terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Saint Germain - Canalização (trechos)

Eu vou a alguns funerais de vez em quando só pra rir. As coisas andam meio devagar com os Mestres Ascensos. E eu vou lá, e é tão interessante, porque, nos funerais, é como se houvesse uma noção, meio que uma fachada de tristeza, e de vez em quando realmente é assim. Mas venham comigo um dia... Vamos fazer umas análises ao funeral de alguém. Mas venham comigo um dia. As pessoas ficam pensando no que vão jantar. Ficam pensando nas férias. Pensando em sexo. Pensando... É, quando estão num funeral. Pensam em todas essas coisas. E sentem muita culpa. Muita culpa. Elas não pensam: “Ei, como será que ele está? Como será que ele está se saindo do outro lado?” Elas têm medo de saber que ele está sentado bem do lado delas, e que ele não está nem um pouco satisfeito.
Vocês não se importam com nada. Ponto final. Talvez essa seja uma pequena pista secreta no nosso jogo de fofocas. Vocês não se importam com nada.
Agora, a maioria das pessoas diria: “Bem, parece horrível. Isso parece tedioso. É pra gente se importar com as coisas.” Sério? Digo, imaginem um instante se o poder deixasse a vida de vocês, se vocês parassem de jogar o jogo do poder. O poder está em todo lugar. Está na política. Está no dinheiro, nos negócios, nos seus relacionamentos com as pessoas, em todo lugar. Todo mundo brinca com o poder. O poder surgiu porque havia uma crença de que a quantidade de energia era limitada e vocês tinham que roubá-la dos outros, uma vez que vocês, certamente, não iriam se incomodar em buscar dentro de si a energia, a consciência ou as respostas. Assim começou todo o jogo do poder, que nunca acabou realmente. Mas é tudo uma ilusão. O poder é uma ilusão absoluta, porque tudo está dentro de si, e isso que está dentro atrai toda a energia que vocês possam precisar sem ter que roubá-la de ninguém. Mas todos vivem nessa ilusão do poder. Vivem na ilusão de que precisam fazer alguma coisa e têm que se importar com alguma coisa.
E essa coisa toda de abundância. Uma das coisas mais tristes é que vocês têm um desejo enorme de ter abundância, um desejo enorme de ter dinheiro no bolso. Por que não têm? Dois motivos: primeiro, ainda existe... Primeiro, porque muitos de vocês ainda não têm certeza se querem ficar aqui neste planeta. Vocês ainda não têm certeza se querem viver. Vocês ainda estão esperando por alguém ou que alguém diga: “Eis a resposta. É por isso que você deve viver.” Mas, fora isso, há muita dúvida. E é interessante, ao mesmo tempo em que temos conversas grandiosas sobre Mestres Encarnados, com frequência vocês dizem: “Não sei se realmente quero ficar aqui.” Bem, então, vocês não vão ser abundantes. Ponto final. Porque o básico da energia, a física, é que vocês não vão atrair energia.
Há também uma outra dinâmica interessante ocorrendo, apesar dos grandes sentimentos e pensamentos do tipo: “Estamos em nosso caminho para a iluminação.” Ou também: “Se eu tiver dinheiro, vou fazer as mesmas merdas que fazia antes. Se eu tiver dinheiro, vou ter mais problema do que eu tinha antes.” Então, o que vocês fazem é manter uma dieta financeira, porque vocês acham que, no passado, quando tinham dinheiro, vocês o usavam em nome do poder e da manipulação. Vocês usavam drogas. Vocês ficavam bêbados. Vocês abusavam de si mesmos e dos outros com ele. Então, algo dentro de vocês entrou nessa dieta da não abundância. E vocês se sentem mais confor... As pessoas se sentem mais confortáveis à míngua do que sendo abundantes. É um fato simples, porque qualquer um – aham – qualquer um poderia ter dinheiro neste exato momento. Mas vocês têm medo: “Se eu tivesse dinheiro, eu voltaria a ser o humano ruim de antes.”
2014 vai ser um ano interessante para o mundo, para este planeta. Vou chamá-lo de ano da resistência ao amor para o planeta. Resistência ao amor. E agora não estou falando dos Shaumbra, de vocês, porque vocês serão capazes de ficar só como observadores. Vocês serão capazes de se manter afastados. Serão capazes de realmente se identificar com aquilo pelo qual o planeta, os humanos estarão passando, porque vocês já conhecem isso – vocês passaram por isso. Vocês já viram a loucura, o conflito, a dissonância, a luta. Vocês já viram a insensatez de tudo isso.
Vocês serão capazes de se manter afastados e, com algumas respirações profundas, serão capazes de dizer: “Ah, eles estão passando pela experiência deles.”
Vai ser um ano maluco para os sistemas, os países e realmente para qualquer tipo de estrutura ou método, qualquer coisa que seja rígida. Vai ser um ano de resistência ao amor. Terá seus altos e baixos. Eu diria que será, energeticamente, um ano mais difícil do que a maioria dos outros anos, porque há mais energia agora do que nunca. E, como a consciência de vocês está se elevando e trazendo mais energia para o planeta, isso está causando mais percepção de divergência e mais conflitos e lutas. Vocês verão as pessoas e as instituições determinarem: “Nunca desistirei.Nunca deixarei ninguém pegar minha terra, ou meu país, nem mudar meu ponto de vista.” Então, vocês vão ver muita obstinação e determinação. E verão coisas bizarras e malucas saírem da mente. Vocês vão ver isso cada vez mais a cada dia.
Vou deixar uma pequena nota aqui. Como existem por aí mais desses medicamentos para a mente, vocês vão ver coisas cada vez mais loucas acontecendo, porque vocês podem tampar o esgoto aqui, mas ele vai explodir lá adiante. E não vai ser bonito quando explodir. Então, vocês verão cada vez mais esse desequilíbrio. Vocês não têm que acolher isso, ou, se acolherem, percebam que é só um jogo do qual podem sair a qualquer hora. Mas será um ano desmedido, uma corrida desenfreada.
Não é pra entrarem em pânico; na verdade, é pra rirem. Não é pra se retirarem; é pra trazerem mais energia pra si. Não significa que vocês ficarão sem dinheiro; na verdade, pode ser um ano de grande abundância pra vocês. Há mais energia do que nunca.
Com isso, lembrem-se também que, apesar de como as coisas possam parecer, tudo está bem em toda a criação.

