quarta-feira, 21 de maio de 2014

Gênero e Sexualidade e o Devir Como Processo de Cura

GENERO E SEXUALIDADE - A EXPRESSÃO SEXUAL REPRIMIDA E O DEVIR COMO INSTRUMENTO DE REEQUILÍBIRIO EMOCIONAL E REINTEGRAÇÃO SOCIAL 

Na sociedade atual somos levados a questionar o que é ser homem e o que é ser mulher dentro do estudo da sexualidade e expressão do gênero individual. Porém, se partirmos do princípio de que nossa atual sociedade possui um sistema de vida com conceitos já enfermos, herdados da cultura “judaico-cristã”, podemos questionar se realmente temos capacidade para entender o que é esse ser homem e esse ser mulher.
Nas cinco últimas décadas do século XX vimos uma libertação sexual sem precedentes, nunca ocorrida nos últimos dois mil e quinhentos anos no Ocidente. A impressão que temos é que toda a repressão sofrida nesses dois últimos milênios urgiu em sair à tona em poucas décadas, como um animal selvagem lutando para romper as grades que o prendiam o mais rápido possível. Nunca se falou tanto em sexo, liberdade e a aceitação do experimentar. Nunca se falou tanto em amor ao próximo, culto ao corpo e possíveis novas expressões de sexualidade. Por outro lado, se vemos a liberdade no falar, nas intenções e no agir, no praticar e no experienciar, vemos também o quanto ainda há travas emocionais arraigadas dentro da psique, da alma humana. É gritante a dicotomia que nossa sociedade vive hoje em relação à sua própria sexualidade. Por um lado pessoas ansiando por libertar-se e experienciar, sem saber bem o que, apenas desejando algo que vem do desconhecido mundo do sexo, ainda mantido no submundo pelo sistema vigente. Por outro lado, um pensamento arcaico e moralista de pessoas que, antes de serem felizes e bem resolvidas consigo mesmas, buscam na atitude de refrear ao próximo um modo de satisfazer suas perversões inomináveis e castrar ao outro para justificar sua própria castração da capacidade de libertar-se para amar, transar e realizar.
Esse movimento do libertar-reprimir, ir e vir da sexualidade, essa ebulição, parece uma tentativa, não compreendida ainda à luz da consciência, de resgatar o estilo de vida que culturas antigas possuíam. Nestas culturas, geralmente matrifocais, que mais tarde seriam chamadas de culturas “curvilíneas”, a mulher era quem dirigia a comunidade, com seu saber, sua intuição e seu poder mágico de estabelecer conexões com o mundo do outro lado do véu. De modo algum o homem era diminuído em seu papel de macho provedor, guerreiro, construtor e protetor da tribo. À mulher era dado o direito de escolher com qual homem iria gerar sua prole e todos estavam em perfeita harmonia com a natureza de seus corpos, cumprindo com papéis sociais que, longe de serem impostos por consenso, eram assumidos com orgulho e honradez por todos.
Séculos de repressão sexual e incompreensão das práticas antigas geraram a sociedade que temos hoje, descentralizada de seu próprio poder criador e autocurador.
Vemos pessoas tendo atitudes extremamente infantis e desequilibradas para com o próximo. Algumas até mesmo possuem um tipo de histeria velada e aceita pela sociedade, afinal, basta dopar com ansiolíticos o paciente e ele pode ficar livre para andar, trabalhar, relacionar-se com os outros de sua comunidade. Afinal, todos estão no mesmo sistema de vida, e quem sabe quantos naquela localidade não estão sob o efeito das mesmas drogas e hipnoses coletivas – todos partilhando do mesmo surto social? Muito desse desequilíbrio emocional e/ou mental, é decorrente da ausência de um veio de escape para emoções mal trabalhadas, sexualidades não realizadas, gêneros não expressados, desejos não entendidos. Muito desse desequilíbrio é decorrente da insistência em não mexer em questões arquetípicas que são fundamentais para o ser individual voltar ao seu equilíbrio primordial com a natureza de seu meio ambiente.
Aqui é que entra o devir como instrumento de reequilíbrio emocional e reintegração social destes indivíduos.
Para Aristóteles, o devir é apenas uma passagem da potência ao ato que é a perfeição para a qual o devir tende. O devir aristotélico é a realização de um processo para se receber, o que move um ente para sua finalidade é o motor; tudo está em movimento porque é movido por um motor, o motor que move a si mesmo e não é movido por nenhum outro é o primeiro motor, o motor perfeito onde todas as suas potencialidades estão atualizadas.¹
Comparo o devir como um momento de catarse, se bem que mais leve que este último. É certo que não podemos viver em constante devir, pois caso isso ocorresse nada conseguiríamos trazer para a realidade prática e o devir seria um instrumento inútil, ainda, seria mais um modo de repressão por impedir a expressão do “eu” na vida quotidiana. Porém, um momento devir muito bem elaborado, com a ida ao mundo subjetivo e a volta ao mundo objetivo é um instrumento poderoso de cura, pois permite ao ser uma análise profunda de seus anseios, uma verdadeira pesquisa arqueológica às antigas memórias e desejos que foram deixados no fundo da alma em momentos não mais lembrados de traumas quaisquer vividos por aqui. É um verdadeiro processo de cura.
Faço lembrar aqui da escritora Clarisse Lispector. Quando lemos algumas de suas obras (como em A Hora da Estrela), podemos perceber exatamente isto, uma ida constante ao mundo subjetivo, um questionar, quase em devaneio. Com este processo ela consegue trazer ao mundo objetivo a construção de sua profissão, que é a de escritora.
No processo de devir o indivíduo poderá acessar seu universo pessoal de ideias, tendo acesso a níveis de entendimento que até então estavam encobertos pela tagarelice de uma mente desregrada e desfocada do “eu”. Num primeiro momento, talvez, as ideias acessadas sejam superficiais, rasas, porém, se houver uma entrega total do ser ao momento de devir, estas mesmas ideias superficiais podem tornar-se pontes para acessar níveis de ideias mais profundos. Acessar essas ideias permite ao indivíduo entender-se, conhecer-se, desnudar-se de si mesmo para si mesmo. Nesse momento ocorre o autoconhecimento e a integração total e consciente das partes que foram perdidas e até mesmo negadas ao longo de sua história de vida.
Pode ocorrer grande tomada de consciência? Sim. Pode ocorrer crises de choro? Sim. Pode o devir, neste momento, levar a uma catarse? Sim. E isto seria a consequência do processo de liberação de condicionamentos culturais arraigados na construção da consciência humana, condicionamento este expressado na repressão sexual que o ser pode trazer consigo. No entanto, estas manifestações emocionais tornariam o ser mais leve para respirar dentro de sua condição sexual. Se as pessoas permitissem isto, procurassem mais os terapeutas e psicólogos, menos sofrimento interno haveria, as relações entre casais seriam mais bonitas e verdadeiras, seriam leves e menos cínicas ou competitivas dentro do núcleo familiar. A mulher, então mais segura, não teria atitudes neuróticas de querer controlar todos os passos do marido. O homem, mais seguro de seu amor, não massacraria a mulher com seu ciúme inseguro e infantil. E ambos se ajudariam para o crescimento individual e comum dentro e fora da relação.
E como saberíamos que a cura ocorreu?
Constataríamos o momento da cura quando o ser, ao voltar de um processo de devir (que pode durar tempos diferentes para cada paciente), num momento de total desnudar-se para si e para o terapeuta, constataria que “algo aconteceu dentro de mim, eu não sou mais eu.” ²  E isto seria pronunciado num significado de “eu estou curado e consciente agora de quem realmente sou e de como eu estava cego e inconsciente de tudo o que me impedia de viver uma vida plena de mim mesmo”.
O ser pode agora voltar à sociedade, não para participar de seus jogos de aparências e nem para tentar curar aos outros, mas sim para viver uma vida leve e integral, pleno de si mesmo e de sua vida que é bela e grandiosa.
Ele está curado.
Para o sentimento de liberdade que deve advir de um processo de cura desses, termino transcrevendo as palavras da escritora, formada em Filosofia, Márcia Frazão. Este texto descreve bem, no meu entendimento, o estado de ser que podemos adquirir depois de um processo de devir ter nos libertado de inúmeras travas. Longe de ser um parâmetro para todos, é apenas um guia, uma base, para que cada um possa construir seu próprio entendimento.

