sábado, 24 de março de 2012

Elis & Rita - Por que não?

No dia em que Elis se foi, um nó na garganta de muita gente se fez. Era a voz de um país que se apagava.

Naquela manhã de 19 de janeiro, Porto Alegre e o resto do Brasil ouvia no seu café da manhã uma notícia que era impossível de digerir junto com o leite e o pão. Revoltados, alguns fãs mais exaltados, saíram pelas ruas do Centro de Porto Alegre e de bairros próximos, com baldes de tintas pixando os muros de nossa cidade com a frase "ELIS VIVE". Afinal, era ditadura militar e bem que poderia ser uma grande mentira por parte dos militares, um grande engodo.

Contra esta possível mentira, a morte da Elis, as pessoas estavam colocando uma frase de vida pela cidade, uma frase de afago para aquela que era sua filha mais querida. Mas não era mentira. Que dor!

Também havia certo arrependimento na alma de muitos porto-alegrenses, pois em setembro de 1981, quando Elis fez seu último show na capital gaúcha, no estádio do Beira-Rio, apenas 5 mil pessoas foram assisti-la. E neste estádio cabem em torno de 60 mil pessoas! Foram os últimos 5 mil gaúchos que puderem ver Elis cantando e se embalando cheia de vida, ficou um remorso por parte do resto da população que não foi vê-la. Quando viva não curtiam muito a música dela, por ser experimental demais para a época (ela era um gênio, hoje sabemos), depois de morta, ficaram dizendo à beira do caixão “e agora, quem vai cantar pra gente?”. É por isso que temos de valorizar a todos quando estão vivos.

É por isso também que neste show de hoje, em que sua filha Maria Rita vem cantar, ela vem também, sem saber, “resgatar” esta energia perdida no tempo, será um show em que uma antiga energia será liberada, um grito será ouvido, um nó na garganta será desfeito. Sim, e como muitos clarividentes já tem testemunhado, Elis estará ao lado de sua filha, e junto com ela estará cantando mais uma vez para os filhos de Porto Alegre e todos seremos abençoados. Aqueles que tiverem olhos de ver que vejam, os outros que cantem, mas cantem bem alto, pois será um grito de vida que será emitido depois de 30 anos de silêncio.

Esta é a nossa chance de libertação.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Canalização Março - Saint Germain

A morte, como eu já disse, é uma coisa muito natural. É uma coisa boa. Vocês a planejaram. Vocês meio que a implementaram. Por quê? Do contrário, ficariam presos neste lugar, e há muito mais coisa pra se fazer. Muito mais coisa pra se ver. Muito mais pra se criar.

Então, vocês vieram pra cá e disseram: “É melhor termos uma estratégia de saída.” Como fazem os bons empreendedores: “Melhor ter uma estratégia de saída. Qual será? Um término! Deixar o corpo físico.” Coisa fácil de se fazer. É uma coisa triste no momento, porém.

Bom, morte. A morte é... é muito ruim do jeito que está ocorrendo agora. A esperança é que vocês ajudem a mudar isso, a consciência em torno da morte. As pessoas ficam doentes ou, no momento, estão se desvinculando da mente, mas não estão no estado consciente do ser. Vocês podem se desvincular da mente. Vocês podem ir além da mente e ter consciência do que está lá adiante enquanto têm consciência do que acontece aqui.

Então, está levando sete, dez anos pras pessoas morrerem. E não digo isso sem compaixão, mas é um tempo longo demais pra depositar essa carga em cima de outras pessoas, em si mesmos e na sua alma. Há, de fato, muito pouco a ser aprendido nesse processo, e é doloroso e degradante. Meu Deus, vocês querem que alguém fique limpando, alimentando vocês antes de partirem? Não, acho que não. Acho que não.

Assim, trata-se da morte com dignidade, da morte pelo aprendizado de como sair quando estiverem prontos. Não quando tiverem com um monte de lixo emocional e quiserem, simplesmente, se livrar do planeta. Quando estiverem realmente prontos pra partir. E, mais cedo ou mais tarde, vocês vão estar, quer ascendam ou não nesta existência. Vocês podem decidir permanecer aqui por 200 anos antes de ir. Quinhentos anos. É muito tempo. É muito tempo.
Mas, queridos Shaumbra, a razão pela qual eu falo sobre morte é que existe uma grande nuvem da morte em torno da Terra no momento. Está em volta da Terra toda. É uma questão na consciência de massa. Provavelmente, a questão mais preponderante na consciência de massa. Vejam a consciência de massa como essa grande nuvem escura, densa e feia, ao redor da Terra. A morte é, talvez, a energia mais preponderante aí neste momento. Por quê?

Medo. Muitos países do mundo têm vasta população de idosos. Está-se começando a pensar mais na morte do que se pensava no passado. Medo, visões de fim de mundo... E o que também está acontecendo é que muitos seres que foram enterrados no solo... Não gosto de enterros, por falar nisso. Fuu! Hum. Queimem, cremem, pulverizem, deixem ir. Porque não tenho interesse em crematórios. Vocês enterram as pessoas no chão e grande parte da energia delas permanece lá. É mais difícil pra elas encarnar, embora encarnem, mas isso cria um conflito danado. É mais difícil para a Terra, que vocês estão agora herdando de Gaia, trabalhar e lidar com todas as energias. É uma verdadeira lixeira ambiental, é uma verdadeira poluição – poluição energética – quando se têm todos esses corpos enterrados no solo. Mas eles estão saindo de lá agora, muitos deles.

