sábado, 6 de dezembro de 2014

Naffah Neto

"Convém não confundir o psicoterapeuta-genealogista com o vendedor de ilusões, comumente disfarçado de revolucionário. Este, embora possa denunciar valores do mundo vigente, está sempre apontando para um ideal futuro, um outro mundo. Não! a revolução que interessa tem que acontecer aqui e agora, neste mundo, deve afetar esta realidade, revolução do cotidiano. E para ser efetiva, deve ser capaz de capaz de mergulhar nas tessituras do corpo social, político, simbólico, atingir as mínimas dobras, os espaços mais microscópicos, para, então, isolar o vírus da doença e poder combatê-lo."

Alfredo Naffah Neto

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ana Freud - 110 anos de seu nascimento

Ana Freud - 03/12/1895 - 09/10/1982 - 119 anos de seu nascimento. Foi a sexta e última filha do casal Sigmund e Martha Freud. Analisada pelo próprio pai, Anna focou seu estudo principalmente no tratamento de crianças. Seu primeiro caso de análise de criança foi W. Ernest Freud, um sobrinho que ela tratou em duas ocasiões. Teve várias divergências com Melanie Klein, psicanalista dissidente do freudismo ortodoxo, que fundou a escola inglesa. Foi a primeira a dar ênfase ao ego na personalidade. Não rejeitando as forças do id e as restrições do superego, Anna Freud concebeu o ego humano com certa funcionalidade pró-ativa e independente. Ela também é responsável pelo estudo dos mecanismos de defesa, tema sobre o qual ela estudou mais a fundo.

sábado, 29 de novembro de 2014

Mitos à luz da Psicologia Analítica

Estudando para a prova de psicologia analítica: Contos de Fadas e Mitos à luz da Psicologia Analítica (psicologia junguiana). Para Jung, todos os mitos e contos de fadas possuem um mesmo tema central: a busca pela totalidade psíquica. Como não me apaixonar? Aproveitem bem o sábado de vocês, pois eu estou em casa estudando... Mais 04 provas pra semana!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Agnus Sei


Teatro, Psicologia e Dionísio


Intervenção teatral no curso de Psicologia. Cadeira de Ciências Sociais Aplicadas à Saúde. O Teatro nasce em honra a Dionínio, nasce das Orgias gregas, onde a fertilidade do deus era solicitada para se pedir  boas colheitas e agradecer às colheitas fartas das últimas estações. No meu entendimento, o Teatro é a parte prática de tudo o que vemos em teoria no curso de Psicologia e,  creio, todo curso de Psicologia deveria ter uma cadeira de expressão corporal. Digo isso por que os alunos de Psicologia entram e saem do curso com o corpo completamente rígido e "embrulhado via embratel, engomadinho, almofadinho", como se isso fosse o normal. Como disse um professor outro dia, tu só consegue levar teu paciente até onde tu conseguiste ir, então, tu precisa necessariamente estar à frente do paciente e da sociedade como um todo. E só se consegue isso indo além dos nossos próprios limites, mentais e corporais. O trabalho com o Teatro leva o indivíduo a romper várias barreiras mentais, emocionais, físicas, corporais. Em alguns alunos vemos muita rigidez em várias áreas de seu desenvolvimento. Por mais belas que sejam as teorias, se ele não por o corpo em movimento, em prol da construção da profissão de psicólogo, ele corre o risco de machucar-se no caminho e ser jogado para longe dele. Ou seja, deixemos Dionísio nos conduzir em sua loucura que trás vida, amor, superação e pulsão de vida!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Babette, como não amá-la?

Primeira paciente de Jung. Como não amá-la?

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Arquétipo de Proteção

Uma oração, antiga, já do período de influência católica sobre o mundo. No entanto, ela evoca um poder de proteção e força muito antigos. Podemos ver estas mesmas manifestações de força e poder no Arcano nº VIII do Tarô, A Força. Também vemos no velho testamento o Arcanjo Miguel matando o Dragão. O próprio São Jorge matando um dragão. Estes símbolos mostram tão somente a mente racional destruindo ou controlando as paixões, as forças mais primitivas da alma para que o ser possa seguir em frente com seu caminho evolutivo de modo seguro. Evocar a luz para controlar as trevas e não para destruí-las. De qualquer modo, hoje, de tanto que tentamos negar a sombra, destruí-la e separá-la de nós, eis que surgem várias pessoas, no mundo todo, com acessos de loucura, surtos e complexos de todo tipo. Este é Dionisio com suas bacantes exigindo novamente seu lugar no meio de nossa sociedade. Ele, Dionisio que é vivido apenas na escuridão das casas de orgia, nas vielas onde se consomem as drogas, nos guetos onde a batucada marginalizada é vivida pelos jovens sedentos de vida, nos bares repletos de bêbados desiludidos com a vida... Não, Dionisio não é apenas um deus da escuridão ou das trevas. Ele é uma potência de vida, que trás a vida para nós. Colocar as baixas paixões a serviço de nossa evolução sim, tentar arrancá-la de nós jamais. Foi justamente isto o que criou esta sociedade completamente descentralizada de si mesma e de sua essência.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vamos passear no parque II

E, mesmo passeando no parque para relaxar a cabeça e ver os amigos músicos, vou caminhando pelos sebos (lojas de livros usados) e pessoas que vendem artesanatos e antiguidades pelo longo do parque. Eis que, sem esperar, me deparo com este livro super especial. Você sabe que os Deuses da Sabedoria estão abençoando seus estudos quando você, num passeio super despretensioso pelo Brique da Redenção acha, sem nem esperar, o livro que você vai usar não só no semestre, mas no curso todo! E o melhor, por um precinho que cabe no bolso! Então, como eu digo, estudar é bom, mas é importante também sair um pouco da rotina da faculdade para olhar a vida ao seu redor. Vai que você perde coisas importantes que estão acontecendo ou que a vida tem a lhe ofertar?

