quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Estudos do Tarô - XXI - O Mundo

XXI - O Mundo - "Eu Sou completo em mim mesmo, terminei minha jornada e estou pronto para a evolução de minha essência. Quem vai me seguir? Quem vai ficar? Eu Sou a manisfestação da Nova Energia."

terça-feira, 29 de novembro de 2011

LeNormand e as Cartas Ciganas


Mademoiselle Marie-Anne-Adelaïde LeNormand ou simplesmente Mlle. Lenormand foi uma cartomante francesa de grande renome, que também exercia, além de outras artes, a quiromancia.

Teve entre suas clientes Josefina de Beauharnais, esposa de Napoleão Bonaparte. Ela teria previsto, segundo a aura de magia que cerca seu nome, a ascensão e queda do imperador Napoleão, os segredos da imperatriz Josefina e o destino de muitos notáveis de seu tempo.

Lenormand nasceu em Alençon, na Normandia, segundo ela no dia 27 de maio de 1772, embora os documentos originais indiquem 16 de setembro de 1768. Perdeu seu pai quando tinha apenas um ano de idade e, a seguir, sua mãe, aos 5 anos. Foi enviada a um convento, de onde surgem os primeiros relatos de seus dons de clarividência.

Estabeleceu residência, em Paris, no turbulento período que se seguiu à Revolução Francesa e, nessa cidade, consolidou sua fama de adivinha, de leitora da sorte.

Em 1807, Mlle. Lenormand leu as mãos de Napoleão e descobriu sua intenção de se divorciar de Josefina. Para afastá-la de cena, ele a mandou à prisão, em 11 de dezembro de 1809, onde a vidente permaneceu durante doze dias, enquanto ele providenciava o divórcio. Esse fato foi o verdadeiro lançamento de sua carreira e ela se tornou a cartomante mais popular de sua época.

Ativa e desembaraçada, escreveu perto de trinta livros, que continuam inéditos até hoje.



As informações sobre elas são por vezes contraditórias. É tida como boa estimuladora de outras cartomantes, mais ou menos famosas. Por outro lado, alguns de seus detratores, entre os quais se encontram jornalistas contemporâneos, sustentam que sua lista de clientes eminentes era fruto da fantasia da "Sibila de Alençon" e que suas pretensas profecias eram sempre alardeadas após os fatos consumados...

Em 25 de junho de 1843, aos 74 anos de idade, foi enterrada em Paris, no cemitério Père Lachaise. Alguns críticos disseram que seu maior dom era a habilidade de amealhar riquezas. De fato, por ocasião de sua morte, deixou uma grande soma de dinheiro.


O Pequeno Lenormand

O baralho da "Sibila de Alençon" foi inicialmente publicado em 1828 e compreendia 52 cartas, as mesmas do baralho comum - Tarô. Esse conjunto foi redesenhado e reduzido a 36 cartas por volta de 1840, presumivelmente pela própria Mlle. Lenormand, à cargo da casa impressora Grimaud.

O conjunto menor, de 36 cartas, ficou conhecido como o Pequeno Lenormand. Esse "tarot", na verdade, consiste de uma utilização parcial de 9 cartas de cada um dos quatro naipes do baralho comum, num total de 36 cartas. Ela utiliza apenas o Ás e as cartas numeradas de 6 a 10 e, no caso das figuras, deixa o Cavaleiro de lado, como acontece, em alguns casos, com as cartas de jogar utilizadas na França nos últimos três séculos.

Como já acontecia com o baralho de Etteila, outro famoso cartomante francês, anterior a Mlle. Lenormand, são adicionadas gravuras diversas às cartas numeradas. Trata-se de um recurso que, para a cartomancia popular, facilita a atribuição de significados práticos às cartas. Tal medida, se por um lado dá maior proximidade ao leitor, por outro, delimita e reduz drasticamente sua amplitude simbólica.

A popularidade do baralho Lenormand, estimulou incontáveis cópias e imitações por toda Europa e, até hoje, é redesenhado. No Brasil, algumas variantes são anunciadas vulgarmente como "Tarô Cigano" ou “Baralho Cigano”, mas, como vimos, estas cartas não tem nenhuma ligação com os ciganos que nunca usaram cartas em suas predições durantes os séculos que antecederam a criação do baralho pela senhora Lenormand.


