quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Canalização Saint Germain - Dezembro

Nesse processo inteiro de limpeza, é preciso entender que vocês entram nesta condição humana – pelo design, é claro, mas daí vocês se esquecem de que foram vocês que fizeram esse design, esse projeto –, vocês entram nesta condição humana e chegam num ponto em que fica muito difícil, e é hora de acontecer uma liberação, que pode-se chamar de limpeza. É se desligar da identidade, o que parece a morte. Parece a escuridão mais escura, mas de fato não é. É uma ilusão. É a maior das bênçãos e dádivas que vocês podem se dar, se liberarem das energias presas de uma identidade que serviu a vocês até então, pois existe algo ainda maior, criado por vocês, os designers; vocês, os designers da sua vida.

Assim, vocês estão nesse processo de liberação. Ou talvez não seja realmente uma liberação. Talvez seja, de fato, uma aceitação. Não é a mesma coisa? A total aceitação não é uma liberação do que vocês achavam que deveria ser o design, uma liberação da vida que esse design meio que assumiu por conta própria, e agora vocês trazem esse design de volta?

Vocês foram brilhantes em colocar esse véu que os mantém totalmente afastados da lembrança, mas o véu é uma ilusão. É tênue, muito tênue. Como Aandrah diz: “Está a meia respiração de distância.” Mas será que vocês estão dispostos a dar essa meia respirada? Será que estão dispostos a realmente ter ousadia e coragem? Porque tudo mudará quando tiverem.

A identidade não deixará de existir. Ela simplesmente assumirá uma âncora de realidade diferente em sua vida, em seu design. Vamos falar de âncoras de realidade hoje.

É preciso ser rápido! Tem que saber quando estão tirando uma foto sua. Nunca se sabe quando vão tirar “aquela” foto. Nada pior do que uma foto ruim no Facebook. [Risadas] Devia ser proibido, devia ser ilegal. Não sei. Já vi cada... não de vocês. As de vocês são adoráveis.

Os Mestres Ascensos, em sua maioria, os 9.000 mais ou menos que ascenderam, têm a iluminação e, em questão de dias, talvez semanas, talvez um ano ou dois, deixam o corpo físico. É muito difícil permanecer neste ambiente denso. Com a iluminação, é muito difícil suportar a consciência de massa, é muito difícil ficar nesta massa sólida – o corpo dói; é muito difícil pra consciência – e muitos Mestres Ascensos sentiram que estavam sendo sugados novamente pra longe da iluminação, mesmo que isso não fosse acontecer, mas é como se houvesse um efeito de falso afogamento. Vocês sentem que vai acontecer.

Daí, muitos partiram. Não Kuthumi. Ele andou pela Terra por muitos e muitos anos após sua iluminação. E ele contou a história do que ele fez em seguida.

Então, ele disse: “É muito simples.” Destilem isso pra chegarem na essência. Ele disse: “É tão simples, pra qualquer um de vocês, como dizer: ‘Sim, sou iluminado.’ Não ‘eu quero ser um iluminado’, não ‘eu vou ser um iluminado’, não ‘Algum dia, talvez... preciso estudar pra isso.’ ‘Eu sou iluminado.’” É isso. É isso. Vocês podem largar tudo agora – “Eu sou iluminado” – porque no momento em que dizem isso, isso começa a acontecer. No momento em que sentem isso, isso começa a atrair essas energias. De repente, quando sentem – “Sim, Eu Sou iluminado” –, vocês começam a acreditar nisso. Vocês começam a viver isso. Todo mundo também acredita. Vocês vão pela rua dizendo pras pessoas. “Edith, é, eu sou iluminado.” Mas vocês dizem isso com aquela voz – “É, eu sou iluminado” – meio indiferente... “É, eu sou iluminado.” Como se deixassem implícito: “Você não é?” E eles acreditam, Edith. Acreditam e, de repente, ficam impressionados e querem saber: “Como você fez isso?” E você respira fundo...