Vamos passear no parque?

Estudar é maravilhoso e importante para nossa formação. Mas não só isso, caso contrário podemos ficar alienados e malucos de tanto ler. Domingo, passeando pelo Parque da Redenção aqui em Porto Alegre, encontrei estes dois amigos, que faziam um som maravilhoso e super harmônico. Passear pelos nossos parques nos reservam momentos únicos. Viva, respire e, depois, volte a estudar!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A Luz

"A visita da Luz não é apenas um bom sinal, é um ótimo sinal, pois mostra que eles estão contigo e desejam esta ligação novamente. Eles nunca deixaram de ficar ao teu lado, foste tu que deixaste de percebê-los, apenas isto. Tu só tens de permitir novamente, sem fazer força. Mas claro, tua ligação com eles não será mais tão ingênua como foi quando tu brincavas de bonequinhos de plástico! Agora és um homem e precisa ser iniciado nos mistérios dos deuses de um novo jeito, pois o modo de eles se conectarem contigo passa agora naturalmente por um nível acima daquele de antigamente, pois tu já tens condições de compreender um mundo mais complexo (se bem que mais simples) do que aquele que te apresentavam quando eras pequeno. Tudo vai ser mais profundo. A questão é, o quanto tu vais permitir que seja profundo?"

Regiões da Memória


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Antropofagia Cultural



































Esta foi a capa que eu fiz para esta aula que foi muito especial e mexeu com emoções profundas em nós.

Antropogafia II

















Estudantes do curso de Psicologia, cadeira de Ciências Sociais Aplicadas à Saúde. No fundo nosso Mestre, prof. Leonardo Garavelo. Eduardo Engers, eu e Anderson Bernardo.

Antropofagia Cultural


 

domingo, 9 de novembro de 2014

Sete Sermões aos Mortos

"Este é um Deus do que vocês nada sabíeis, pois os homens esqueceram-no. Denominamos o seu nome: ABRAXAS.

 É ainda mais indeterminado: Deus e Diabo. Para diferenciar Deus dele, chamamos-lhe Deus Helios ou Sol.

Abraxas é acção, frente a ele não há nada senão o irreal, por isso a sua natureza ativa desliga-se livremente.

Abraxas está acima do Sol e acima do Diabo...

Se o Pleroma tivesse uma essência, Abraxas seria a sua manifestação... É força, duração, transformação.

Os mortos avançaram entre o nevoeiro através dos pântanos e gritaram: Fala-nos mais sobre o supremo Deus!

Abraxas é um Deus dificilmente reconhecível, o seu poder é o supremo, pois o homem não o vê.

Do Sol vê o Summum Bonum, do diabo e o lnfinitum Malum, de Abraxas. No entanto, a Vida indeterminada em todos os aspectos é a mãe do bem e do mal.

A vida parece ser mais pequena e mais débil que o Summum Bonum, razão pela qual resulta difícil pensar que Abraxas supere inclusive em poder do Sol, que é a fonte iluminadora de toda a força da própria vida.

Abraxas é o Sol e, ao mesmo tempo, o abismo eternamente criado pelo Vazio, do Diabo.

O poder de Abraxas é ambivalente. Vocês não o vêm pois os vossos olhos estão opostamente orientados pelo que este poder deixa de o ser.

O que Deus Sol diz é vida.

O que diz o Diabo é morte.

Abraxas, no entanto, a palavra digna e condenada, é ao mesmo tempo vida e morte. Abraxas produz verdade e mentira, bem e mal, luz e trevas na mesma palavra e no mesmo ato.

Por isso Abraxas é temível. É soberbo como o leão no instante em que vence a sua vítima. É belo como num dia de primavera. É o cheio quando se une ao vazio. É a cópula sagrada, é o amor e seu homicídio, é o santo e seu traidor. É a mais clara luz do dia e a mais profunda noite do absurdo.

Vê-lo significa cegueira, conhece-lo significa doença, rezar-lhe significa morte, teme-lo significa sabedoria, não se opor a Ele significa salvação.

Deus vive por trás do Sol, o Diabo vive por trás da noite.

O que Deus engendra a partir da luz, o Diabo o arrasta à noite. Mas Abraxas é o mundo, o seu devir e deixar de ser mesmo.

A cada oferenda ao Deus Sol, o Diabo apresenta a sua maldição. Todo quanto solicitais do Deus Sol, produz um ato do Diabo. Todo quanto creiais com Deus dá ao Diabo poder de atuação.

Este é o terrível Abraxas...

Quando o grande mundo se torna frio, a estrela alumia. Não há nada entre o homem e o seu Deus, quanto ao homem pode separar o seu olhar do espectáculo flamejante de Abraxas...

Aqui homem, ali Deus. Aqui debilidade e ausência, ali eterna força criadora. Aqui escuridão total e frio húmido, ali Sol pleno.”