domingo, 24 de novembro de 2013

Ame a Árvore






















Ame respeite cuide preserve nossas irmãs verdes.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reiki e Seus Níveis

Não queria causar polêmica, mas em vista de tanta gente confusa me dizendo o mesmo, preciso esclarecer algo sobre o Reiki.

Dividir o Mestrado de Reiki em Mestrado A e Mestrado B é a coisa mais monstruosa e gananciosa que um pseudo-mestre de Reiki pode fazer! Não existe isto! Existe apenas um único mestrado e nada mais. No Nível I o aluno recebe a sintonização na energia Reiki e o símbolo Cho-Ku-Rei. Neste estágio ele pode fazer auto-aplicações e permitir ao seu corpo acomodar-se à energia. No Nível II, a energia Reiki continua sendo a mesma - NÃO HÁ DIFERENÇA NA ENERGIA REIKI DO NÍVEL I PARA O NÍVEL II – a única novidade é que o aluno recebe o segundo Símbolo, o Sei-He-Ki, cuja função é basicamente para ampliar as manifestações de reequilíbrio no corpo físico. O Nível III ele recebe o terceiro símbolo, o Hon-Sha-Ze-Sho-Nen para fazer curas à distância e ampliar as energias de cura para além do corpo físico, indo até os corpos emocional e mental. E novamente, NÃO HÁ DIFERENÇA NA ENERGIA REIKI, ELA CONTINUA A MESMA, SÓ O QUE MUDA É QUE VOCÊ TEM UM NOVO SÍMBOLO PARA TRABALHAR. E depois, finalmente, o aluno recebe o mestrado, UM SÓ MESTRADO! Onde você recebe o símbolo Daí-Ko-Mio e lhe é ensinado sobre o Simbolo Raku, ambos para sintonizar outras pessoas na energia Reiki. Sendo que alguns mestres, podem dar o mestrado junto com o Nível III. E aqui também não há o aumento da canalização da energia Reiki. Ou seja. A energia Reiki que você começou a receber na primeira sintonização e a mesma para sempre. A única coisa que muda é que você recebe ensinamento sobre outros símbolos. Dividir o mestrado em A e B é coisa de pessoas que ou são gananciosas ou querem manter poder e controle sobre o aluno, velhos conceitos atlânticos de escravidão. E isto em nada tem haver com o Reiki! E o que falar do Kahuna? O último símbolo do Reiki é o primeiro símbolo do Sistema Kahuna. Ou seja, os símbolos Kahuna acessam níveis de energia mais profundos que os do Reiki, pois alcançam uma amplitude de onda muito maior, por isso são chamados de símbolos quânticos, cada símbolo com funções que as pessoas sequer imaginam! Mas ainda tem gente que prefere aprisionar os alunos em ilusões de poder e não os deixam ir em frente, cobrando valores absurdos por iniciações que nem chegam a acontecer de fato a nível energético, mesmo a despeito de toda a ritualística física. Cuidado, tem muito “mestre” fazendo sintonizações de um Reiki que nem eles mesmos são portadores! Alberto de Moraes – Mestre em Reiki.

Recomendo


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Arcano V - O Sacerdote

O Sacerdote. Tempo de regulamentar a vida e a espiritualidade, organizar a casa, a vida, a família e aquelas pequenas coisinhas que havíamos deixado para depois. Este lindo arquétipo nos traz a Força de Vontade Iluminada e o momento de novos inícios. Fica a sugestão para o dia de hoje: cuidado com papéis e questões legais, solte um pouco mais suas emoções e não seja tão moralista onde já não há mais espaço para isso. Lembre-se que a base de qualquer relação será a lealdade e o carinho e lembre-se que sua fé é boa para você e não para o resto do mundo. Viva de modo arejado.