Esta vida não é apenas uma extensão de suas vidas passadas, não é apenas outra progressão de suas vidas passadas. Não é. Eu disse em Frankfurt, e alguns realmente se ofenderam com isso... Eu disse: “Suas vidas passadas não são vocês.” Não são. Não são mesmo. Esqueçam isso. Nenhuma delas é importante. Metade delas é fabricada; metade é puro makyo. Realmente é. A outra metade vocês acabam relacionando às energias arquetípicas de Yeshua ou Moisés ou Cleópatra ou Maria Madalena ou seja lá quem for.

Elas são reais, mas não são reais. Em outras palavras, elas são uma parte ativa desta experiência toda que vocês estão tendo, mas há essa coisa que o humano – o humano limitado – faz. Ele diz “Eu fui Maria Madalena” pra tentar incutir algum valor a si mesmo, eu acho. Bem, sim, vocês foram parte de Maria Madalena, uma pequena parte em conjunto com muitos outros, mas vocês não foram Maria Madalena. Vocês não são Maria Madalena.

Vocês não são as suas vidas passadas. Elas são primas da sua alma. Vocês têm irmãos, irmãs ou primos, mas eles não são vocês. E, quanto mais cedo vocês se livrarem disso, mais cedo vão se libertar, se desoprimir, se desvencilhar dessa porcaria. Algumas ainda estão por aí, essas vidas passadas, traumatizadas, ativas, buscando uma nova moradia, procurando uma nova casa – vocês. Ainda estão... Não se libertaram, e a alma, em seu brilhantismo, permite que elas façam isso. Vocês dizem: “É realmente uma burrice da alma. Por que a alma não as convoca, não faz com que voltem?” Bem, vocês não podem. Um criador não pode forçar que suas criações voltem. Vocês só podem pedir que voltem.

Então, fica esse monte de aspectos de vidas passadas por aí – traumatizados, apavorados, perambulando pela Terra, dando aqueles passeios noturnos –, mas não são vocês! Isso é que é incrível. Não são vocês. São uma outra expressão de sua alma, portanto, estão relacionados a vocês, mas tomem como exemplo isto: Vocês se sentem uma extensão de seus primos? Não! Vocês são totalmente diferentes. Vocês são únicos. Vocês são vocês.

A alma, vocês – vocês – perceberam que são Standards para todas essas outras vidas passadas, para todos os outros humanos, para si mesmos. Vocês são o ponto de integração de si mesmos. Vocês são o ponto de iluminação para si mesmos, não aquelas outras existências. Mesmo que tivessem sido um Buda – não teria acontecido naquela existência. ESTA é a existência, aqui, agora.

Vocês são o ponto de integração. Vocês são, como disse Tobias anos atrás, os chamados aprendizes da ascensão do eu, da alma, e, pra fazer isso, sua alma vem pra cá se juntar a vocês. Sua sabedoria chega. A sua sabedoria chega. É só isso. Não tem nenhum grande ser angélico esvoaçante. É a sabedoria de vocês que vem das outras esferas – e nem mesmo das outras esferas; é apenas um bloqueio imaginário – e é absorvida por seu Corpo de Consciência.


E aqui está uma dica. Os Mestres Ascensos estão voltando agora. E estão voltando no corpo físico, mas estão voltando diferentes. E se vocês pudessem voltar no corpo físico por opção – escolhendo os pais, a situação –, mas não por escolhas humanas estúpidas, não por escolhas do tipo “vou ganhar na loteria”. Isso é uma escolha estúpida. É a mais estúpida das escolhas que já ouvi de um humano. “Preciso ganhar na loteria.” Vocês vão perder a sua energia, a minha energia, querendo ganhar na loteria? Que estupidez. Me desculpem. Para aqueles que pararem no posto de gasolina voltando pra casa e... Me desculpem! É estupidez. Por quê? Vocês ficam desejando e esperando. Vocês estão na consciência de massa quando jogam na loteria.