Carl Gustav Jung

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nus

Bom dia a todos que estão se desnudando. Bom dia a todos que estão deixando as máscaras caírem, as personas velhas irem embora, o sistema ser largado fora. Bom dia a todos que estão se tornando seres universais ao deixarem as roupas culturais, as roupas opressoras, condicionantes e católicas serem levadas embora pelas águas dos rios da verdade. Bom dia a todos que estão perdendo a vergonha na cara, já que a vergonha na cara foi imposta por uma cultura religiosa opressora, frustrante e cínica. Bom dia a todos que estão se tornando livres em toda a beleza de sua alma!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

As Bacantes - Eurípides










Evoé!
Do solo escorre leite,
escorre vinho, escorre das abelhas o néctar!
Tal um vapor de incenso da Síria,
o sacerdote de Baco empunhando
a ardente chama no topo da vara
de pinheiro, incita
à corrida, e às danças
quem anda errante impele,
com seus brados estimula,
os delicados cabelos flutuando ao vento...
Quem me dera ir para Chipre,
de Afrodite a ilha,
lá onde reinam, do coração dos mortais
sedução, os Amores!

Ou a Pafos, a quem as correntes
de cem embocaduras do bárbaro rio,
em lugar das chuvas, fertilizam!
Ou ao mais aprazível sítio,
a Piéria, das Musas morada,
do Olimpo sacra vertente!
Conduz-me para lá, ó Brómio, Brómio,
o deus Evoé, das Bacanais o arauto!
Lá estão as Graças!
Lá está o Desejo! Lá, às Bacantes
as orgias é dado celebrar!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Função do Símbolo

Em última análise, os símbolos são representações da psique; são projeções de todos os aspectos da natureza humana. Além de expressar a sabedoria humana racial e individualmente adquirida e armazenada, podem representar também os níveis de desenvolvimento, os quais são predestinações da futura condição do indivíduo. O destino do homem e a evolução futura de sua psique estão estabelecidos nos símbolos. No entanto, o homem não tem uma ciência direta do conhecimento contido num símbolo; é preciso que decifre o símbolo usando o método do desenvolvimento para lhe descobrir a importante mensagem.


Fonte: Introdução à Psicologia Junguiana - Calvin Hall, Vermon Nordby.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Loucos de cara

Os homens não são tão necessariamente loucos que não ser louco seria uma outra forma de loucura. Necessariamente porque o dualismo existencial torna sua situação impossível, um dilema torturante. Louco porque tudo o que o homem faz em seu mundo simbólico é procurar negar e superar sua sorte grotesca. Literalmente entrega-se a um esquecimento cego através de jogos sociais, truques psicológicos, preocupações pessoais tão distantes da realidade de sua condição que são formas de loucura - loucura assumida, loucura compartilhada, loucura disfarçada e dignificada, mas de qualquer maneira loucura.

Ernest Becker, A negação da morte.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Contardo Calligares

Enfim, se sua vida sexual for um pouco colorida e você esbarrar numa instituição que condene seu desejo, não hesite, passe longe, siga em frente e procure outra instituição. Lembre-se de duas coisas. Primeiro, um psicoterapeuta (e ainda mais um psicanalista) que define uma conduta como "desvio" não fala em nome da psicoterapia e ainda menos em nome da psicanálise. Ele fala quer seja em nome de seu anseio de normalidade social, quer seja em nome de seu esforço para reprimir nele mesmo o desejo que parece condenar. Segundo, e mais geral, quem estigmatiza categorias universais, como "homossexuais", "os sadomasoquistas", "os exibicionistas", etc., é um atacadista, enquanto a psicanálise trabalha no varejo: a fantasia e o desejo só encontram seu sentido nas vidas singulares.

Cartas a um jovem terapeuta - Contardo Casligares

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

domingo, 5 de outubro de 2014

Dica de livro

Sombra Coletiva:

"A psique não está restrita aos indivíduos, ela também tem uma natureza coletiva. A psique coletiva forma o "Zeitgeist", ou espirito de uma época. Um exemplo de sombra da psique coletiva é o nazismo. Mas ela também pode ser vista em qualquer movimento de massa, tendências ou agrupamento. Uma multidão num jogo de futebol forma um ego coletivo que projeta uma sombra, como o hooliganismo descontrolado."

Tirei este trecho desse livro maravilhoso que meu amigo Giovani Piano me presenteou. Terminei de ler hoje e recomendo, todo ilustrado, feito istória em quadrinho, trás muita informação sobre a vida de Jung e toda sua estrutura da personalidade e como ela a entendia. Recomendo altamente.

sábado, 27 de setembro de 2014

Novidade no mercado editorial

Sabina Nikolajevna nasceu na Rússia, em 1885. Aos 19 anos, foi internada pelos pais no Instituto Burghölzli, onde Carl G. Jung tratou-a com a técnica de associação livre. O relacionamento entre os dois se aprofundou e tornaram-se amantes, ficando juntos até 1910. 

Formada em medicina, foi a segunda mulher a ser admitida na Sociedade Psicanalítica de Viena, cujos membros faziam parte do círculo íntimo de Sigmund Freud. Publicou 30 ensaios psicanalíticos e sua obra trouxe contribuições importantes para temas como esquizofrenia, psicanálise infantil e as origens da linguagem e do pensamento. Foi a primeira a propor um componente destrutivo da sexualidade humana, conceito que deu origem à pulsão de morte de Freud.

Mesmo assim, sua obra ficou esquecida de 1930 a 1992. No cinema, ganhou destaque em filmes como Jornada da Alma (2002) e Um método periogoso (2011), mas teve nesse último seu papel como pensadora e analista completamente ofuscado pela figura da amante e histérica. A publicação do primeiro volume do livro Sabina Spielrein - uma pioneira da psicanálise, organizado pela psicanalista Renata Udler Cromberg busca resgatar as importantes contribuições de Sabina com a primeira edição brasileira de suas obras completas. O lançamento, da editora Livros da Matriz, acontece no dia 26 de setembro, na Casa das Rosas, em São Paulo.

Lançamento Sabina Spielrein - uma pioneira da psicanálise. Casa das Rosas. Avenida Paulista, 37. Bela Vista, São Paulo. 26 de setembro, das 18h30 às 21h30.

