Mentira? Realidade ou Impressão? – Saint Germain – Julho 2014

É realidade ou impressão que menos de cinco por cento dos humanos no planeta controlem 95 por cento de toda a fortuna? Isso é realidade ou impressão? Cinco por cento controlam a maioria, a vasta maioria da fortuna do planeta, sim ou não? Realidade ou impressão?

Na verdade, é uma impressão. Impressão. O fato é que realmente há um pequeno número de pessoas, famílias ou governos – ou melhor, empresas – controlando a maioria das finanças no planeta. Porém, porém, é uma impressão que se tem. É uma impressão também, porque... só porque ela pode ter muito dinheiro – digamos que ela tenha 20% de toda a fortuna do mundo –, isso não significa que você não possa ser rico, ou você não possa ser, ou você. Não há limite ou restrição para a quantidade de riqueza que este planeta pode ter, seja em termos de instrumentos financeiros, recursos naturais ou energia pura. Não há restrição.

O que se tem é uma impressão de que certas pessoas controlam a riqueza e que outras não podem tê-la. O que se tem é uma impressão de que existe uma quantidade limitada de abundância financeira no planeta e, tendo essa impressão, as pessoas se restringem – vou usar com cuidado a palavra “controle” – à noção de que esses cinco por cento ou menos estão no controle.

Eles não controlam nada. Eles têm. Eles têm. Eles têm dinheiro; outros não têm. Nada impede que você não possa ter, ou você não possa ter, ou você. Nada mesmo. E, não importa o quanto eles venham a querer controlar o número de pontos percentuais deles, o número de dólares ou euros que eles têm no banco, eles não podem. Não conseguem.

Então, meus caros amigos, a realidade é que, sim, é mais ou menos isso que acontece no momento. Uns poucos têm mais do que os outros. Mas nada impede que cada um e todos vocês tenham exatamente aquilo que escolherem e ainda mais aquilo que permitirem ter.

Próxima pergunta. Na América do Norte e na Europa há mais poluição agora do que havia há 15 anos – realidade ou impressão?

Com base numa impressão. Certamente, há menos poluição do que nunca nesses 15 anos, digo, na América do Norte e na Europa. Muitas tecnologias novas estão reduzindo a quantidade de emissões. Há muito mais preocupação com o meio ambiente no que se refere à água e ao ar. Embora haja mais pessoas, mais veículos, mais máquinas do que antes, o nível de poluição está baixando.

Agora, não necessariamente no mundo todo, porque outros países estão aumentando esse nível. Mas eu disse especificamente na América do Norte e na Europa.

Então, não é de fato realidade, e a impressão é... Geralmente, quando faço essa pergunta, as pessoas dizem: “Ah, sim, está ficando pior.”

Eu ressalto isso porque é uma impressão que se tem, quando se dá uma declaração sem realmente conhecer os fatos, me desculpem dizer, e também acreditando que todos esses males, todas essas coisas terríveis, estão acontecendo, sem realmente examinar o que está sendo feito.

Agora, ao mesmo tempo, há um enorme interesse no meio ambiente, porque todos percebem que este planeta, com seus seis bilhões de humanos, só pode realmente lidar com cerca de dez, e vocês estão rapidamente se aproximando desse número. Então, precisa ter mais preocupação com o solo, o ar, a água, o reino animal. Entretanto, também é tema pra muito controle e manipulação.

É terreno fértil para aqueles que estão no controle, e que, quase sempre, não sabem nada realmente do assunto – não estou me referindo a você, é claro, Dave, mas aos fanáticos ambientalistas – e usam números e informações que não são realmente verdadeiros. É um tipo de controle. É mais uma coisa que acrescento à minha lista de hipnose e controle de massa.

Na realidade, está melhorando em muitos lugares; outros lugares têm um caminho longo a percorrer. Estão se prejudicando, prejudicando o próprio povo e realmente não há consciência. Mas, particularmente, na Europa e na América do Norte, há consciência e isso está mudando as coisas. Talvez não rápido o suficiente, como se gostaria. Talvez ainda haja aqueles que não têm a consciência deste planeta, deste corpo em que vivem, mas está acontecendo. Também, ao mesmo tempo, fiquem conscientes de suas impressões – o que é real, o que não é, o que é controle ou o que é hipnose e o que não é. Ótimo.

Próxima pergunta, seguindo a mesma linha, tem mais ou menos crime agora do que há 15 anos – crimes de vulto –, mais ou menos?

Às vezes, há a sensação de que tem mais, por causa de coisas como a Internet, o noticiário, blogs e uma comunicação muito, muito rápida, mas, no que chamam de países desenvolvidos, há realmente menos crime. Você está correto.

Em outros lugares, repito, o crime ainda é excessivo, mas a consciência, a consciência será a coisa que dará um melhor equilíbrio a isso.

Agora, embora eu diga que há, estatisticamente, menos crime na maioria desses lugares do que havia 15 anos atrás, ao mesmo tempo, há mais potencial para o que chamariam de crime catastrófico, ataques do tipo terrorista. E, com a sofisticação daqueles que vocês chamam de terroristas, daqueles que não levam em conta a vida das outras pessoas, daqueles que matam um grande número de pessoas por motivos pessoais, há mais potencial do que nunca pra isso acontecer por causa da tecnologia e por causa da determinação que eles têm.

Assim, paira uma nuvem constante de medo, particularmente com vocês, e com vocês acompanhando online, porque vocês podem senti-la. É quase assim: “Quando acontecerá o inevitável? Quando o chão vai faltar?” Vocês sentem isso na boca do estômago, às vezes, no coração ou na área da garganta – “E agora?”

