segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Voz da Liberdade


As Velhas Vozes

E vocês não são burros. Não existe burrice alguma. Vocês estão no meio de experiências. Vocês estão começando a entender que podem escolher as experiências – como querem tê-las, como querem se tornar iluminados. Será que vocês querem fazer do jeito difícil como os velhos Mestres ou do jeito fácil?

Não, porque humano esperto ou inteligente é o mesmo que humano tentando aperfeiçoar sua condição de humano, e isso não pode acontecer nunca, jamais, jamais. Vocês realmente não podem. Vocês tentam ser espertos, vejam bem, se intelectualizarem para a iluminação, ou estudar o caminho para a iluminação –vocês não podem. Todos os Mestres aprenderam, e vocês também podem aprender, que é preciso deixar ir tudo. Todos os ensinamentos, todas as crenças, todo o makyo, tudo – vocês deixam ir. Vocês simplificam, vocês deixam de ser espertos e, de repente, vão dizer: “Oh, estou iluminado.” A esperteza, o aperfeiçoamento, o entendimento das coisas, vocês nunca terão! Então, desistam de tentar e deem a si mesmos um monte de liberdade.

Não foram vocês. Entendam, foi essa coisa esdrúxula que realmente não era vocês, mas que estabeleceu uma dinâmica esdrúxula falando ao pé do seu ouvido. Todas essas dinâmicas esdrúxulas falando ao pé do seu ouvido são gravações que se repetem indefinidamente. Vocês têm velhas vozes – um monte de velhas vozes. Elas estão programadas bem lá dentro, graças à consciência de massa – programadas bem aí dentro. Estão programadas lá no fundo dos seus aspectos, de suas vidas passadas, que realmente não são vocês. Estão, de fato, programadas já no amanhã. Já têm seus tentáculos – fiiiuuu! – no amanhã, essas programações. Todas as vozes já estão lá, esperando vocês se levantarem amanhã pra que possam começar a tagarelar novamente. O único descanso que vocês têm, muito de vez em quando, encontra-se no estado de sonho – de vez em quando –, mas vocês não se lembram disso. Vocês não se lembram que foram até essas dimensões incríveis onde estão livres dessas vozes, porque as vozes tomam conta antes mesmo de vocês voltarem de lá.

Ah, é... vejam bem, é uma das coisas mais tristes, quando observo vocês. Vocês vão até lá. Algumas noites, vocês entram nas esferas realmente altas. É incrível. E é quando vocês realmente, realmente, se expressam como Vocês. E, então, quando estão voltando, como se estivessem no ônibus espacial, fazendo a reentrada na Terra, vocês dizem pra si mesmos: “Eu vou me lembrar. Eu vou me lembrar. Eu vou me lemb... O que era pra eu lembrar mesmo?” E ouvem todas aquelas vozes: “Deh, de deh, de deh, de da! Nada aconteceu enquanto você estava lá fora. Deh, de deh, de dah. Concentre-se. Você tem que trabalhar hoje. Você é burro. Você é pecador, seu cretino egoísta. E está separado! Está separado de Deus! Você tem que voltar!” As vozes começam a falar: “Blá, blá-blá, blá-blá, blá-blá.” É verdade.

Parem um instante. Prestem atenção. Só escutem. Não tentem bloquear. Prestem atenção. Escutem essas vozes, de onde elas vêm, de quem elas são.

Elas não pertencem a vocês. De verdade. Ah, às vezes, vocês gostam de achar que elas pertencem, porque vocês são pecadores, mas não pertencem a vocês. Estão programadas aí dentro. Elas estão lá, e ficam se repetindo. E, entendam, elas provocam essa terrível coisa chamada dúvida que põe a energia de vocês lá embaixo, impede que vocês tenham inspirações, faz com que fiquem só desejando as coisas. E as coisas não acontecem, e vocês ficam realmente deprimidos, e depois isso afeta o corpo de vocês e ah, dah, da-da...

A Nova Voz da Liberdade

Nós vamos mudar isso. Há uma nova voz. Ela já está aí. Já está. Vocês não têm que comprá-la. Não têm que ler nenhum livro especial nem escutar nenhum programa especial. Ela já está aí. Sempre esteve, só que vocês não a ouviam. E é uma voz mais silenciosa, porque é mais real. É mais vocês. É uma voz equilibrada, uma voz que fala a verdade, que não fica discursando sobre aqueles itens que citamos. Nem essas outras coisas. É uma voz que está esperando por um espaço seguro e um momento de tranquilidade. É a nova voz da liberdade.