Então, há toda uma consciência em torno da morte associada a isso, além do medo – as guerras, o terrorismo, tudo mais ocorrendo, as pessoas temendo a fome, temendo as condições climáticas, com uma certa razão. Tudo isso está acontecendo. Então, há um grande enfoque aqui. Eu diria que, nos próximos 12, 18 meses, olhando pelo tubo da consciência de massa, vai haver muito – mais que o normal – interesse na morte. O que isso significa? Bem, significa que Hollywood vai se envolver; fará mais filmes sobre morte, mais filmes sobre a vida após a morte.

Estou ajudando a escrever um roteiro sobre um deles bem agora. Não posso divulgar o nome, porque ainda não decidimos, mas estamos fazendo um filme sobre morte, sobre as outras esferas, as esferas Próximas da Terra. Sim.

Assim, a morte vai ser uma grande questão. Terá muito foco sobre ela. E, é claro, muitos charlatões vão se aproveitar ainda mais disso. Mais assombrações e espíritos vão ficar em volta ainda mais, e vocês vão senti-los.

Tem muita atividade relacionada à morte acontecendo neste momento e muitos de vocês estão sentindo. A morte vai estar presente nos sonhos de vocês. Está presente, e assusta vocês demais, às vezes, porque, daí, vocês começam a pensar na própria morte. Os sonhos não tratam disso. Isso não tem a ver com vocês. Não tem a ver com a morte de vocês. Vocês só estão sentindo essa energia da morte, e ela virá até vocês nos sonhos. E vocês sabem o que fazer quando ela vem até vocês nos sonhos? Vocês riem dela!

Vejam, a morte é um assunto interessante. Todo mundo tem medo dela. Quantas pessoas fazem workshops da morte, realmente? Não muitas. É. Alguns poucos malucos, mas ninguém realmente gosta de falar sobre ela. Ninguém realmente gosta de entrar nesse assunto. É uma coisa linda. Realmente é.
Quando vocês chegam do outro lado, é uma coisa linda. Do ponto de vista humano, é realmente uma droga. Há muita informação errônea, ou falta de informação, ou informações apocalípticas, ou culpa associada a ela. Quando vocês conseguem se livrar – quando vocês, queridos Shaumbra, se livram – do medo da morte, fazem um grande progresso pra tornar a vida digna de ser vivida. Realmente fazem.

Quando vocês se livram desse medo da morte, percebem que é moleza. Ela pode ser escolhida. Vocês podem organizar as festividades do outro lado. Temos serviços de catering do outro lado à disposição, e vocês não têm que pagar nada! Vocês só escolhem o que querem, e eles estarão lá. Farão uma grande festa pra vocês. Ou deixarão vocês sozinhos, ou vocês podem só ficar sentados. Eu estarei lá. Sinceramente, estarei, com cada um de vocês. Estarei lá quando vocês chegarem lá. E estarei rindo bastante. Espero que vocês também, porque será muito estranho se não estiverem rindo...

Para ler a canalização de Saint Germain na íntegra, basta acessar http://www.novasenergias.net/circulocarmesim/textos/e2012_7.html

quinta-feira, 1 de março de 2012

Etteila e seu Livro de Thoth


Entre 1783 e 1787, cinco folhetos sobre o Tarô foram publicados em Amsterdã e Paris por Jean François Alliete, um cartomante que se autodenominava Etteilla (Alliete ao contrário). Este afirmava que o jogo de Tarô era o legendário Livro de Thoth, criado em 2170 a.C., um texto mágico que precedeu a civilização egípcia, cujas páginas continham o segredo da criação do mundo e o destino da humanidade.


Segundo Etteilla, as figuras do Tarô foram completamente distorcidas com o passar dos milênios, por isso, queria restaurá-las para o aspecto original, criando o baralho Livre de Thot, ou Le grand jeu dês 78 tarots égyptiens (Livro de Thoth, ou o grande jogo de 78 cartas de Tarô egípcias). Pouquíssimas cartas dessa obra restam hoje em uma coleção particular. Em 1804, no entanto, Melchior Montmignon D’Odoucet, um aluno de Etteilla, imprimiu novamente uma versão completa, à qual ele deu o nome de Le Grande Etteilla.


O Livro de Thoth – Tarô de Etteilla consiste de 78 cartas, também chamadas de Lâminas ou Arcanos, cada uma delas tem múltiplos atributos informados nas páginas do livro. As figuras são divididas em três grupos, e cada um deles possui um significado genérico: as 22 Lâminas Superiores expressam a natureza da situação do consulente; as 16 Lâminas Medianas representam as pessoas envolvidas naquela situação; e as 40 Lâminas Inferiores simbolizam uma ideia, uma ação ou um sentimento que está nas origens da situação.