The Priest. Time to regulate the life and spirituality, organize home, life, family and those little things we had left later. This beautiful archetype brings Willpower Enlightened and the time of new beginnings. It is a suggestion for today: beware roles and legal issues, release your emotions a little more and not be so moralistic where there is no more room for it. Remember that the foundation of any relationship is loyalty and affection and remember that faith is good for you and not for the rest of the world. Viva so airy.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Tarô Dourado Botticelli

Método da Cegonha. Usado para analisar as possibilidades e as probabilidades de gravidez dos futuros papais. Tarô Dourado de Botticelli.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

02 de Novembro - Dia dos Mortos

Dia de todos os mortos. A Morte - Arcano XIII. Este é o arcano do "soltar". O quanto você está conseguindo soltar a vida velha e inútil que levava? Quando deu-se conta que tudo o que fez até agora foi uma perda de tempo? É o momento da morte? Sim, a morte de um modo velho, antigo e não funcional de viver. Agora é o momento de você parar de esperar pelos outros, parar de orar e de esperar pelo divino e fazer você mesmo as suas próprias mudanças, fazer acontecer. Deixe o passado guardado no mundo carinhoso das lembranças e olhe para a frente, pois há toda uma vida a ser percorrida de um modo novo, belo e grandioso. Este é o seu momento. Momento de morte e renascimento. Feliz Dia dos Mortos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Todo Simbolismos Histórico e Pagão do Natal



A Festividade Pré-Cristã do Solstício de Inverno no Hemisfério Norte (Natal) é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão, a diminuir. Nesta época, as povos antigos festejavam o renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus Cornífero. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabá por certas tradições antigas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) Nessa época, que hoje é conhecida como Natal, eram  também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou. Nessa Antiga Festividade Pagã, as comunidades davam adeus à Grande Mãe e as boas vindas ao Deus das Florestas, renascido, que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício de Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol. Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.) A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol que, pensava-se, renascia no Solstício de Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha de madeira e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a Árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições antigas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas das madeiras das fogueiras de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil. Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Catolicismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da religião Antiga dos Pagãos.

O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de Árvore Dourada. Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é, na verdade, um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da ideia de que seus frutos brancos eram gotas do sémen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam frequentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.

A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na Árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram nos atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio. O outro exemplo das raízes pagãs das festas do Natal está na moderna personificação do espírito de Natal, conhecido como Santa Claus que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno. Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "Beber à Saúde das Árvores do Pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício de Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente. Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá do Solstício de Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.

Fontes Consultadas:

Gerina Dunwich – Wicca – Feitiçaria Moderna
Márcia Frazão – Revelações de Uma Bruxa
História da Feitiçaria - Stewart Farrar E Janet Farrar

 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Saint Germain - O que não levar no despertar

Duas coisas. Duas coisas pra não levar no despertar na Nova Era.

Número um. Provavelmente, vocês podem adivinhar essa – Dúvida. Não funciona muito bem na consciência avançada. Realmente, não funciona. É um jogo estúpido. Dúvida é uma coisa vibracional da Velha Energia. “Vou me respeitar, vou duvidar de mim. Vou me respeitar, vou duvidar de mim. Ele me ama, ele me odeia.” Vocês meio que usam isso como um jogo pra manter as coisas em movimento, mas duvidar não parece algo muito bom na Nova Energia. Será banido. Será rejeitado, e daí vocês vão dizer: “Viu, eu sabia que eu fazia algo errado.” É uma profecia de autorrealização. Não faz sentido, não traz resultado duvidar de si, exceto continuar duvidando. Então, passem por cima da dúvida. Sério. É talvez a coisa mais importante que posso transmitir a vocês. A dúvida não funciona.

Intimamente ligada a ela... Makyo, (Bobajada espiritual). Por que as pessoas – por que alguns de vocês – precisam de makyo? Porque duvidam de si. Sabem o que vocês fazem quando duvidam de si mesmos? Vocês aparecem com toda essa besteira espiritual. Vocês aparecem com todos esses clichês, esses dizeres e essas... Tudo bobagem! E vocês se dizem espirituais. Vocês não são!

Espiritual é algo tão velho. É, sim. Era apenas uma desculpa ruim pra ficar na mente e se considerar melhor que os outros, porque, afinal, vocês duvidavam mesmo era de si. Não cai bem em vocês.

Eu me enchi, no decorrer de existências, dos líderes espirituais, da masturbação espiritual, da orientação espiritual errônea. Por que será que ninguém chegou e simplesmente disse às pessoas “vocês são Deus também”? É isso. Ponto final. Feito. Vocês são. Vocês sabem disso.

E vira coisa mental. Sim, vira uma coisa da mente toda essa jornada espiritual. A mente transforma isso num grande mistério. Não é. Não é. Mistério é simplicidade, de fato. Deus é simples. Deus é puro. Não tem nada de complexo sobre Deus. Simplicidade. Isso é Deus. É isso.