O Grande Lenormand

O baralho mais antigo com o nome de Mlle. Lenormand é o “La Sybille des Salons”, com 52 cartas, cada uma delas mostrando um personagem diferente.

A primeira edição, de 1828, destinada à cartomancia, tem cartas do tipo "a conversa”, "a viagem", "o casamento", num estilo que lembra as modernas histórias em quadrinho. Trata-se de um gênero de jogo popular bastante difundido na França, Inglaterra e Alemanha a partir dos anos 1700. O baralho de “A Sibila” foi logo redesenhado pelo célebre ilustrador Grandville, Gérard Jean Ignace Isidore, e publicada com mesmo título, por volta de 1840, pela impressora parisiense Grimaud. As 52 cartas desse jogo correspondem ao baralho comum, com 13 cartas para cada naipe. Como acontece com o “Pequeno Lenormand”, estão incluídas apenas três figuras – Valete, Rainha e Rei – sem o Cavaleiro do Tarô Clássico.

Adaptações e reinvenções

Os baralhos da Mlle. Lenormand têm sido imitados por inúmeras casas impressoras até os dias hoje. Uma dessas reinvenções adiciona elementos astro-mitológicos e numerológicos, que diferem sensivelmente das cartas originalmente desenhadas para a famosa cartomante francesa.

Algumas versões trazem 54 cartas, ou seja, duas a mais que as do baralho comum, para representarem a consulente feminina e o consulente masculino.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dica de Livro: Inteligência Quântica

 A ciência ainda vai descobrir a natureza das ondas que formam nossos corpos e nossos pensamentos, sendo capaz de descrever, com teorias bem estabelecidas e com um vocabulário padronizado, o que, por enquanto é constatação da experiência do nosso sentir. Por agora, o importante é saber que, conforme a nossa natureza pessoal e o nosso estado de ânimo, estabelecemos diferentes freqüências vibratórias para os nossos corpos, que podem ser modificados conforme a nossa intenção, que são modificadas pelos pensamentos e palavras de outras pessoas e que possuem grande influência em nossa saúde física, mental, emocional e espiritual.

Nós não conhecemos tudo no Universo. Existem mistérios que só serão revelados para as mentes que estiverem abertas para compreendê-los. Não há pessoas escolhidas para receberem esse privilégio; o que há são pessoas disponíveis e abertas para identificá-los. Por isso é preciso que estejamos abertos e preparados para o novo, para o inusitado, e inclusive para aquilo que, para os nossos conceitos pessoais, seja o mais absurdo possível, ou seja, para tudo o que não faz parte da nossa lógica.

É verdade que nossas células e nossos órgãos não são capazes de correr, escrever, etc. Mas, considerando que existem vários tipos de inteligência, devemos admitir que todas as células do corpo humano, sem exceção, são dotadas de um tipo de inteligência capaz de manter todo um complexo orgânico funcionando perfeitamente. Se alguma coisa não vai tão bem, o mais provável é que estejamos minando o funcionamento do corpo através de hábitos físicos, emocionais, mentais e até espirituais errados.

A maioria das doenças começa na primeira infância. Quando a criança é influenciada a fazer suposições erradas, instalam-se vazios em partes de seu campo energético. Isso faz com que sua Inteligência Quântica armazene, em seu campo, uma desorganização, uma falta, ou seja, a criança perde a oportunidade de estabelecer conceitos inconscientes benéficos ao seu desenvolvimento, reduzindo seus níveis de proteção e de capacidade de ação. Isso representa uma diminuição em sua expansão energética. Quanto menor a intensidade de seu campo, menor o aproveitamento das oportunidades que a vida apresenta. É o caso de uma criança que foi assustada com o velho do saco, ou com ratos, cobras, aranhas, sapos e outros animais que tanto pavor geram no inconsciente coletivo.

Quanto melhor aprendermos a viver, quando mais procurarmos nos descondicionar e nos permitirmos reprogramar a memória celular, quanto mais exercitarmos a arte de ser feliz, mais harmoniosas ser tornam nossas redes de energia, levando a curas fantásticas dor corpo físico.

