terça-feira, 29 de abril de 2014

INVESTE EM MIM

Querem a solução para a ESCOLA PÚBLICA? Simples, entreguem para a iniciativa privada. Aí a educação no Brasil vai deslanchar. Foi assim com a telefonia no Brasil: entregaram para a iniciativa privada e houve o “boom” da telefonia no país, tem coisas para serem corrigidas, tem, mas houve o crescimento e o acesso, isso não se pode negar. Foi assim com a energia elétrica e o setor de transportes também. Tem coisas para serem corrigidas nesses dois setores? Óbvio que tem, mas houve uma melhora do serviço prestado, um pouco mais de acesso, melhoras que nem se comparam com o lixo que era quando estava tudo nas mãos do poder público. Vamos ter memória meu povo!

Assim, vamos encarar a realidade e parar de ser hipócritas: o governo brasileiro NÃO vai investir em escola pública mais que isso que está investindo. Não é interessante, é um dinheiro morto para eles – dar educação pra pobre? Óbvio que não! Então, tenham um mínimo de decência e entreguem para a iniciativa privada. A questão é: qual empresa vai peitar essa sucata?

sábado, 26 de abril de 2014

A Ilusão de Separação - Saint Germain - abril 2014

Agora, vamos pular pro próximo assunto que tem ligação com este. É a maior ilusão de todas, está acima de todas, e é a separação. Separação.

Vocês têm uma ilusão de que estão separados do seu eu superior, porque disseram isso pra vocês, porque vocês têm pensamentos ruins, pensamentos fedidos. Vocês têm a ilusão de que estão separados de Deus, a ilusão de que estão separados das outras dimensões, quando de fato não estão. Não há diferença entre a Edith que está sentada aqui, pensando nela como humana, e a Edith que é absolutamente divina e integrada, completa. Não há qualquer diferença. É a ilusão da separação.

É a ilusão que foi ensinada a muitos de vocês quando eram jovens, a de que existe Deus [apontando pra cima] – pra quem não dou a mínima –, a de que existe esse Deus, e existem vocês [apontando pro chão]. E a ilusão que vocês aceitaram quando entraram na nova era de que existe o eu superior e existem vocês, pequenininhos; a de que existem grandiosos anjos e guias espirituais e existem vocês. Separação, separação, separação; compartimento dentro de compartimento dentro de compartimento e outro compartimento. E é uma ilusão que seus pensamentos trouxeram porque meio que eles gostam disso. Eles gostam de todos esses compartimentos. Ajuda a produzir mais pensamentos, e esses compartimentos, essas ilusões – e é tudo o que são. Não são reais. Não são barreiras de verdade. Não há diferença entre a dimensão em que vocês estão e as outras dimensões.

Pensem nisso. Separação – masculino/feminino, bom/mau, preto/branco, ser alemão ou ser espanhol, nada disso –, separação atrás de separação atrás de separação.

Vou pedir que sintam – não que pensem nisso, mas sintam – todas as separações a que vocês se sujeitaram, naturalmente. Vocês se sujeitaram à separação da idade, a separação de tudo – da saúde – e é uma lista que segue indefinidamente. E, se puderem imaginar a matriz energética agora criada, os padrões energéticos, é como se as separações continuassem criando divisão atrás de divisão e mais divisão atrás de divisão e outra divisão. E, então, quando vocês tentam sair desse atoleiro e voltar pra sua simplicidade, voltar pra sua beleza, são tantas... é como um grande labirinto com becos sem saída... que vocês simplesmente desistem. Vocês se esforçam um pouco mais e, então, surge um pensamento que faz com que vocês se adaptem e digam: “Não consigo. É muito complexo. Vou esperar que...” Seja lá o que for – o próximo livro, o próximo Mestre, o próximo o que for que aparecer – e não adianta. Nesse ínterim, vocês se sujeitam a mais separação de mais elementos.

O fato é que essas separações são apenas uma ilusão, que começa com a separação entre vocês e Deus, vocês e seu eu superior.