O que acontece agora, e o que será como um fator pra vocês, é que, de repente, vocês percebem que não puderam ter vivenciado todos os potenciais de tudo que seria, porque vocês chegariam a um ponto – digamos que seja o ponto do Eu Sou e da Nova Energia se fundindo – onde existem potenciais que poderiam nunca ter sido imaginados por vocês ou por Deus, jamais. Potenciais novíssimos em folha que nunca existiram antes. Vocês tiveram que se desestruturar para abrir espaço pra alguns desses potenciais que nunca foram imaginados, nem mesmo no coração dos corações de Deus.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Mente Humana - Saint Germain 10-2013

A mente é muito programada. Pra começar, ela é altamente suscetível à programação. São muitas existências – muitas, muitas existências – de programação, doutrinação, constantes informações, regulamentos e regras que vão para a mente.

A mente foi amarrada à consciência de massa. A consciência de massa, na maior parte das vezes, não faz nada além de governar, ordenar, controlar e manipular as atividades mentais dos humanos. A consciência de massa.

Agora, vocês pensam na consciência de massa como se fosse talvez algo grandioso. A consciência de massa está, no momento, trabalhando com seus tentáculos em cada humano da Terra, interligado a outro humano, que está, agora, sendo infiltrado por Ets; portanto, o controle, a manipulação acontece de forma muito intensa.

As pessoas estão hipnotizadas, totalmente hipnotizadas, e cada um de vocês sabe disso e sente isso. Há uma parte de vocês que há anos vem se rebelando contra isso. Desde que vocês vieram pra cá pra Terra, nesta existência, uma parte significativa de vocês tem se rebelado contra isso. Tem sido assim por muitas, muitas existências.

Anos atrás, Tobias falou sobre liberar a consciência de massa, então, vocês colocaram em movimento os mecanismos pra começar a fazer isso. Mas vocês chegam a um ponto que é preciso... não é bem o termo certo... mais vigor, mais determinação, mais escolha pra sair dessa consciência de massa (matrix) e da própria prisão mental. Da própria prisão mental. É um beco sem saída.

O exemplo foi este... se não sabem bem como é um beco sem saída... o exemplo que usei na outra noite: Vocês trabalham num edifício, digamos num edifício de 20 andares, altamente seguro, com pouquíssimas janelas. Tudo no prédio é controlado, desde o fluxo de ar até o fluxo de energia, de água, quem entra e quem sai.

Isso é um beco sem saída espiritual, um beco sem saída mental-espiritual. Vocês estão tentando encontrar um meio de sair dessa limitação. Está tudo centralizado na mente. Vocês estão tentando sair disso. Vocês sabem que existe algo mais lá fora. Vocês sabem que existem outras dimensões bem aqui – aqui – ao redor. Vocês sabem. Vocês querem acreditar. Vocês ficam fazendo afirmações e elas não valem nada. Afirmações são mentais. Todas essas cerimônias, afirmações, cânticos... tudo isso é tão terrivelmente mental. É uma piada! Uma piada pra cima de vocês. Vocês acham que se alinharem os cristais de determinado modo, se ficarem em pé do lado de fora quando as estrelas estiverem alinhadas... o que quer que seja é uma droga de piada. Não tem nada de espiritual nisso. É mental. É uma coisa mental que finge ser espiritual, e vocês caem nessa. Diabos, vocês criaram muitas dessas coisas!

Esse edifício representa a mente de vocês: altamente regulada, contida por dentro e por fora, excessivamente controlada. Não por forças externas maléficas, mas pela sequência de eventos que estão acontecendo no planeta. Ninguém está, de fato, controlando essa consciência de massa. Somente vocês controlam o próprio cérebro, mas vocês tentam sair dessa prisão mental. Vocês tentam sair da prisão da mente usando ferramentas da mente. E, quando disseram antes que estavam quase lá, quando você disse que estava à beira de, esse é outro jogo mental. A mente se adapta a isso com rapidez e diz: “Vamos ficar ‘à beira de’ o tempo inteiro.” Uau! A mente ainda está no controle.

Pensar, simplesmente explorar potenciais e não trazê-los para a Terra – é tudo coisa da mente. Tudo coisa da mente. Vocês tentam sair da mente, ou ir além da mente, usando ferramentas que a própria mente criou. E vocês não conseguem. Essas ferramentas foram criadas de maneira inteligente e só vão afundá-los ainda mais. Nunca trazê-los à superfície. Elas só vão enterrá-los mais fundo.

Desse modo, sua mente é uma piada, porque agora ela tem vocês nas mãos. Ela vai pegar todo aquele negócio de: qual é seu número sagrado? Qual é seu... vocês me desculpem... seu signo? Astrologia tem valor até certo ponto – fui professor de Astrologia na minha vida como Saint-Germain –, mas, na maior parte das vezes, agora, os humanos estão usando-a de maneira inadequada, e é por causa da mente. É a mente. As pessoas acham que é uma ferramenta pra se libertarem, pra saírem da prisão mental. Mas é a mente rindo e dizendo: “Vou ficar com você, queridinho. Você não vai sair. Não vai a lugar nenhum.” E, vejam bem, não importa o que seja, não estou falando de uma coisa específica, mas, até certo ponto, a mente fica lá, se agarra a isso, manipula e usa isso pra levar as pessoas mais para o fundo.

Vocês viram o filme... tenho certeza de que muitos de vocês viram; é o filme de vocês... MatrixMatrix representa demais esse vai e vem, essa estrutura, essa ilusão.