É um jeito difícil de se viver, sempre com uma preocupação com o depois. E eu peço a vocês que, simplesmente, respirem fundo e vivam a própria vida da melhor forma possível e da maneira mais consciente possível. Não tentem sequer impedir aqueles que têm agendas políticas, religiosas ou financeiras. Vivam a própria vida no modo mais elevado da mestria encarnada. É isso que fará a grande diferença neste planeta. É isso que acrescentará o elemento que está faltando à consciência em tantos lugares.

Como tenho dito repetidas vezes, a maior coisa que vocês podem fazer pra este planeta, e de fato pra este universo, de fato pra toda a criação, é serem os Mestres que vocês verdadeiramente, verdadeiramente, são.


Assim, vamos respirar fundo com isso.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Jung - Sincronicidade II

(951) O espaço, o tempo e causalidade, a tríade da Física clássica, seriam complementados pelo fator Sincronicidade, convertendo-se em uma tétrada, um quartérnio que nos torna possível um julgamento da totalidade.


(952) A sincronicidade, aqui, está para os três outros princípios, assim como a unidimensionalidade do tempo está para a dimensionalidade do espaço, ou se comporta como o quarto recalcitrante do Timeu que só pode se juntar aos outros três “à força”, como diz Platão. Da mesma forma que a introdução do tempo como quarta dimensão na Física moderna implica o postulado de um contínuo espaço-tempo irreprensentável, assim também a ideia de sincronicidade com seu caráter próprio de significado produz uma imagem do mundo de tal modo também irrepresentável, que poderia levar à confusão. A vantagem, porém, de se apresentar este conceito é que ele torna possível uma maneira de ver que inclui o fator psicoide em nossa descrição e no conhecimento da natureza, ou seja, um significado apriorístico (ou uma “equivalência”)

Jung - Sincronicidade 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Carl Jung - Sincronicidade

Quem estuda Física Quântica, deveria ler este livro do Jung, pois durante todo o texto ele vai questionando a existência do tempo e do espaço. Praticamente um trabalho complementar ao de Einstein.

"Na concepção original do homem (isto é, entre os primitivos), o espaço e o tempo são coisas sumamente duvidosas. Só se tornaram um conceito “fixo” que o desenvolvimento espiritual do homem, graças à introdução do processo de medir. Em si, o espaço e o tempo consistem em nada. São conceitos hipostasiados, nascidos de atividade discriminadora da consciência e formam as coordenadas indispensáveis para a descrição do comportamento dos corpos em movimento.

São, portanto, de origem essencialmente psíquica, e este foi, provavelmente, o motivo que levou Kant a considerá-los como categorias a priori. Mas o espaço e o tempo são propriedades aparentes dos corpos em movimento, criadas pelas necessidades intelectuais do observador, então sua relativização por uma condição psíquica, em qualquer caso, já não é algo de miraculoso, mas situa-se dentro dos limites da possibilidade.

A sincronicidade no espaço pode ser igualmente concebida como uma percepção no tempo, mas, convém notar, não é fácil entender a sincronicidade no tempo como espacial, porque não podemos imaginar um espaço em que acontecimentos futuros já estejam objetivamente presentes e possam ser experimentados como tais, mediante a redução desta distância espacial."


Carl Jung - Sincronicidade

terça-feira, 15 de julho de 2014

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sexo & Religião

Embora a igreja católica tenha tolerado o abuso sexual perpetrado por seus próprios membros durante décadas, ainda considera a luta contra a homossexualidade uma questão mais importante que as outras. Não é apenas a preservação da floresta tropical ou o combate a pobreza que devem ser esquecida à luz da batalha da igreja contra a homossexualidade. O vaticano argumenta, por exemplo, que é preciso excluir homossexuais dos direitos garantidos pela legislação de direitos humanos no que concerne ao respeito à vida privada, à não discriminação e a liberdade de opinião.

As proibições religiosas que regulam a conduta heterossexual feminina causam menos polêmica hoje em dia que a proibição da homossexualidade, embora sua trajetória seja bem mais longa. São mais severas que aquelas que regulam o comportamento masculino sujeitas a um nível bem maior de controle. É algo comum a todas as religiões por principio. Nas referências mais antigas do judaísmo, islã, hinduísmo, budismo e, em certa medida, cristianismo, encontramos reiteradamente o foco primário no homem, significando que a sexualidade feminina só pode ser definida na medida em que se relaciona a ele. Enquanto os homens podem ter acesso a várias mulheres, dentro ou fora do casamento, a regra religiosa principal reduz a sexualidade feminina a um único homem – se não pela vida inteira, pelo menos um de cada vez. Isso fica patente em sanções que costumam ser mais severas para mulheres que fazem sexo antes do casamento e na definição do adultério em função do estado civil da mulher somente: o fato de o homem ser ou não casado é irrelevante.
Muitos fiéis talvez achem difícil conviver com a noção de livre-arbítrio, consentimento e respeito mútuos por que suas próprias convicções religiosas são tão arraigadas que sentem uma necessidade incontrolável de legislar sobre a vida sexual alheia. Assim sendo, a homofobia, o racismo sexual, a convicção de que a sexualidade feminina necessita de regulações específicas, a objeção ao sexo pré-conjugal e o desprezo por quaisquer outras formas de sexo consensual são parte de um só fenômeno: o reflexo da crença em uma regulação do sexo pela religião. Mas talvez devêssemos perguntar àqueles que querem controlar a vida sexual alheia com base em suas próprias convicções religiosas como ELES se sentiriam caso fossem obrigados a viver de acordo como o que os OUTROS acreditam. Só então eles talvez reconhecessem que livre-arbítrio, consentimento e respeito mútuos, afinal, não são conceitos tão terríveis assim.

Sexo & Religião (Do baile de virgens ao sexo sagrado homossexual) – Dag Oistein Endsjo – Editora Geração. 2014