As coisas vão mudar no ano que vem. Vão ficar mais intensas. Vão ficar mais caóticas. Vão ficar piores. Vão ficar... Vai ser um ano desafiador pra muitas pessoas que estão realmente empacadas – pessoas que estão empacadas – porque as energias que chegam em 2012 são energias de mudança. Essa previsão vem de longa data, que este é o ano da mudança.

Não se deixem pegar pelo drama, pelas manchetes, pela conspiração. Vocês vão ouvir mais conspirações do que nunca no ano que vem. Tudo vai ser conspiração. Meio que vai, mas é uma conspiração estúpida. E eu já disse, as pessoas no comando dos governos, sinto muito, mas elas não são brilhantes o suficiente pra realmente fazerem uma boa conspiração pra dominar o mundo. Primeiro, por que iriam querer? Por que iriam querer? O que se ganha quando se domina o mundo? Está tudo falido. Tem muita doença. Um monte de guerra, de pessoas famintas, de pessoas estúpidas. Tem muito disso por aí.

Tudo tem que vir à tona. 2012 vai ser o ano em que as coisas vão aparecer. Não é o fim do mundo, mas coisas vão aparecer. Elas estão sendo pressionadas e forçadas pra isso.

O amor foi inventado aqui, criado aqui e vivenciado aqui, bem aqui na Terra. O amor não veio de outro planeta. O amor não veio de Deus, sequer. Deus não sabia nada de amor até acontecer com vocês. Nada. Como o Espírito poderia conhecer isso? O Espírito conhecia a conexão com vocês, mas o Espírito não conhecia o que era amor. Agora conhece por causa de vocês, por causa do que vocês vivenciaram. E, quando vocês vivenciaram o amor, vocês sentiram aquele arrebatamento dentro de si e expandiram, momentaneamente, pras outras dimensões e, de volta ao Lar, vocês disseram “eu amo você, querido Deus”, como se dissessem pra si mesmos: “Eu me amo.” Deus sentiu isso, uma vez que nunca tinha sentido antes, que não sabia o que era amor, e ficou comovido e disse: “Eu também amo você. Agradeço por me mostrar o que é amor.”

O amor é uma das únicas substâncias de toda a criação que é indetectável. Não se pode analisá-lo, não se pode medi-lo, não se pode detectá-lo; só se pode vivenciá-lo.

Para acessar a canalização completa, basta entrar em http://www.novasenergias.net/circulocarmesim/textos/e2012_4.html

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

As Crianças Deveriam Estudar o Tarô

O Tarô deveria ser aprendido na vida o mais cedo possível, sendo um fulcro para a memória e um esquema para a mente. Deve ser estudado continuamente, como um exercício diário, pois é universalmente elástico e cresce proporcionalmente ao uso inteligente que dele se faz, tornando-se um método extremamente engenhoso e excelente para a apreciação da totalidade da existência.

Aleister - O Livro de Thoth

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Arcanos Maiores e Menores - Exemplo para os alunos

Este é um exemplo que dou de como usar os Arcanos Maiores com os Menores, assim, desejo ajudar a esclarecer as dúvidas que existem a este respeito. Caros, uma cliente me permitiu usar uma questão levantada para servir de exemplo para vocês. Sua pergunta era simples: “desejo abrir um loja de roupas, devo fazer isto no mês de janeiro?” Pergunta simples, resposta direta e simples utilizando o método Péladan. Aqui, vale lembrar, analisamos apenas os atributos materiais de cada Arcano Maior, sendo que foram usados Arcanos Menores também.