Então, a pergunta é, em algum momento... a propósito, não há nada de errado com a mente. Esse é o modo como ela foi programada e manipulada. Em sua essência, não há nada de errado. Ela é fantástica. Ela é maravilhosa.

Então, a pergunta passa a ser: Como vocês vão além dela?


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Prosperidade e Espiritualidade

Essa questão de prosperidade mexe muito com as pessoas, especialmente as espiritualizadas. Chegam a ficar revoltadas quando o assunto dinheiro é abordado dentro de centros da espiritualidade. Isso demonstra os próprios bloqueios que estes indivíduos ainda possuem com relação ao alcance da riqueza, além de falta da maturidade espiritual para tratar do assunto, agem como se isso fosse algo ruim, tenebroso e que precisa ser combatido ferozmente. E acabam mantendo outros na mesma situação. Até mesmo houve-se que não há riqueza para todos na Terra. Esta informação é desatualizada e incorreta, já que o mestre Ascensionado Saint Germain disse em várias canalizações que há riqueza para todos no planeta. Ele informou em alguns de seus comunicados que há locais na Terra onde há grande concentração de ouro e cristais, tudo isto disponível para uso imediato de toda a humanidade. Devemos lembrar que nos mundos superiores físicos nenhum ser vive em carência de seja lá o que for, pois os bens são distribuídos de modo igualitário para todos. Isso ainda não acontece na Terra não por que falte aqui bens materiais para todos, mas sim por que as pessoas vivem na sintonia do Egoísmo, não entendem o conceito da divisão igualitária de tudo. Falar que ter riquezas é mérito de alguns é vibrar na sintonia dos ensinamentos católicos, ainda é trabalhar com a questão da meritocracia, energias e conceitos velhos e que não tem mais espaço na Nova Era.

Uma pessoa ser pobre de bens materiais não quer dizer que ela seja espiritualizada, significa apenas ela não teve capacidade de estruturar sua vida material. Ser pobre não é mérito, é limitação e, talvez, incapacidade para gerar crescimento para si ou para a sociedade da qual faz parte. Há várias programações mentais, colocadas ao longo dos séculos e reforçadas pelas mídias para manter as pessoas neste estado de ser e isto tem de acabar agora, pois estamos na Nova Era e todos, por direito divino, tem de ser soberanos em todas as áreas da criação.

Abrindo-se Para a Prosperidade

É necessário liberar as memórias celulares de miséria, pobreza, limitação e culpa que temos trazido de várias vidas. E estou falando de memória celular, algo físico, algo que está entranhado em seu DNA. É preciso, ainda, reformular toda a programação mental e emocional que temos recebido deste o ventre materno através dos conceitos limitantes que foram transferidos para nós por nossos parentes. O trabalho com a Chama Violeta de Saint Germain já é um grande passo. Banhando-se com a Chama Violeta e pedindo a transmutação dessas memórias é um inicio. Porém não é tudo. É necessário trabalhar a nível espiritual e físico. Temos de reequilibrar as energias do chackra laríngeo. Exercícios de alongamento movimentos com a cabeça, com o pescoço ajudam e muito. Virar a cabeça para a direita e a esquerda, para cima e para baixo, erguer o queixo para o céu e alongar muito toda esta região é um modo físico de liberar os bloqueios a nível físico. Fazer exercícios que mexam com os ombros e as clavículas também ajuda. Fazer Biodança ajuda muito. Se não sabe como fazer procure um profissional de Educação Física para lhe orientar. Mudar o modo de entendimento da vida, alterando a consciência para uma visão maior e melhor da existência é um caminho. Entender que você não precisa de um emprego e sim de uma atividade que lhe dê prazer e como consequência lhe dê dinheiro é fundamental. Buscar fazer o que você gosta, de modo honesto, seguindo seu coração é a base de tudo.

Não permita-se passar uma vida toda num trabalho do qual você não gosta apenas para ganhar dinheiro. Isto é viver morto. Você não cria nada com isso, apenas está por aqui. Agindo assim você vai passar a vida apenas ganhando o suficiente para manter-se em sobrevivência. E aqui na Terra nós temos de começar a viver plenos de tudo o que é possível para viver bem e melhor. 

Lembre-se: você foi feito à imagem e semelhança de Deus, assim, você já é perfeito como Ele. Só precisa lembrar-se disso.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Deus - Saint Germain

Soa bacana dizer “Eu Sou Deus Também”, mas é muito mental. Quantos de vocês realmente vivenciam isso?

Há muitos conceitos de Deus. Eu não gosto, necessariamente, da palavra “Deus”, mas eu a uso aqui porque é um termo comum. Há muitos conceitos de Deus por aí afora e, na verdade, francamente, aqueles que ensinam sobre Deus são os que sabem menos sobre Deus. É verdade. Aqueles que são os fanáticos, os extremistas, os retos, sabem menos sobre Deus. Eles ensinam a partir de um livro. Eles ensinam a partir da mente, das regras, da limitação, da noção de necessidade de sofrimento interno e de suas regras. Por que outros humanos permitem que essas pessoas ensinem a eles sobre Deus, eu não sei. Talvez porque a maioria dos humanos tenha essa visão distorcida.