A nova voz da liberdade. Prestem atenção a ela por um instante. Não é parecida com nenhuma das velhas vozes.

Prestem atenção a ela por um instante. Talvez nem ouçam palavras, porque ela é realmente um sentimento. É uma ressonância.

Lembram-se de quando fizeram o DreamWalk noutro dia, o que fizeram? Nós não falamos. Nós irradiamos, iluminamos, inspiramos. Mas não dissemos uma palavra.

Então, escutem por um instante. Respirem bem fundo. É a nova voz da liberdade.

Está no seu estômago. Está nos seus braços. Está nos seus pés. Está no seu coração. Não está, de fato, na sua cabeça.

A nova voz da liberdade não vem de outra pessoa. Não vem de mim. Nem do Espírito.

É essa voz, essa ressonância, que tem estado aí o tempo inteiro. De vez em quando, vocês têm um vislumbre dela, mas, então, depois de alguns segundos, minutos ou dias, vocês são puxados novamente para a consciência de massa, para ontem e hoje.

Elas não deixam vocês saírem do hoje. Elas não deixam vocês correrem atrás de seus sonhos essas outras vozes, as velhas vozes. Mas esta nova voz da liberdade... ela nem chega a ser nova... É a voz da liberdade.

Total liberdade.

O que fazer? Falamos de um novo amanhã, falamos do que os sonhos podem se tornar, falamos de liberdade. O interessante é que não é pra fazer nada, realmente nada, exceto continuar respirando e permitindo, permitindo.

Porque, se vocês acordarem amanhã dizendo “Ah, tenho que tornar o hoje diferente de ontem. É melhor eu começar o dia com meu eu humano, minha mente humana, e é melhor eu tomar iogurte em vez de aveia”... como se isso fosse libertar vocês?... [Algumas risadas] “É melhor subir as escadas de costas pra enganar o Espírito”... ah, e sua alma, não vai funcionar. E, se tentarem – como se diz? – forçar sua saída das velhas prisões, das velhas dinâmicas, esse mecanismo, na verdade, pode trabalhar contra vocês. “Vou mandar embora aquela pessoa, porque quero ficar livre. Então, vou dizer a ela o que se passa na minha mente.” Isso não é liberdade. Isso é ser agressivo.

Liberdade, soberania – eu uso estas palavras como sinônimos – é um estado de consciência. O que acontece é que, quando vocês respiram e escolhem isso, quando vocês prestam atenção a essa voz silenciosa, então isso muda toda a sua dinâmica energética. Na verdade, vocês não precisam fazer nada. Vocês ficam lá, no meio da tempestade, e tudo acontece. É a aceitação. É o perdão. É sentir essa nova voz da liberdade. Vocês, de fato, não têm que fazer nada. Essa é a parte incrível. Vocês não têm que provocar a mudança num nível humano linear, de dualidade.

Assim como no nosso DreamWalk noutro dia, vocês estão no seu próprio DreamWalk do seu próprio amanhã. Vocês apenas ficam na sua presença. De repente, tudo se alinha com vocês para a liberdade. Significa que algumas pessoas podem sair da sua vida, outras podem entrar nela. Significa que alguns velhos sistemas de crenças, alguns velhos trabalhos, o que for, se movimentam, vocês não.

Lembrem-se de que, um tempo atrás, Tobias contou uma de suas longas histórias sobre isso ser como andar de bicicleta. Quando vocês pensam em andar de bicicleta, vocês pensam em pedalar, se movimentar e em como vão agir. Não na bicicleta da Nova Energia. Nela, vocês ficam parados. Vocês não se movem. Todo o restante, sim. A paisagem, a realidade, se transforma e muda, e tudo que vocês têm que fazer é o que fizemos no DreamWalk noutro dia – estar em sua presença com compaixão. Só isso. Estar em sua presença com compaixão. Sem lutar, sem tentar fazer planos para com relação a isso.

Respirem fundo... Sintam a liberdade, a soberania. Vocês não têm que fazer nada. Tudo acontece.