Fonte:http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/obras_completas_de_sabina_spielrein.html

domingo, 31 de agosto de 2014

Sombra

Para que um indivíduo se torne um membro essencial à comunidade, ser-lher-á necessário domesticar os ímpetos animais contidos na sombra. Trabalho este a ser feito com a supressão das manifestações da sombra e o desenvolvimento de uma poderosa persona que contrabalance o poder da sombra. O individuo que suprime o aspecto animal de sua natureza pode-se tornar civilizado, mas só o consegue às custas da capacidade motivadora da espontaneidade, da criatividade, das fortes emoções e das intuições profundas. Priva-se da sabedoria de sua natureza instintiva, sabedoria que pode ser mais profunda que uma outra a ser proporcionada pelo estudo ou pela cultura. Uma vida privada de sombra tende a tornar-se insípida e sem brilho.


Introdução à Psicologia Junguiana - Calvin Hall/Vernon Norddby

Sombra

Para que um indivíduo se torne um membro essencial à comunidade, ser-lher-á necessário domesticar os ímpetos animais contidos na sombra. Trabalho este a ser feito com a supressão das manifestações da sombra e o desenvolvimento de uma poderosa persona que contrabalance o poder da sombra. O individuo que suprime o aspecto animal de sua natureza pode-se tornar civilizado, mas só o consegue às custas da capacidade motivadora da espontaneidade, da criatividade, das fortes emoções e das intuições profundas. Priva-se da sabedoria de sua natureza instintiva, sabedoria que pode ser mais profunda que uma outra a ser proporcionada pelo estudo ou pela cultura. Uma vida privada de sombra tende a tornar-se insípida e sem brilho.


Introdução à Psicologia Junguiana - Calvin Hall/Vernon Norddby

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Estudos...

"... o trabalho de Jung como psicanalista consistia em ajudar os pacientes a recuperar a unidade perdida e a fortalecer-lhes a psique para que ela pudesse resistir a qualquer futuro desmembramento. De modo que, para Jung, a meta suprema da psicanálise é a psicossíntese."

II Semana Acadêmica da Psicologia - UniRitter. A arte eu que desenvolvi.


domingo, 17 de agosto de 2014

O estranho senso comum das Universidades que viraram nichos de beleza egóica

(Texto por Alberto de Moraes & Giovani Piano)

Outro dia, na sala de aula, perguntaram para a professora se era verdade que Jung era astrólogo. Achei engraçado.

Estranho, as pessoas possuem hábitos estranhos. Por que não vão ler umas três biografias do Jung? Do mesmo modo, por que não vão igualmente ler umas três biografias do Freud? Santo Deus, como vejo estudantes de Psicologia reproduzindo o senso comum acadêmico sem nem preocuparem-se em ir em busca da verdade!

Já ouvi pessoas dizendo: “não gosto do Jung porque ele era tarólogo” e “gosto do Jung porque ele era tarólogo”. Esse tipo de afirmação poderia ser um atestado de ignorância e o perpetuar do senso comum mesmo entre os acadêmicos? Talvez. Também dizem que Jung transava com suas pacientes e afirmam isto de modo pejorativo, como se diminuísse a importância do trabalho dele. E se ele transava? Qual o problema para aquela época? Vamos analisar os fatos então.

Jung não era tarólogo, não era astrólogo e não era espírita. Ele era um médico formado em Psiquiatria. Ele, assim, como Freud, era psiquiatra, devidamente formado e com todos os títulos da medicina, ok? E, após iniciar sua prática como psiquiatra, ele começou a formar suas próprias teorias a respeito da mente humana, que o levaram a teoria do inconsciente. A partir disso ele entendeu que o inconsciente do ser humano opera de modo amoral e atemporal, ou seja, não está de modo algum preso às convenções sociais. Ainda, ele descobriu que o inconsciente opera através símbolos. Os símbolos são o alfabeto operativo do inconsciente. Isto, por sua vez, levou-o a estudar o conceito dos Arquétipos: símbolos universais e atemporais. E quais são os símbolos mais antigos da humanidade? Símbolos astrológicos (a representação das constelações, o desenho dos símbolos do zodíaco, etc), símbolos mitológicos (deuses, lendas, etc), símbolos que remetem à sexualidade, rituais de passagem, de adoração do divino, etc.

Jung descobriu que para compreender uma grande parte das patologias da mente humana e, bem como, desenvolver um método de auxiliar a mente desequilibrada a voltar ao seu equilíbrio natural, ele deveria tratar o paciente através de símbolos, usando-os de modo prático. Porém, essa compreensão só foi possível depois que ele mergulhou em estudos profundos dos significados dos símbolos. Assim, ele dissecou as mitologias do mundo todo, por onde viajou, os símbolos da astrologia, do Tarô, do I ching, etc.

Vejamos a diferença: estudar o símbolo do arcanjo VI do Tarô, os Amantes e o modo como a percepção deste símbolo influencia o comportamento humano e que tipos de comportamentos ele pode trazer à tona do inconsciente, é uma coisa, já estudar significados divinatórios é outra, bem diferente. Este último estudo só emprega quem vai jogar o Tarô de modo divinatório e Jung não fazia isto.