Agora, eu uso este termo com vocês, seu “eu limitado” ou “eu emocional limitado” versus seu “eu livre”, porque tem essa parte de vocês que está sentada aqui agora mesmo, Sart, que é o eu livre. Ela já está aí. Não está lá fora. Não está atrás de uma parede secreta. Está bem aí. Mas a ilusão, intensificada pelos pensamentos, é tão forte que vocês acreditam nisso. Vocês aceitam isso.

E vem quase, pode-se dizer, da base do pensamento – um pensamento sendo agora esses pequenos... pensamentos são limitações, julgamentos, realidades distorcidas, mas vocês começam a colocar isso... Vocês começam a colocar todos esses pensamentos junto da separação e é quase inimaginável como sair daí. É quando as pessoas ficam loucas: ”Como eu saio disso?”

É quando eu digo pra permitirem. Permitam.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Ostara

Eostre, Ēostre, Ostara ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. Na primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação à ela associados.

De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora”. É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento, chamado de Ostara.

Mas é importante perceber que a origem da Páscoa não pode ser vista pelo nome no inglês, mas no original hebraico, Pessach, que significa passagem, a passagem do anjo do Eterno sobre as casas dos filhos de Israel escravizados no Egito (Êxodo 12, 27). Em muitos idiomas, a palavra páscoa segue esse seu sentido original, passagem, mas a palavra no inglês e alemão não seguiram esse sentido original. Portanto é importante saber essa diferença, entre os cultos pagãos e judaico-cristãos.

Posteriormente, a igreja católica acabou por substituir às festividades pagãs de Ostara pela Páscoa, não sem absorver muitos de seus costumes, inclusive os ovos e o coelhinho da Páscoa. Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.

O nome Eostre ou Ostara, como também a deusa é chamada, tem origem anglo-saxã provinda do advérbio ostar que expressa algo como “Sol nascente” ou “Sol que se eleva”, Muitos lugares na Alemanha foram consagrados a ela, como Austerkopp (um rio em Waldeck), Osterstube (uma caverna) e Astenburg.

Eostre estava relacionada à aurora e posteriormente associada à luz crescente da primavera, momento em que trazia alegria e bênçãos a Terra.

Por ser uma deusa um tanto obscura, muito do que se sabia sobre ela foi perdido através dos tempos. Sendo assim, descrições, mitos e informações sobre ela são escassos.

Seu nome e funções têm relação com a deusa grega Eos, deusa do Amanhecer na mitologia grega. Alguns historiadores dizem que ela é meramente uma das várias formas de Frigg *deusa indo-européia – esposa de Odin), ou que seu nome seria um epíteto para representar Frigg em seu aspecto jovem e primaveril. Outros pesquisadores a associam à Astarte (deusa Fenícia) e Ishtar (deusa Babilônica), devido às similaridades em seus respectivos festivais da primavera.

Dizem as lendas que Eostre tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.

Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.

As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.

A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.

Para lembrar às pessoas de seu ato tolo de interferir no livre-arbítrio de alguém, Eostre entalhou a figura de uma lebre na lua que pode ser vista até hoje por nós.

Eostre assumiu vários nomes diferentes como Eostra, Eostrae, Eastre, Estre e Austra. É considerada a deusa da Fertilidade plena e da luz crescente da Primavera.

Seus símbolos são a lebre ou o coelho e os ovos, todos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.

A lebre é muito conhecida por seu poder gerador e o ovo sempre esteve associado ao começo da vida. Não são poucos os mitos que nos falam do ovo primordial, que teria sido chocado pela luz do Sol, dando assim vida a tudo o que existe.

Eostre também é uma deusa da pureza, da juventude e da beleza. Era comum na época da Primavera recolher o orvalho para banhar-se ritualisticamente. Acreditava-se que orvalho colhido nessa época estava impregnado com as energias de purificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Glória Pires interpreta Nise da Silveira

Ela nasceu em Maceió (1905), estudou no colégio Santíssimo Sacramento, foi uma das primeiras mulheres a se formar em Medicina (na Faculdade de Medicina da Bahia) e se tornou uma das heroínas da psiquiatria brasileira ao se negar a usar tratamentos agressivos (como o eletro-choque e a lobotomia) em pacientes com esquizofrenia e outros distúrbios – inovando com o uso de métodos hoje consagrados como a terapia ocupacional e o uso da arte para seus pacientes se expressarem, assim como outros métodos alternativos como o estímulo ao contato com animais domésticos para acalmar seus pacientes.