Eros, talvez ele tenha nascido no exato momento em que os olhos de dois apaixonados se encontraram e uniram seus corpos no delírio de uma paixão sem controle, deixando escorrer por terra as gotas salgadas de suor que magicamente se transformaram neste pequeno deus.
Nós, bruxas, somos aquelas que seguem nuas, em noites de lua cheia, o cortejo de Dionísio que leva consigo o pequeno Eros. É Dionísio que nos seduz com sua fúria de amante, enchendo-nos de carícias obscenas e distribuindo paixões por todo o caminho onde sua loucura pagã desfila.
Nós, bruxas, somos aquelas que não tememos a falta de limites que só Eros e Dionísio proporcionam, que uivamos na cama tal qual furiosas lobas e que lambemos nossos corpos com a languidez dos felinos.
Em nós o amor tem sempre de ser absoluto, ele deve conter em si todo o excesso do incontável, a infinitude de todas as estrelas, a falta de controle das tempestades e a magnitude das águas. Para nós o amor é sempre isento de culpas, e por ele fazemos as mais inconfessáveis loucuras, fazendo de nossas vidas uma aventura alucinada, onde as violações e os raptos nos tornam eternas ilusionistas do acaso. E nessa febre amorosa levamos o mundo numa eterna dança onde haverá sempre um casal de apaixonados irremediavelmente unido por nossas poções feitas com ervas, esperma, suor e sangue.
Quando Eros elege um mortal, é sempre a nós que se vem pedir ajuda para a intrincada jornada da paixão, e sempre temos em nossos velhos livros receitas de antigos feitiços que fazem com que os pares mais rápido se reconheçam. Porém, mesmo sem feitiços, os ferimentos de Eros foram feitos para o encontro dos amantes e nos foi dado o dom de reconhecê-los...³
  

Referências:

1 – Baptista, William. O devir da verdade – Letra Capital Editora LTDA; ISBN 978-85-7785-168-3. p. 55.
2 – Salles, Walter – Filme Diários de Motocicleta – 2004 – Estúdio Film Four BD Cine

3 – Frazão, Márcia – Manual Mágico do Amor – Bertrand Brasil – ISBN 85-286-0833-6 – p. 63 e 64.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Livro Digital: Anatomia Oculta - Chakras

Já está à venda, no site da Amazon, o livro digital Anatomia Oculta - Chakras de minha autoria. Este livro foi escrito para ser lido em tablets e celulares, para tanto, é necessário baixar o aplicativo da Amazon chamado Kindle. 