Casa 1 – Louco + Pajem de Ouros = para as questões materiais, o Louco representa precipitação, erro e o Pajem de Ouros nos fala da expectativa em realizar algo novo. Ou seja, a cliente talvez esteja deixando se levar pela impulsividade, desejando preencher sua vida com uma atividade o mais rápido possível e isto, talvez, atrapalhasse seu projeto que pode não estar bem elaborado no momento.

Casa 2 – Temperança = VI de Ouros = a Temperança na casa negativa do Péladan significa precipitação, desacordos, desuniões. E o VI de Ouros também fala de precipitação (!) e dívidas desnecessárias, ou seja: abrir sua loja em janeiro seria (nem preciso falar) precipitado demais, podendo até mesmo vir a gerar discussões com familiares ou empregados até mesmo ou dívidas desnecessárias em sua vida.

Casa 3 – Pendurado + Cavaleiro de Ouros = nos próximos meses (especialmente em janeiro que foi o mês questionado) haveria obstáculos e impossibilidades de realizar este projeto, irrealização até mesmo, de acordo com o Pendurado. Mesma que ela queira, talvez não consiga abrir a loja no mês desejado. Porém, o Cavaleiro de Ouros nos fala de perseverança, ou seja, não desistir do projeto, apenas adiá-lo um pouco.

Casa 4 – Roda da Fortuna + II de Paus = o período perguntado, janeiro, será um mês de instabilidades em sua vida, mudanças e alterações, seguido de obstáculos transponíveis (II de paus). A pessoa deverá ponderar algumas questões antes de realizar seu projeto, ele deve ser adiado.

Casa 5 – Mago + VII de Espadas = o Mago nos fala que a consulente está com idéias claras a respeito do que deseja, e que vai empenhar-se (VII de espadas) para conquistar seu intento. Aqui fica a sugestão: planejar melhor suas idéias antes de por em prática seu desejo; ainda: deve esperar, pois janeiro não seria um bom mês para ela abrir sua loja.

Espero que este exemplo com todos os Arcanos tenha clareado um pouco as idéias das pessoas que tem dúvidas em como usar os dois conjuntos de cartas no método Péladan. 

E no link abaixo está o curso Online de Tarô que ministro.

https://www.buzzero.com/cursos-online-de-religiao-e-esoterismo/cursos-de-esoterismo/curso-online-taro-de-marselha---edicao-2011_10963?a=alberto-moraes

Abraços na Luz!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tarô: Oráculo ou Terapia?

Existe entre os tarólogos uma certa divergência quanto ao uso do Tarô. Alguns dizem que ele é um oráculo, servindo assim para fazer previsões do futuro. Alguns outros dizem que não, que não se deve utilizar o Tarô como oráculo, pois este uso estaria incorreto, tendo ele por finalidade apenas análises psicológicas ou do inconsciente.

Qual destas linhas de pensamento está correta? Qual delas é que devo seguir?

Para responder a isso, temos de ser capazes de analisar o Tarô de modo imparcial, será que conseguimos ser imparciais?

Quando o Tarô surgiu, ele não era usado nem de modo oracular nem de modo terapêutico. Quando ele surgiu era usado de modo profano, ou seja, em jogatinas nos salões europeus. Ainda, quando ele surgiu, as primeiras expressões de cartas que surgiram foram os Arcanos Menores. Uns 100 anos depois é que surgem os Arcanos Maiores de fonte totalmente diversa daquela que deu origem aos Menores, sendo, mais tarde, unificados e editados juntos até os dias de hoje. Este desprezo que pseudo-tarólogos de cursinhos de final de semana dão aos Arcanos Menores é um claro indício de não conhecerem a história e a estrutura de funcionamento do Tarô.

Este jogo de cartas passou a ser usado como um oráculo em meados dos anos de 1500, quando surge a primeira publicação (conhecida) referindo-se ao Tarô enquanto oráculo. Trata-se do livro “Le Sorti di Francesco Marcolini da Forli”, escrito por Francesco Marcolini, em Veneza, Itália. Reproduz apenas os naipes de ouros e ensina a jogar em forma trincada oracular, com 60 perguntas e 30 respostas.