Acho engraçado quando as pessoas endeusam o Freud enchendo a boca para falar que ele era Neurologista. Legal, que bom pra ele. Jung era Psiquiatra e parece que ninguém lembra disso... Jung foi diretor de clínica psiquiátrica em Burghölzli (Suíça) por décadas, onde aprofundou seus conhecimentos de psiquiatria e estudou a fundo seus pacientes psicóticos, trabalho esse que ele cita em sua obra inclusive com exemplos de casos clínicos. Além disso, Jung não se prendeu ao homem europeu como Freud, mas empreendeu viagens de estudos para melhor compreender a dinâmica da psique em tribos africanas, foi também para o oeste americano conviver com índios navajo, foi para o oriente, etc. Ao longo de toda essa caminhada ele desenvolveu e aperfeiçoou sua teoria.

Mas, percebo, que quando mexemos nos mitos dos ídolos pessoais dos estudantes de universidades, dentro da Psicologia, as pessoas, de um modo geral, ficam surtadas. Qual o problema em saber que Freud foi masturbado pela sua babá na infância? Pois é, ele foi. E isto diminui a obra dele? Não, claro que não. Mas precisamos saber deste fato, pois, é sabido que o meio também influencia o desenvolvimento humano, como provou a corrente cognitivo-comportamental. Será que não está aí a explicação para Freud ver sexo em tudo? Talvez. Ainda, qual o problema e saber que Freud cheirava cocaína? Nenhum! Isto diminui a obra dele? De modo algum. Mas sim, ele tanto usava quanto receitava para seus pacientes e, depois que se deu conta dos estragos irreversíveis do que a cocaína fazia, ele tratou de destruir as próprias anotações a este respeito. Ou o fato de Freud desmaiar em público quando Jung aparecia na frente dele? Ou o fato de Freud ter tiranamente expulso da sociedade psicanalítica os que discordavam dele, fez isso com Fritz Perls, com Carl Jung, e até mesmo com o amigo dele Sándor Ferenczi o qual quando Freud soube que Ferenczi apertava a mão dos pacientes ao se despedir no final da consulta, escreveu maldosamente que Ferenszi “só faltava bolinar os pacientes” (exatamente nesses termos pejorativos). Então, por que não se fala sobre isso abertamente nas universidades?

Assim, peço aos estudantes de Psicologia que busquem, acima de tudo, terem uma visão imparcial de todos os grandes mestres do passado e, acima de tudo, de seu trabalho. Não saiam por ai feito araras histéricas reproduzindo o senso comum das academias, pois ele existe dentro das Universidades, com certeza existe! Além da obra dos mestres do passado é necessário ler sobre a vida deles e o tempo em que viveram.


Fica a dica.

Kharisma

Kharisma é o verdadeiro atrativo. O verdadeiro atrativo. Livros foram escritos sobre a Lei da Atração. Interessantes, estão na direção certa, mas tendem a ser muito mentais. Todo mundo começa a pensar no que quer e não funciona. Não é muito eficaz. E depois fica todo mundo deprimido, se sentindo mal consigo mesmo e se identificando: “Não sou muito bom em atrair coisas. Ninguém gosta de mim e é por isso, porque não consigo atrair nada.” Não. Vocês simplesmente não estão sendo muito genuínos quando fazem isso. Vocês estão sendo mentais.

O mental tem pouco ou nenhum Kaikho, fogo, paixão. Não é autêntico. Cada vez que têm um pensamento, a maior parte deles realmente não vem de vocês. Noventa e nove por cento deles, quando vocês pensam sobre alguma coisa, não são sequer de vocês. Mas, ainda assim, vocês fingem que é. Vocês agem como se fosse. Vocês decretam que é. Então, vamos acabar com tudo isso e chegar ao que é de vocês.

O seu Kharisma. Não significa que vocês precisam sair e ser extrovertidos. Não significa que vocês precisam sair andando pela rua, apertando a mão de todo mundo, contando piada no supermercado. Não, vocês vão parecer idiotas, se fizerem isso.

Kharisma é um atrativo natural. Atrai energia naturalmente. Atrai pessoas.

Agora, as pessoas dirão, bem, ele é carismático ou tem atrativos, porque ele é fisicamente atraente, ou porque ele... Tem algo em relação a ele. Ele tem um sorriso simpático ou um olhar simpático. Mas as pessoas ficam só tentando justificar, porque não sabem identificar, não sabem como falar desse Kharisma. Então, ficam tentando encontrar outras coisas. Ele é carismático porque ele se deixa aparecer. Não tem todos esses outros pensamentos e não se poluiu com um monte de coisas que não são dele. Em sua puberdade biológica, ele também passou pela puberdade espiritual. Ele tem toneladas de Kharisma.

Kharisma – se pegarem a verdadeira definição – é a dádiva da graça que alguém dá a si mesmo primeiro, e que é naturalmente dada aos outros.

Kharisma é autenticidade. É o Eu Sou. Não precisa de personalidade. Não precisa se identificar. Kharisma não precisa de planos, programas e metas. Não precisa. O humano precisa de metas só pra se ocupar e se sentir melhor ao atingi-las. O Kharisma não precisa disso.

O Kharisma é vocês. E eu sei que estas palavras que estou falando agora são só palavras, mas vou pedir a vocês, agora, que sintam isso nesse pequeno... eh, é um pequeno merabh, mas é mais um tempo de dez, quinze minutos pra sentirem o seu Kharisma. Vocês estão procurando por algo há muito tempo, algo que vocês sabiam que estava aí, mas que não sabiam como encontrar. Está encoberto com pensamentos que não são realmente seus, carregado num corpo que não é seu.

Vamos respirar bem fundo. E peço que sintam essa coisa chamada Kharisma. Agora, não pensem nisso, mas deixem que venha. Não saiam pra procurar, mas percebam que o Kharisma já está aí. Não o identifiquem, nem mesmo com o nome de vocês. Não é o Kharisma da Tammie. Não é o Kharisma do John, não é o Kharisma do Stephan. É o seu Kharisma.