"Estamos todos apaixonados por ela”, disse a atriz Glória Pires há dois anos, quando começou a estudar a vida da alagoana para interpretá-la no filme Nise da Silveira – A Senhora das Imagens. “Está sendo uma maravilha, um aprendizado, um sonho". Em entrevista para o canal Telecine (veja vídeo abaixo), a atriz também falou da emoção de filmar no local onde Nise trabalhou, o Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, hoje Instituto Municipal Nise da Silveira, Engenho de Dentro, Rio de Janeiro.

O filme se passa entre 1942 e 1944, período em que Nise chega ao Rio de Janeiro para trabalhar no hospital e é designada para cuidar da área de terapia ocupacional do centro psiquiátrico da unidade, transformando o setor. Os pacientes passam a ser tratados como “clientes” e a participar de atividades como jardinagem, teatro, dança e música. As chamadas oficinas de arte acabam se tornando ferramentas eficazes e fundamentais para a melhora significativa dos internos. “A partir desse momento, alguns desses esquizofrênicos embotados transformaram-se em grandes artistas. E, pela leitura que fazia dessas obras, Nise começou a penentrar no inconsciente deles. Este talvez tenha sido seu grande triunfo. O filme fala disso tudo”, comentou o diretor Roberto Berlinder.


Dirigido por  Roberto Berliner, o filme está em fase final de edição e deve ser lançado ainda este ano. Além de Glória Pires no papel principal, o elenco conta com a presença de atores como Flavio Bauraqui, Fabrício Boliveira, Julio Adrião, Felipe Rocha e Claudio Jaborandy.

Essa semana, a expectativa em torno do lançamento do filme aumentou ainda mais com a exibição no Rio de Janeiro e em São Paulo do documentário "Posfácio - Imagens do Inconsciente" por Eduardo Escorel, montado a partir da entrevista que o cineasta Leon Hirzman fez com a psiquiatra na década de 1980 durante as filmagens do documentário “Imagens do Inconsciente”.

Uma prova de que, quanto mais o tempo passa, o trabalho da alagoana - que se correspondia diretamente com o psiquiatra e psicoterapeuta suiço Carl Jung, de quem foi discípula – ganha cada vez mais força - assim como ocorreu com a obra do seu conterrâneo e ex-companheiro de prisão, Graciliano Ramos, que fez questão de descrevê-la em suas “Memórias do Cárcere”.

(Leia abaixo trecho do livro em que Graciliano descreve como foi apresentada à alagoana selecionado por Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles)

"Numa passada larga, atingi o vão da janela: agarrei-me aos varões de ferro, olhei o exterior, zonzo, sem perceber direito por que me achava ali. Uma voz chegou-me, fraca, mas no primeiro instante não atinei com a pessoa que falava. Enxerguei o pátio, o vestíbulo, a escada já vista no dia anterior. No patamar, abaixo de meu observatório, uma cortina de lona ocultava a Praça Vermelha. Junto, à direita, além de uma grade larga, distingui afinal uma senhora pálida e magra, de olhos fixos, arregalados. O rosto moço revelava fadiga, aos cabelos negros misturavam-se alguns fios grisalhos. Referiu-se a Maceió, apresentou-se:

– Nise da Silveira.

Noutro lugar o encontro me daria prazer. O que senti foi surpresa, lamentei ver a minha conterrânea fora do mundo, longe da profissão, do hospital, dos seus queridos loucos. Sabia-a culta e boa, Rachel de Queiroz me afirmara a grandeza moral daquela pessoinha tímida, sempre a esquivar-se, a reduzir-se, como a escusar-se de tomar espaço. Nunca me havia aparecido criatura mais simpática. O marido, também médico, era o meu velho conhecido Mário  Magalhães. Pedi notícias dele: estava em liberdade. E calei-me, em vivo constrangimento.