O conceito de Deus neste mundo é talvez uma das... é, sim, uma das três coisas mais desequilibradas com relação à consciência neste momento. O conceito de que Deus está noutro lugar; o conceito de Deus como sendo um pai; o conceito de Deus tendo regras ou se importando com o que vocês fazem. O conceito de Deus é uma fabricação humana. Aqueles que estão nos palanques, aqueles que clamam pelo aumento das armas não vivenciaram Deus.

Não se pode estudar Deus. Não se pode construir um Deus. Só se pode vivenciá-lo. E, quando se faz isso, é uma experiência profunda e íntima, uma experiência sobre a qual vocês, provavelmente, não vão querer falar a respeito. É algo tão lindo, tão pessoal, que seria quase uma distorção falar sobre isso com os outros. É por isso que, nos velhos tempos, não havia palavra ou nome pra Deus, porque alguns poucos sabiam que é algo tão pessoal que não se pode falar a respeito.


Na nossa Série da Descoberta, ao tratarem de vocês, darem aquele olhar interior pra vocês mesmos, vocês terão a experiência de Deus e do Eu Sou internamente. É uma tarefa bem difícil, mas eu não estaria dizendo estas palavras a menos que vocês, meus queridos amigos, estivessem prontos pra isso – prontos no corpo, prontos na mente.

Às vezes, quando se está chegando na essência, chegando em Deus, às vezes... quando se persegue isso de forma desequilibrada e com grande desespero, às vezes através de drogas, às vezes através de rituais intensos, isso pode provocar um total desequilíbrio, pode fazer mais mal do que bem. Alguns que tomaram drogas perceberam que, se o resto de vocês não estiver preparado ou equilibrado pra ter essa experiência, ela pode destroçá-los. Pode aniquilá-los mentalmente. Pode destruir o corpo. Cada um, todos vocês estão preparados pra vivenciar isso de modo muito natural e muito pessoal.

Saint Germain - Setembro 2013


sábado, 31 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Umbanda - Trabalho de Luz

Caros amigos. Temos muito o que aprender com a espiritualidade maior. Estou lendo um livro que retrada da realidade dos Dragões, seres que vivem no Vale do Poder, um dos pontos mais baixos do Umbral. Neste livro, há um trecho que descreve o trabalho das Entidades da Umbanda, nossos irmãos Pretos-Velhos, Cablôcos e Exus. A riqueza de detalhes do trabalho é tão grande, que resolvi passar para vocês, pois é uma verdadeira aula de aprendizado para todos nós que desejamos aprender e evoluir. É um trecho curto, porém de um grande aprendizado de luz.

Que fique claro que o local aqui descrito, é um Centro de Umbanda, que trabalha para a Luz, sem sangue de animais. A história é real e se passa no Brasil, em Minas Gerais, na década de 1940.

Espero que gostem.

Os verdadeiros servidores cristãos só se utilizam do relógio com intuito de disciplinar. Não condicionam o ato de servir aos ponteiros limitantes do tempo. Visitaremos o Centro Umbandista Pai Guiné, nos arredores de Uberaba.

— O pai-de-santo Ovídio?

— Ele mesmo.

Tive de confessar, em um primeiro momento, meu preconceito. Guardava respeito pelas demais religiões, entretanto, nunca havia refletido sobre quem seriam e onde estariam as cartas vivas do Cristo. Por uma tendência natural asilei o despeito. Ainda bem que foi algo muito passageiro em meu coração, porque as experiências fora e dentro da vida corporal, cada dia mais, apresentavam-me uma realidade distante das ilusões que adulamos sob o fascínio impiedoso do orgulho na sociedade terrena dos mortais.

Partimos para o Centro Umbandista de Pai Guiné. Era um ambiente agradável em ambos os planos. Ao som dos atabaques, eram cantados os pontos em ritmo vibratório de alta intensidade. Cada canto era como uma verdadeira queima de fogos de artifício. Uma bomba energética explodia no ar em multicores.

Em uma das várias dependências astrais da casa havia uma enfermaria com oitenta leitos bem alinhados. Tudo nesse salão era limpeza e calmaria. Lá não se ouviam mais os cantos, e a conexão com o plano físico limitava-se ao trânsito de enfermeiros pelos vários portais interdimensionais. Regressamos ao ponto de intersecção vibratória com o plano físico.

Seis macas estavam dispostas no canzuá (terreiro). Em cada qual havia uma entidade de aspecto horripilante. Olhos que quase saíam das órbitas oculares, pele murcha, enrugada e suja, garras enormes no lugar das unhas, com dez centímetros, nas mãos e nos pés, todas retorcidas como as de águia. Magérrimos e nus. Causavam náuseas pelo odor. Olhavam para nós deixando claro que nos viam e, literalmente, grunhiam como porcos com a boca semiaberta. Alguns deles estavam muitos inquietos nas macas. Retorciam-se como se estivessem com dor, sem manifestar nenhum som. Vários hematomas estavam expostos em todos eles, devido aos castigos impostos nos paredões de penitência.

— As garras são colocadas nos charcos infernais para impedir a fuga destes escravos. Não andam nem têm grande habilidade manual - informou Clarisse, com manifesto sentimento de piedade.