A mais de 600 anos o Tarô vem sendo editado com as 78 cartas. Assim, deve haver algo de importante nos dois conjuntos. Se não fossem importantes todas estas 78 cartas, com certeza as 56 secundárias (Arcanos Menores) já teriam desaparecido, como aconteceu com outras imagens que faziam parte os primeiros baralhos. Mas eles chegaram até nós, todos juntos! Porém, os Arcanos Menores acabam sempre ficando em segundo plano. Isto por que alguns tarólogos mais intelectualizados acabaram criando certo preconceito com o modo de algumas pessoas usarem o Tarô (Arcanos Menores) para fazerem previsões. Acabaram referindo-se de modo pejorativo a este tipo de “cartomancia ou adivinhação”. E o que é a análise psicológica do seu cliente (que é sim um consulente) com o uso das 22 cartas principais senão cartomancia também? Pois você não sabe nada a respeito dele, tem de adivinhar e concluir... Assim, aos poucos, foram utilizando os 22 Arcamos Maiores do Tarô para fazer análises psicológicas e da alma do consulente e foram desprezando as 56 cartas restantes.

Porém, o Tarô é um oráculo e vai ser sempre. É assim que ele foi concebido para o mundo. No máximo, não sabemos a que ele se destina por que nenhum registro antigo definindo ele foi descoberto até hoje. Não sabemos até mesmo quem o criou, se foi uma ou mais pessoas, pois não há registros disso também, se existem, não foram encontrados até agora.

Ainda, é um oráculo que pode sim ser usado de modo esplendoroso pela Psicologia. O uso terapêutico dele é um uso extremamente moderno, porém válido, surgindo no final da década de 60 do século XX. A primeira pessoa que estudou o Tarô de Marselha a nível Psicológico foi Carl Gustav Jung. Nada deixou escrito a esse respeito, porém, alguns anos depois sua discípula, Sallie Nichols, lançou o maravilhoso “Jung e o Tarô” (editora Pensamento), onde as comparações arquetípicas da psique humana são profundas, nos dando a herança intelectual que seu professor deixou para ela.

Ainda, segundo Nei Naiff, a maior autoridade brasileira no estudo do Tarô,

“É ilusório pensar que os jogos com os Arcanos Maiores é somente uma orientação filosófica da vida, eximindo o tarólogo dessa situação menor de ‘adivinhar’, isto reflete muito mais um preconceito pessoal do que uma tônica social e esotérica. Creio ser estranho alguns astrólogos ou numerólogos não aceitarem a eficácia do Tarô e também vê-lo de uma forma jocosa, relegando-o a um fator apenas intuitivo e sem créditos; segundo dizem, eles se sentem mais à vontade sabendo que têm números relativos ao nome ou a astros e constelações fixadas na data do indivíduo, representando aspectos ‘palpáveis’ para a mente racional analisar. Mas a ‘mente racional’ de qualquer indivíduo cartesiano nunca aceitaria qualquer tipo de oráculo! Assim, para o simples fato de ler o Tarô (maior ou menor), consultar a astrologia, a numerologia e comentar o estado psíquico de alguém, orientar um casamento, uma profissão, uma tendência ou qualquer outra coisa que o consultor não conheça da vida pessoal do consulente, por si só já representa uma ‘adivinhação’, um ato mágico e misterioso baseado em análises simbólicas e perceptivas oriundas do conhecimento humano e quase divino.”

Assim, percebemos o Tarô como sendo um oráculo que pode ser usado sim para uso terapêutico e psicológico. Subtrair um destes aspectos do Tarô em detrimento de outro é pura alienação mental, é fazer um uso extremamente limitado das cartas.

Os tarólogos brasileiros devem respeitar o uso que cada um de seus colegas fazem das cartas, pois não sabemos qual é a trajetória de vida traçada para aquela alma, nem mesmo quais as missões que deve desempenhar junto deste oráculo. 