Depois, vocês ficam com um grande sorriso no rosto, quando alguém pergunta: “Como você fez isso? Não, é sério. Digo, foi incrível. Foi quântico. Como você fez isso? Que livros você estudou? Que grande Mestre você seguiu?” [Risadas] E vocês dizem: “Nada disso. Tudo que eu fiz foi respirar fundo e dizer ‘Tudo está bem em toda a criação’.”

Saint Germain – Novembro 2012

 

domingo, 11 de novembro de 2012

Tarô Dourado de Botticelli

Lindo trabalho do autor, Atanas Alexandrov Atanassov. Feito todo a partir das obras de Sandro Botticelli, este Tarô é riquissimo em cores e detalhes. Editado pela editora Madras, que é muito boa em vender seus livros, o livro que acompanha este baralho é uma porcaria, não explica nada que preste a repeito do Tarô. Para estudos sérios, continuo recomendando os livros de Nei Naiff. Caso você queira comprar este baralho, tenha em mente que é a única coisa que você vai aproveitar dele são as cartas mesmo. Pelo trabalho visual, vale a pena, pelo livro, esqueça.

domingo, 4 de novembro de 2012

Liberdade - Saint Germain


Estamos falando de liberdade. Estamos nos divertindo, talvez de um jeito bobo, às vezes, mas é realmente pra fazer as energias se movimentarem.

É muito importante rirmos de nós mesmos, não nos levarmos tão a sério. Gargalhar um pouco é bom. Liberdade é um tema muito pesado, de fato, porque há uma relutância em se trabalhar com isso no momento. Todas as desculpas do mundo para não se ter liberdade.

É cada razão pra fingir que não se sabe o que é liberdade que... E outra coisa é que, às vezes, vocês dizem a si mesmos que são livres, mas não são. Realmente não conheço nenhum humano no momento que seja livre de verdade. Vamos agora apenas sentir essa coisa que vai ser uma parte muito importante da sua vida nos próximos meses.

Reiterando... nos próximos meses – não há uma data certa, mas nos próximos meses – tudo que surgir em sua vida, cada experiência, tudo que acontecer vai estar relacionado à liberdade. Vai ter a ver com liberdade. As energias vão levar vocês a tratarem de liberdade e vão surgir bem diante do seu nariz, e pode ser a coisa mais divertida, fácil, realizadora e recompensadora que já fizeram, ou a mais difícil. Não, vocês não querem isso. Não. Vocês dizem. Vocês dizem, mas vamos colocar as cartas na mesa aqui, ou seja, sem makyo.

Vocês dizem que não, mas olhem o que estão criando. Olhem o que vocês estão criando. Vocês estão fazendo um trabalho maravilhoso, de um modo geral, mas ainda há essa hesitação, essa interrupção. Ainda há esse sentimento e essa atitude de “não sei que estou conseguindo”. Ainda há uma espera de que algo que vem de fora de vocês aconteça pra que possam reagir em vez de criarem isso vocês mesmos. Isso é a verdadeira liberdade, quando vocês criam a coisa. Quando tudo que acontecer a vocês, de agora em diante, vocês entenderem, saberem que estão criando. Que vem de vocês. Vocês não ficam questionando a coisa, não ficam falando palavras bonitas, mas sim: “Ah! Essa é a beleza das minhas criações.”

Agora, uma criação não é algo que vocês tenham que construir na mente. Uma criação não é algo que vocês tenham que planejar. Vocês realmente não podem planejar a criação. Planejar é uma coisa mental muito humana – muito humana. A criação vem ao se permitir o livre fluxo de energias, sem dizer “se”, “e” nem “mas”. Mas o que acontece – embora isso soe muito bem, embora vocês venham trabalhando com isso há muitas e muitas existências... o que acontece com frequência é que vocês dizem muitas vezes “se”, “e” ou “mas”, ou pior ainda – vamos acrescentar mais uma coisa à lista do que vocês dizem – “eu não sei”. Esta, então, é provavelmente mais perigosa ou mais dolorosa do que as outras coisas. Essa coisa de liberdade... não existe esse negócio de “se”, “e” nem “mas”. Ou é ou não é. Simples assim. Vamos respirar fundo e sentir a liberdade. Falamos sobre ela. Usamos palavras, mas vamos agora senti-la.

Saint Germain - Canalização Outubro 2012