— Como serão socorridos?

— Pela incorporação profunda nos abnegados médiuns da Umbanda, ou através do vampirismo assistido.

— Nos médiuns umbandistas?

Mal terminei a pergunta e vi uma cena nada convencional. Um dos enfermeiros astrais da casa pegou uma das entidades horripilantes no colo e jogou-a no corpo do médium de Umbanda. Demonstrando câimbras na panturrilha, o médium, incontinenti, absorveu mental e fisicamente o comunicante que se ajeitou no corpo do medianeiro como se deitasse em um colchão, buscando a melhor posição. Os atabaques aceleraram o ritmo, criando um frenesi de energia no ambiente. Formavam-se pequenos redemoinhos de cor violeta e prata, que se desfaziam e refaziam em vários cantos do terreiro. Modulavam conforme a nota musical dos hinos cantados.

O médium estrebuchou no chão. Convulsões e grunhidos seguidos de gritos de dor. Ovídio, o pai-de-santo aproximou-se e disse:

— Oxalá proteja seus caminhos, filho de Zambi (Deus).

— Eu sou filho do capeta. Quem és tu para falar comigo? - redarguiu a entidade, que agora falava com facilidade por intermédio do médium.

— Sou um tarefeiro da luz.

— Eu sou uma escória da sombra.

— Engano, criatura!

— Não vê minhas garras? Sabe o que isso?

— Conheço essa técnica. São ferrolhos do mal.

— Vejo que estais acostumados ao mal.

— Vim desses vales da sombra e da morte - falava Ovídio com firmeza na voz.

— Mas andas e és livre. Estais no corpo, enquanto eu... Eu sou um verme roedor... Ou quem sabe uma águia que não voa... Nem sequer consigo andar graças a essa maldição que colocaram em meus pés... Nem comer mais... Veja minhas mãos... Eu tenho fome e sede.

— Em que te posso ser útil irmão? - indagou o pai-de-santo Ovídio debaixo de uma forte vibração.

— Quero bebida e comida. Quero que cortem minhas garras.

— Laroyê! Laroyê (saudação aos trabalhadores da Luz, os Exus) - gritou Ovídio já incorporado por um de seus guias que entoava o canto: "Eu sou Marabá, rei da mandinga. Eu sou Marabô, exu de nosso Senho. Laroyê!" Uma energia colossal movimentou-se com a chegada do Exu Marabô. Os filhos-de-santo o saudavam com palmas rítmicas e pontos próprios da entidade. Muitos deles iam até Marabô, baixavam a cabeça em sinal de reverência à sua frente e batiam três palmas rítmicas na altura do abdômen do médium.

— Que tu quer, homem esfarrapado. Bebida pra mode se arrebenta mais?

— Não, senhor Marabô. Não é isso não.

— Não mente pra Marabô. Marabô sabe ler os ói (olhos). Nos ói tá a visão, mas tá também a verdade e a mentira.

— Eu não minto, senhor. Quero liberdade.

— Pra fazer o que dá na cabeça? Home tu preso é um perigo, livre é um desastre.

— O que o senhor vai fazer por mim? Não pedi a ninguém pra sair daquela joça de lugar fedorento. Por que me trouxe aqui?

— Não fui eu quem trouxe home. O veio Bezerra da luz é teu protetor. (Marabô está falando que serve a Bezerra de Menezes) Sirvo a ele na graça de Oxalá, Pai de poder e misericórdia.

— Que queres comigo?

— Está feliz na matéria do cavalo (médium)?

— Sei que não é minha. Quero uma só pra mim.

— Esta gostando do contato?

— Só farto bebida e comida.

— Olha suas garras.

— Não pode ser! O que aconteceu?

— O cavalo tá dissolvendo suas algemas.

— Pra sempre?

— Pra sempre!

— Quanto vai me custar?

— Nada. É serviço de Pai Oxalá. É de graça. Pedido do veio Bezerra de Menezes. Se voltar pro inferno, elas crescem de novo. Se subir com Bezerra da luz, vai ser cuidado no hospital da sabedoria, onde reina os filhos de Gandhi.

— Filhos de Gandhi? Por que se interessaria por escórias como nós. Veja lá nas macas os amigos estropiados - e apontou para a sala ao lado.

— Nada retira do ser humano a condição de Filho do Altíssimo.

Dita essa frase, o espírito comunicante silenciou, enquanto o Exu Marabô fazia alguns rituais em cima do corpo do médium. Instantaneamente, o médium convulsionou-se. Quatro auxiliares no plano físico continham o medianeiro a duras penas. Não sendo o suficiente, mais três se aproximaram. Olhando de cá, não se sabia mais quem era o médium e quem era o desencarnado. Uma gosma saía pelas narinas e pela boca. Espasmos e taquicardia intensa eram
aferidos por médicos atentos que monitoravam o médium e a entidade. O fenômeno era totalmente supervisionado. As unhas da mão e dos pés do comunicante sangravam. As garras foram arrancadas até a raiz. Dores intensas e muita confusão mental assinalavam seu estado geral. Sedativos potentes foram aplicados no corpo espiritual do médium, diluindo no corpo do assistido.