Não faz parte da construção da personalidade. Não faz parte da construção da personalidade. Não é outro tijolo na parede. É o que está por trás da parede. Não há nada que precisem fazer. Vocês não precisam ativá-lo. O estado natural do Eu Sou é Kharisma.

Ele flui por conta própria, meus amigos. Não há controle. Não é pra colocá-lo em caixinhas apresentáveis. É expressão. O Kharisma, naturalmente, nunca se sente inseguro. A personalidade – a sua personalidade – se sente insegura muitas vezes. O Kharisma nunca está inseguro. Não fica tentando proteger um corpo nem uma identidade, então, como poderia ficar inseguro?

Kharisma é como uma radiação. Não está na mente, de jeito nenhum. Se tentarem pensar no seu Kharisma, vai ser meio confuso. A mente não consegue entendê-lo. E, se a gerente da sua personalidade estiver tentando entender, não vai conseguir. Ele nunca fará parte da sua personalidade, jamais. Meio que frustra a gerente da sua personalidade, porque ela gosta de pegar as coisas e administrá-las, torná-las parte da comitiva da personalidade.

O Kharisma não tem aspectos, nem jamais se deixará ter aspectos. O Kharisma não quer saber de coisas espirituais, financeiras, nada disso. O Kharisma flutua, plana, expande, dança. Não carrega detalhes. Não carrega passado. Não carrega filosofia. Não tem tolerância por coisas que não são autênticas. Este Kharisma não é nada que vocês possam fabricar. Vocês não podem Não podem melhorá-lo jamais; portanto, peço que nem tentem. Não tentem melhorá-lo, torná-lo maior, porque isso será apenas uma personalidade não autêntica jogando seu jogo de makyo, ilusão espiritual.

Vocês fizeram a pergunta já faz muito tempo: “Estou sendo verdadeiro? Estou sendo autêntico?” Não. Vocês precisam respirar fundo um instante. Parem de tentar controlar tudo dentro de si mesmos.

Parem de tentar desviar o curso natural das águas, o curso natural das energias, e simplesmente deixem que esse, o seu Kharisma, brilhe, se sobreponha a tudo que vocês identificavam como sendo vocês até agora – cada pensamento, cada traço de personalidade, cada falha e cada realização.
Deixem que o Kharisma venha para a superfície e se sobreponha. Quanta energia foi aplicada – aplicada para proteger, para moldar, para defender algo que vocês bem sabiam que não era realmente vocês?

Mas, ainda assim, esse Kharisma, se o deixarem em paz – se não tentarem simplesmente tecê-lo na sua personalidade atual, se vocês se deixarem ser livres –, vocês vão começar a entender quem vocês realmente são.

Kharisma é a personalidade livre, o livre Eu Sou.

Vocês começam a perceber que esse Kharisma não exige trabalho. Vocês estão tão acostumados a trabalhar pra tudo... e ele não exige trabalho.

Ele também não exige tempo. Vocês estão acostumados a que as coisas se desenrolem com o tempo. Vocês chegam a me dizer: “Vamos seguir com isso.” Tudo bem. Está aqui. É o seu Kharisma, Kaikho. Kharisma, a paixão – a paixão da graça do Eu Sou.

Ele atrairá coisas pra vocês que vocês não poderiam ter imaginado antes. Kharisma é o verdadeiro ímã. É. É um ímã. Falamos da Lei da Atração e por que motivo não sou, particularmente, um grande fã dela; porque é mental. Não envolve Kaikho, paixão. Vem da mente e é limitada.

Mas esse, o seu Kharisma, é o atrativo, o ímã, o magnetismo, e traz as coisas pra vocês. Não porque vocês pensaram nelas, não porque vocês lutaram ou se estressaram por elas, não porque vocês as focaram mentalmente. Ele as traz muito naturalmente, com tanta facilidade e graça que será um choque, de início. Ele trará pessoas. Trará oportunidades. Trará seres angélicos. Trará seres da Terra – os devas, as fadas. Trará essas coisas com graça. Não pela força, mas com graça, com bondade. Ele traz energia, porque vocês, enfim, estarão sendo autênticos. Vocês, enfim, estarão se deixando ser livres.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Contágio Psíquico

O contágio mental representa o elemento essencial da propagação das opiniões e das crenças. A sua força é, muitas vezes, bastante considerável para fazer agir o indivíduo contra os seus interesses mais evidentes. As inumeráveis narrações de martírios, de suicídios, de mutilações, etc., determinados por contágio mental fornecem uma prova disso. 

Todas as manifestações da vida psíquica podem ser contagiosas, mas são, especialmente, as emoções que se propagam desse modo. As ideias contagiosas são sínteses de elementos afetivos.

Na vida comum, o contágio pode ser limitado pela ação inibidora da vontade, mas, se uma causa qualquer - violenta mudança de meio em tempo de revolução, excitações populares, etc. - vêm paralisá-la, o contágio exercerá facilmente a sua influência e poderá transformar seres pacíficos em ousados guerreiros, plácidos burgueses em terríveis sectários. Sob a sua influência, os mesmos indivíduos passarão de um partido para outro e empregarão tanta energia em reprimir uma revolução quanto em fomentá-la.

O contágio mental não se exerce somente pelo contacto direto dos indivíduos. Os livros, os jornais, as notícias telegráficas, mesmo simples rumores, podem produzi-lo.

Quanto mais se multiplicam os meios de comunicação tanto mais se penetram e se contagiam. A cada dia estamos mais ligados àqueles que nos cercam. A mentalidade individual facilmente reveste uma forma coletiva.