De pijama, sem sapatos, seguro à verga preta, achei-me ridículo e vazio; certamente causava impressão muito infeliz. Nise, acanhada, tinha um sorriso doce, fitava-me os bugalhos enormes, e isto me agravava a perturbação, magnetizava-me. Balbuciou imprecisões, guardou silêncio, provavelmente se arrependeu de me haver convidado para deixar-me assim confuso." 


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Skinner

"O aprender tem que ser suave, gostoso e gradual."

B. F. Skinner

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Sexo e Espiritualidade

A energia sexual vem, pois, de muito alto, mas ao passar pelos órgãos genitais produz sensações, uma excitação, um desejo de aproximação, e pode acontecer que nestas manifestações não exista amor absolutamente nenhum. O amor começa quando essa energia toca, simultaneamente, outros centros do homem: o coração, o cérebro e etc...

Esse momento em que há o impulso, o entusiasmo energisado que aflora o desejo de aproximação, é aclarado, iluminado por pensamentos, por sentimentos, por um gosto estético, já não se procura uma satisfação puramente egoísta...

O amor é sexo... Mas alargado, esclarecido, transformado. É quando não se limita, quase exclusivamente à algumas sensações físicas grosseiras, mas quando se sente os graus superiores dessa força cósmica nos invadir e comungarmos com as regiões celestes. Porém, o alívio físico e também a sensação de fulgor apaixonado e êxtase divino e supremo é compreendido como o amor celeste prazeroso... Enfim, a natureza do amor além se ser incontestável é indiscutível e impronunciável...

A espiritualidade começa justamente quando o amor domina o sexo. O sexo é de origem divina, porém, enquanto o homem não dominar a si mesmo, as manifestações não serão, evidentemente, divinas. Ele trabalha para a manifestação mágica da espécie e se encarado somente, única e exclusivamente como prazer, então torna-se atoleiro ao invés de balsa para a eternidade.

É uma pena ver que a humanidade não foi instruída para ver nesse divino sacramento o bem que faz quando conduzido de forma equilibrada para se alcançar as esferas divinas de iluminação.

Em uma relação sexual, são as mesmas carícias, os mesmos beijos e sarros, os mesmos abraços... A diferença se encontra na direção em que as energias são distribuídas. O sexo e o amor não têm, pois, grande diferença no plano físico, mas sim, nos planos mais sutis da natureza. Esses, somente são vistos por aqueles que, sabendo de uma importância universal, se dedicam aos exercícios espirituais. Outros, porém, com capacidades assim, as  vezes nascem com o Dom.

O amor... Afinal, é somente uma questão de graus e manifestações que se torna impossível enumerar ou classificar.

O sexo quando conduzido de forma vulgar, produz nos planos sutis da natureza isso que será falado mais adiante como Íncubos e Súcubos, larvas astrais e demais espécies de 20 erupções vulcânicas que se manifestam por meio de formas grosseiras e emanações muito espessas com cores baças, misturadas onde a cor predominante é o vermelho sujo. Todas essas emanações criam essas criaturas tenebrosas que aguardam o momento de seu crescimento e desenvolvimento para aterrorizar a vida de quem os criou inconscientemente.

Essas criaturas, se apossam daqueles que estão usando as forças vitais viris de maneira não natural. São criaturas pouco evoluídas que se alimentam (vampirismo) à custa dos amantes que por desconhecerem certos princípios esotéricos, místicos, ou simplesmente por não possuírem um determinado grau de iniciação (interna), dão à elas o que querem, a energia necessária para crescerem. Quanto mais elas vampirizam mais elas querem...

A natureza humana é muito mutável. Em alguns casos, a troca constante de parceiros não trazem benefícios internos e externos. Alguns se empobrecem: no seu olhar, na cor de seus olhos, nos seus movimentos e em toda sua maneira de ser, aparece qualquer coisa que já não é tão viva e tão luminosa. Isso porque sua troca, seu amor, atraiu e criou essas criaturas ou vampiros psíquicos...

quarta-feira, 9 de abril de 2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Máscaras















"Algo aconteceu dentro de mim, eu não sou mais eu." Che Guevara aos 24 anos, antes de se tornar Che Guevara.