Repentinamente uma calmaria. Cessaram as convulsões. Na medida em que o médium recobrava os sentidos, a entidade os perdia. Ajudado por integrantes do Centro Umbandista, o médium levantou-se vagarosamente e foi colocado em um pequeno colchão para refazimento. Em nosso plano, padioleiros disciplinados repetiram o procedimento com todos os outros cinco doentes de
uma só vez em cinco médiuns distintos que, ao mesmo tempo, receberam os demais prisioneiros dos vales sombrios. Após os serviços de higiene e primeiros socorros, ainda na enfermaria do Centro Umbandista, Clarisse convidou-me para o primeiro contato com aquela criatura. Cornélius que se encontrava entre nós durante todo o trajeto, desde a saída do hospital, foi o
responsável pelo diálogo.

— Como está agora meu filho? Agora já consegue falar como um
humano, filho do Pai.

— Filho? - mesmo sedada a entidade dava mostras de inteligência. - Não sou seu filho. Sou um carrasco.

— Ainda assim, filho de Deus e nosso irmão.

— Que ladainha é essa? Quem é você?

— Sou Cornélius, não se lembra?

— O mergulhador do lago de enxofre?

— Isso mesmo.

— Então foi você quem nos tirou daquela lama fétida!

— Em nome de Jesus Cristo e doutor Bezerra.

— Agora veio cobrar o preço pelo trabalho que não paguei. Quantoo tal Bezerra quer?

— De jeito algum. Trabalhamos por amor.

— E quer que eu acredite nisso!

— Não! De você só quero uma coisa.

— Sabia que viria algo em troca. Nada nesse mundo é de graça!

— Quero que fique bem e restaure sua paz.

— Acredita mesmo que um dia vou conseguir isso? O Exu lá na matéria falou de um hospital. É a casa do Barsanulfo?

— Sim, é lá mesmo.

— Muitos amigos da lama querem se tratar lá. Não sabemos como chegar. Você, por acaso, vai me dar o endereço?

— Vamos te levar lá, apenas isso! Nosso intuito é te livrar dessa escravatura e, igualmente, àqueles que você, sem querer, prejudica.

— A quem prejudicamos?

— Em especial, nosso irmão H.

— Ah! Então é isso! A preocupação de vocês é com o doutor H., aquele magnata do Espiritismo!

— Com ele, mas com você também.

— Acha mesmo que os mandantes vão parar? A gente sai e eles arrumam novos capatazes. O doutor H. é um devedor. Fez parte das fileiras...

— Nosso irmão, como qualquer um de nós é um batalhador em busca de remição. A perseguição a ele infligida ocasionou consequências mentais e emocionais graves.

— Ele merece. É um orgulhoso de carteirinha. E, de mais a mais você sabe de onde ele veio.

— Qual de nós, meu filho, não tem histórias e dramas com o inferno?

— Creio que o melhor é aceitarmos que a Terra é do demônio. Assim todos serão felizes.

— Assim todos serão iludidos até se atolarem na maldade como meio de justiça.

— Pois é... E como ser diferente? Quem olha por quem, não é mesmo?! Tudo é interesse. Egoísmo.

— Nós estamos aqui olhando por você. Nosso interesse é você, seu bem-estar.

— E logo vão me apresentar uma farta conta, não é mesmo? Só de injeção devo ter tomado umas dez! Qual será o preço disso?

— Não queremos nada. O tempo e a sua recuperação serão as melhores respostas para sua ironia em nos intimidar. Por agora quero que descanse. Amanhã você já acordará no Hospital Esperança.

— Acha mesmo que mereço ir a esse paraíso?

— Lá não é um paraíso, meu filho. Ao contrário, é lugar de almas arrependidas. Um purgatório de culpas e dores acerbas. Não fossem as expressões do amor que lá vigoram, seria algo muito similar ao lugar de onde você veio.

— Amor? E você ainda acredita nessa mentira? Amor é uma velha estratégia de poder. Diga-se de passagem, cada dia mais fraca e sem alcance. O tal Eurípedes e Jesus podem desistir desse método de convencimento. A Terra está perdida! A entidade ainda fez uma fisionomia de deboche, mas não conseguiu reagir aos sedativos. Adormeceu. Ouviam-se ainda os cantos no Centro Umbandista. Desta vez dirigidos a Oxumaré e Oxalá para acalmar o ambiente. Passavam de duas horas da madrugada. Impressionou-me o vigor dos médiuns umbandistas.

Ao voltar para seus lares, brincavam como crianças sem nenhuma menção ao labor ora realizado. Desprendidos da doação e com extremo bom humor. Ovídio e sua esposa levavam em seu automóvel as senhoras mais idosas. Os mais jovens seguiam a pé pelos matagais em direção às zonas rurais de Uberaba. Todos assistidos por nobres entidades do amor e do bem em nome de Bezerra de Menezes. Heróis anônimos de um tempo de coragem e pura espontaneidade. Por nossa vez, seguíamos para o hospital, pois a atividade ainda era intensa...

Fonte: Os Dragões - Maria Modesto Cravo - Wanderley Oliveira - Editora Dufaux