Entre todas as variedades de contágio mental que nos constringem, uma das mais pujantes é a do grupo social de que fazemos parte. Nenhuma vontade procura subtrair-se à sua ação. Ele dita mesmo, às mais das vezes, as nossas opiniões e os nossos julgamentos, sem que o percebamos.


Gustave Le Bon, in 'As Opiniões e as Crenças'

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Leila Diniz

"To chegando à conclusão e que a maior peste da humanidade é o medo. Puta que pariu, como a gente tem medo. Do futuro, do presente, do passado. De gente, de sofrer, de amar, de perder, de viver. Porra!

Eu gosto de trepar, porra! Acho que pra mim seria bacana trepar todo dia. E não me importaria se fossem uma, duas, três, vinte ou mil vezes por dia. Eu tenho uma puta resistência física, já me aconteceu de passar uns três dia não fazendo outra coisa na vida senão trepar sem parar.

A gravidez é um negócio maravilhoso. Dá uma sensação de absoluto a gente fica completa. Acho que o negócio máximo de ser fêmea é estar prenhe. Quer dizer, você trepa e depois fica prenhe. Sinto uma tranquilidade com as pessoas, com tudo. Eu tenho muita pena de homem não poder ficar grávido.

Sou uma pessoa livre e em paz com o mundo. Conquistei a minha liberdade a duras penas rompendo com as convenções que tolhiam os meus passos. Por isso, fui muitas vezes censurada, mas nunca vacilei, sempre fui em frente. Tudo que fiz me garantiu a paz e a tranquilidade que tenho hoje. Sou Leila Diniz."

O amor move o mundo


terça-feira, 29 de julho de 2014

Ondas

A Física teórica moderna colocou nosso pensamento acerca da essência da matéria num contexto diferente. Ela desviou nosso olhar do que é visível – as partículas – para a entidade subjacente, o campo. A presença de matéria é simplesmente uma perturbação do estado perfeito do campo nesse lugar. Podemos considerar a matéria como sendo constituída por regiões do espaço nas quais o campo é extremamente intenso. Portanto, não há matéria realmente, o campo é a única realidade. No estado de onda, elétrons e fótons (partículas de luz) não tem localização precisa, existem como “ondas de probabilidade”. No estado de partícula, essa onda “colapsa” produzindo um objeto sólido, localizado no espaço e no tempo.


Hélio Couto – Mabel Cristina – Negócios In-Formados – Editora Linear B

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Realidade ou Impressão? Saint Germain - Julho 2014

Verdade ou Mentira? Realidade ou Impressão? – Saint Germain – Julho 2014

É realidade ou impressão que menos de cinco por cento dos humanos no planeta controlem 95 por cento de toda a fortuna? Isso é realidade ou impressão? Cinco por cento controlam a maioria, a vasta maioria da fortuna do planeta, sim ou não? Realidade ou impressão?

Na verdade, é uma impressão. Impressão. O fato é que realmente há um pequeno número de pessoas, famílias ou governos – ou melhor, empresas – controlando a maioria das finanças no planeta. Porém, porém, é uma impressão que se tem. É uma impressão também, porque... só porque ela pode ter muito dinheiro – digamos que ela tenha 20% de toda a fortuna do mundo –, isso não significa que você não possa ser rico, ou você não possa ser, ou você. Não há limite ou restrição para a quantidade de riqueza que este planeta pode ter, seja em termos de instrumentos financeiros, recursos naturais ou energia pura. Não há restrição.

O que se tem é uma impressão de que certas pessoas controlam a riqueza e que outras não podem tê-la. O que se tem é uma impressão de que existe uma quantidade limitada de abundância financeira no planeta e, tendo essa impressão, as pessoas se restringem – vou usar com cuidado a palavra “controle” – à noção de que esses cinco por cento ou menos estão no controle.

Eles não controlam nada. Eles têm. Eles têm. Eles têm dinheiro; outros não têm. Nada impede que você não possa ter, ou você não possa ter, ou você. Nada mesmo. E, não importa o quanto eles venham a querer controlar o número de pontos percentuais deles, o número de dólares ou euros que eles têm no banco, eles não podem. Não conseguem.

Então, meus caros amigos, a realidade é que, sim, é mais ou menos isso que acontece no momento. Uns poucos têm mais do que os outros. Mas nada impede que cada um e todos vocês tenham exatamente aquilo que escolherem e ainda mais aquilo que permitirem ter.

Próxima pergunta. Na América do Norte e na Europa há mais poluição agora do que havia há 15 anos – realidade ou impressão?

Com base numa impressão. Certamente, há menos poluição do que nunca nesses 15 anos, digo, na América do Norte e na Europa. Muitas tecnologias novas estão reduzindo a quantidade de emissões. Há muito mais preocupação com o meio ambiente no que se refere à água e ao ar. Embora haja mais pessoas, mais veículos, mais máquinas do que antes, o nível de poluição está baixando.

Agora, não necessariamente no mundo todo, porque outros países estão aumentando esse nível. Mas eu disse especificamente na América do Norte e na Europa.

Então, não é de fato realidade, e a impressão é... Geralmente, quando faço essa pergunta, as pessoas dizem: “Ah, sim, está ficando pior.”

Eu ressalto isso porque é uma impressão que se tem, quando se dá uma declaração sem realmente conhecer os fatos, me desculpem dizer, e também acreditando que todos esses males, todas essas coisas terríveis, estão acontecendo, sem realmente examinar o que está sendo feito.

Agora, ao mesmo tempo, há um enorme interesse no meio ambiente, porque todos percebem que este planeta, com seus seis bilhões de humanos, só pode realmente lidar com cerca de dez, e vocês estão rapidamente se aproximando desse número. Então, precisa ter mais preocupação com o solo, o ar, a água, o reino animal. Entretanto, também é tema pra muito controle e manipulação.