Arcanos Maiores, Arcanos Menores ou os Dois?

Mas ainda fica uma dúvida no ar. Deve-se usar todos os arcanos ou apenas os Maiores?

Nos países da Europa e nos EUA, todos os tarólogos usam as 78 cartas, apenas no Brasil criou-se a mania de usar apenas os maiores. Algumas editoras chegam até mesmo a editar livros que possuem apenas os 22 Arcanos Maiores. E por quê? Por dois motivos distintos: preguiça e falta de conhecimento da estrutura do Tarô.

Preguiça por que são 56 cartas para serem estudas, os Arcanos Menores. E é realmente muita carta, porém, mais simples de serem entendidas. Se hoje os estudantes acham que 56 é um grande número, o que dizer então dos Tarôs que existiam até os anos de 1700 que podiam ter até 160 (!) cartas? Quase 200... Eles iriam arrancar os cabelos. Mas são só 78. Vamos lá pessoal, vocês conseguem, basta dedicar-se e deixar a preguiça de lado!

O Arcano Maior é a tendência, a energia do que pode vir a se manifestar em sua vida. Já o Arcano Menor nos mostra que forma esta tendência vai tomar no nosso dia-a-dia prático. Assim, o Arcano Menor está mais próximo da realidade humana do que o Maior. No método Italiano de se usar as cartas, cada casa terá um Arcano Maior (tendência) e um Arcano Menor (manifestação prática da tendência). Este é o uso mais seguro que se pode fazer do jogo, sem perigo de ficarmos alienados e leituras tendenciosas demais.

Com o surgimento das várias sociedades secretas nos EUA no século XIX, surge também um modo “fast food” de se usar o Tarô, misturando-se todos os arcanos e tirando-os em comum para fazer a leitura. Este modo de utilizar das cartas é falho por que, assim, você está colocando o Arcano Maior e o Arcano Menor como tendo o mesmo peso oracular, ou seja, com a mesma importância e mesmo peso de significados – não tem! Se você, por exemplo, usa 3 cartas e sai um Arcano Maior e dois Arcanos Menores, o Arcano Maior acaba perdendo a validade no jogo, pois ele é só uma tendência muito nebulosa que ficará anulada diante da praticidade do Arcano Menor, levando à leitura única dos Arcanos Menores. Este método desestrutura totalmente o jogo, porém, como as pessoas não estudam e não se questionam, acabam usando qualquer um, o que acaba criando esta grande confusão que existe aí fora com relação às cartas. Depois, não sabem por que previsões ou análises acabam por não corresponderem à realidade do consulente.

Caros amigos, estudem. Estudar é o lema único para tornar-se um bom tarólogo. E, acima de tudo, sigam seu coração, pois ele é seu único Mestre!

Alberto de Moraes

sábado, 3 de dezembro de 2011

Palestra...

Agradeço a todas as pessoas que assistiram a minha palestra sobre a História do Tarô ontem à noite. Muito obrigado pelos comentário e pela assistência. Para vocês que lá estiveram, desejo um todas as benesses deste Às de Copas, muito amor e felicidade para a vida de todos!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Estudos do Tarô - arcano sem número - O Louco

"Eu Sou o Louco, mas de louco eu não tenho é nada! Faço parte desta engrenagem perfeita que você percorreu até agora. Eu estava em todas as lâminas, ao seu lado, segurando a sua mão, Eu Sou todas elas e todas elas são uma expressão de meu Eu Sou. Sua jornada chegou ao fim e agora vou acompanhá-lo ao mundo dos espíritos pela ponte do arco-íris para sua próxima aventura. Nosso lema? 'Eu Sou Livre para criar minha próxima experiência de vida!' Até o dia em que você vai voltar e vai dizer 'Eu Inicio' como já disse um dia."