Abaixo segue um trecho do livro e os tópicos do índice.

Este tipo de conhecimento deveria ser passado a todos os seres humanos, desde a mais tenra idade ou em escolas públicas. É um conhecimento que pode fazer a diferença entre a saúde e a doença de um ser humano. No entanto, a sociedade retilínea e racional na qual vivemos, onde os mais fortes visam o lucro e a riqueza, impede que estes conhecimentos sejam divulgados de modo claro para as massas. Afinal, de que adianta uma sociedade equilibrada formada por indivíduos saudáveis? Quem lucra com a cura? Ninguém. Neste planeta, o mais importante para muitas pessoas é engordar a conta bancária e não o bem-estar dos semelhantes, por isso tanto desequilíbrio social. Ele é um retrato da loucura mental e conceitual que rege a vida na Terra atualmente. Para estes seres que mantém o estado enfermo de vida o importante é termos pessoas com medo, doentes e desequilibradas, que vão gerar lucro para laboratórios e empresas que visam a “cura” de seus clientes. Cura essa que é manter o indivíduo preso ao uso de medicamentos ou tratamentos de saúde por anos, raramente chegando a uma real cura, sempre com consequências desastrosas para a vida pessoal do ser. Isto quando não ficam sequelas para a vida toda. Uma pessoa doente é uma boa fonte de alimento para os vampiros invisíveis que nos cercam o tempo todo, pois o doente, na maioria das vezes, gera medo, revolta, frustração, tristeza e vários outros sentimentos destrutivos – fonte de alimento para as regiões de baixa vibração do planeta.

Este estudo dos corpos energéticos e chakras de modo algum visa substituir um tratamento de saúde convencional. A intenção com ele é você saber que seu corpo “continua” após a pele, que ele tem outras partes que se estendem ao seu redor e até para outras vibrações dimensionais, indo para lugares distantes e trazendo energias que mais tarde serão visíveis em modificações que ocorrerão no seu corpo físico. A isto chamamos de trocas energéticas. Se você estiver consciente destas trocas, do que está entrando ou saindo, você conseguirá ter uma noção da importância de manter os pensamentos e sentimentos equilibrados, gerando amor, luz, caridade, esperança e mantendo boas imagens em sua vida. Quando você faz isso, está criando uma frequência elevadíssima que vai elevar o padrão vibratório de todo o seu ser. Quem emite esperança, recebe esperança, quem emite prosperidade, recebe prosperidade, quem emite cura, recebe cura, quem emite felicidade, recebe felicidade, quem emite otimismo, recebe otimismo, quem emite verdade, recebe verdade... No entanto, não nos é ensinado que quanto mais falarmos de doenças, falta de dinheiro, dívidas e etc., mais atraímos isto para nossa vida. Não adianta pedir em suas orações que as dívidas sejam pagas, pois no momento em que você pede isso, seu foco está nas dívidas e não na prosperidade. Quanto mais você falar nos problemas, mais fortes eles vão ficar em sua realidade e mais você vai ficar enredado neles. A isto a Física Quântica chama de Emarenhamento Quântico. E existe toda uma intenção em não lhe ensinarem isso ao longo da vida. Afinal, novamente, precisa-se de pessoas escravizadas nas doenças e equívocos, carências, dívidas e misérias. Quanto mais você for carente do que for, mais deprimido vai ficar e mais energia vai doar a seres inferiores que se alimentam disso.

Os interessados em adquirir o livro podem clicar neste link: http://www.amazon.com/dp/B00K3R4SLW

Índice
Introdução
A saúde
O corpo físico
O corpo etérico
O corpo astral
O corpo mental
O corpo emocional
O corpo causal
O corpo átmico
O corpo búdico
A leitura de pensamentos
Acesso às vidas passadas
Glândulas Endócrinas
1º Chakra - Básico ou Raiz (Muladhara) - O Mundo
2º Chakra - Sexual (Svadhisthana) - A Torre
3º Chakra - Plexo Solar (Manipura) - A Roda
4º Chakra - Cardíaco (Anahata) – O Sol
5º Chakra - Laríngeo (Vishuda) - A Imperatriz
6º Chakra - Terceiro Olho (Ajna) - A Sacerdotisa
7º Chakra - Coronário (Sahasrara) - O Mago
8º Chackra – O Chakra dourado.
Imagens dos Chakras
Apêndice: A Energia Reiki

quinta-feira, 1 de maio de 2014