É terreno fértil para aqueles que estão no controle, e que, quase sempre, não sabem nada realmente do assunto – não estou me referindo a você, é claro, Dave, mas aos fanáticos ambientalistas – e usam números e informações que não são realmente verdadeiros. É um tipo de controle. É mais uma coisa que acrescento à minha lista de hipnose e controle de massa.

Na realidade, está melhorando em muitos lugares; outros lugares têm um caminho longo a percorrer. Estão se prejudicando, prejudicando o próprio povo e realmente não há consciência. Mas, particularmente, na Europa e na América do Norte, há consciência e isso está mudando as coisas. Talvez não rápido o suficiente, como se gostaria. Talvez ainda haja aqueles que não têm a consciência deste planeta, deste corpo em que vivem, mas está acontecendo. Também, ao mesmo tempo, fiquem conscientes de suas impressões – o que é real, o que não é, o que é controle ou o que é hipnose e o que não é. Ótimo.

Próxima pergunta, seguindo a mesma linha, tem mais ou menos crime agora do que há 15 anos – crimes de vulto –, mais ou menos?

Às vezes, há a sensação de que tem mais, por causa de coisas como a Internet, o noticiário, blogs e uma comunicação muito, muito rápida, mas, no que chamam de países desenvolvidos, há realmente menos crime. Você está correto.

Em outros lugares, repito, o crime ainda é excessivo, mas a consciência, a consciência será a coisa que dará um melhor equilíbrio a isso.

Agora, embora eu diga que há, estatisticamente, menos crime na maioria desses lugares do que havia 15 anos atrás, ao mesmo tempo, há mais potencial para o que chamariam de crime catastrófico, ataques do tipo terrorista. E, com a sofisticação daqueles que vocês chamam de terroristas, daqueles que não levam em conta a vida das outras pessoas, daqueles que matam um grande número de pessoas por motivos pessoais, há mais potencial do que nunca pra isso acontecer por causa da tecnologia e por causa da determinação que eles têm.

Assim, paira uma nuvem constante de medo, particularmente com vocês, e com vocês acompanhando online, porque vocês podem senti-la. É quase assim: “Quando acontecerá o inevitável? Quando o chão vai faltar?” Vocês sentem isso na boca do estômago, às vezes, no coração ou na área da garganta – “E agora?”

É um jeito difícil de se viver, sempre com uma preocupação com o depois. E eu peço a vocês que, simplesmente, respirem fundo e vivam a própria vida da melhor forma possível e da maneira mais consciente possível. Não tentem sequer impedir aqueles que têm agendas políticas, religiosas ou financeiras. Vivam a própria vida no modo mais elevado da mestria encarnada. É isso que fará a grande diferença neste planeta. É isso que acrescentará o elemento que está faltando à consciência em tantos lugares.

Como tenho dito repetidas vezes, a maior coisa que vocês podem fazer pra este planeta, e de fato pra este universo, de fato pra toda a criação, é serem os Mestres que vocês verdadeiramente, verdadeiramente, são.


Assim, vamos respirar fundo com isso.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Jung - Sincronicidade II

(951) O espaço, o tempo e causalidade, a tríade da Física clássica, seriam complementados pelo fator Sincronicidade, convertendo-se em uma tétrada, um quartérnio que nos torna possível um julgamento da totalidade.


(952) A sincronicidade, aqui, está para os três outros princípios, assim como a unidimensionalidade do tempo está para a dimensionalidade do espaço, ou se comporta como o quarto recalcitrante do Timeu que só pode se juntar aos outros três “à força”, como diz Platão. Da mesma forma que a introdução do tempo como quarta dimensão na Física moderna implica o postulado de um contínuo espaço-tempo irreprensentável, assim também a ideia de sincronicidade com seu caráter próprio de significado produz uma imagem do mundo de tal modo também irrepresentável, que poderia levar à confusão. A vantagem, porém, de se apresentar este conceito é que ele torna possível uma maneira de ver que inclui o fator psicoide em nossa descrição e no conhecimento da natureza, ou seja, um significado apriorístico (ou uma “equivalência”)

Jung - Sincronicidade 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Carl Jung - Sincronicidade

Quem estuda Física Quântica, deveria ler este livro do Jung, pois durante todo o texto ele vai questionando a existência do tempo e do espaço. Praticamente um trabalho complementar ao de Einstein.

"Na concepção original do homem (isto é, entre os primitivos), o espaço e o tempo são coisas sumamente duvidosas. Só se tornaram um conceito “fixo” que o desenvolvimento espiritual do homem, graças à introdução do processo de medir. Em si, o espaço e o tempo consistem em nada. São conceitos hipostasiados, nascidos de atividade discriminadora da consciência e formam as coordenadas indispensáveis para a descrição do comportamento dos corpos em movimento.

São, portanto, de origem essencialmente psíquica, e este foi, provavelmente, o motivo que levou Kant a considerá-los como categorias a priori. Mas o espaço e o tempo são propriedades aparentes dos corpos em movimento, criadas pelas necessidades intelectuais do observador, então sua relativização por uma condição psíquica, em qualquer caso, já não é algo de miraculoso, mas situa-se dentro dos limites da possibilidade.

A sincronicidade no espaço pode ser igualmente concebida como uma percepção no tempo, mas, convém notar, não é fácil entender a sincronicidade no tempo como espacial, porque não podemos imaginar um espaço em que acontecimentos futuros já estejam objetivamente presentes e possam ser experimentados como tais, mediante a redução desta distância espacial."


Carl Jung - Sincronicidade