Você pode aproveitar a vida para ter um salto de crescimento, ou pode crescer só um pouquinho, durante toda a existência. Você pode se realizar como pessoa, como profissional e expandir seu campo. Se decidir crescer bastante, terá resultados impressionantes. Desenvolverá talentos antes desconhecidos, compreenderá melhor a existência e será certamente mais feliz.

Há algo muito importante nos princípios de funcionamento do Universo: tudo, absolutamente tudo o que acontece conosco é dirigido ao nosso crescimento, à nossa evolução. Se você pensar assim, poderá até se entristecer, mas nunca vai se revoltar com a vida. Saberá, sem seu íntimo, que é para o seu desenvolvimento que as coisas acontecem. E certamente terá mais força para vencer adversidades.

Uns precisam ver pra crer; os que já evoluíram um pouquinho mais crêem para poderem ver. Mas os confiantes não precisam de nada disso, porque já trouxeram da essência de seus espíritos, através da expansão de suas consciências, a verdade da existência. É por isso que quem tem fé está muitos degraus acima na escada da evolução do espírito. Muitas de suas dúvidas já se dissiparam, e agora já podem identificar e sentir a manifestação de Deus.

Título: Inteligência Quântica
Autor: Jorge Menezes
Editora: Novo Ser Editora
Páginas:120
ISBN:9788563964045

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Estudos do Tarô - XX - O Julgamento



















XX - O Julgamento - "Eu Sou o Anjo do Senhor. Trago-vos a Boa Nova de um novo mundo, um mundo de justiça e amor. Despertem de suas vidas para a Nova Vida, agora vocês começam a viver, sob os auspícios de um novo tempo, onde o velho já não existe mais. Agora é o tempo da colheita e eu vos conduzirei para este novo tempo."

Dica de Livro: Da Terra à Lua

Trecho:

“– Eu não vim aqui dar aulas e sustentar uma tese sobre o fato de os mundos serem ou não habitados. Permitam-me somente insistir num ponto. Às pessoas que afirmam que os planetas não são habitados, devemos responder que elas poderiam ter razão se fosse demonstrado que a Terra é o melhor dos mundos. Mas isso não foi demonstrado. A Terra só tem um satélite, enquanto Júpiter, Urano, Saturno e Netuno tem muitos. E o que torna nosso globo pouco confortável é a inclinação do eixo na sua órbita. Essa inclinação origina a desigualdade entre os dias e as noites, a desagradável diferença das estações. No nosso infeliz planeta faz sempre muito calor ou muito frio; gelamos no inverno e assamos no verão; é o planeta dos resfriados, das corizas e das pneumonias. Já na superfície de Júpiter, por exemplo, onde o eixo é pouco inclinado, os habitantes gozam de temperaturas invariáveis. Lá existe a zona da primavera, a zona do verão, a zona do outono e a zona do inverno. O habitante de Júpiter pode escolher o clima que mais lhe agrada e se manter protegido, por toda a vida, das variações de temperatura. Além dessa superioridade em relação ao nosso planeta, temos os anos. Cada ano de Júpiter dura doze anos terrestres! Por isso, nessas condições de vida maravilhosas, os habitantes desse mundo são seres superiores, os sábios são mais sábios, os artistas são mais artistas e os bons são melhores! O que falta ao nosso esferoide para chegar à perfeição? Pouca coisa! Um eixo de rotação menos inclinado em relação à órbita.”
  
Título: Da Terra à Lua
Autor: Júlio Verne
Editora: Melhoramentos
Páginas: 126
ISBN: 8506045398

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estudos do Tarô - XIX - O Sol



















"Já passaste pelas profundezas de sua alma através de minha amada Lua? Então agora estás pronto para ver todo o esplendor de seu Ser, toda a beleza de sua vida, todas as promessas divinas. Eu revelo o Eu-Superior, a perfeição - a meta de sua vida. Eu Sou a realização suprema da vida humana."

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Os Infortúnios Ocultos

Nas grandes calamidades, a caridade se manifesta, e vêem-se generosos impulsos para repara os desastres gerais, há milhares de desastres particulares que passam despercebidos, de pessoas que jazem sobre um catre sem se lamentarem. São esses infortúnios discretos e ocultos que a verdadeira generosidade sabe ir descobrir, sem esperar que eles venham pedir assistência.

Quem é esta mulher de ar distinto, vestida de maneira simples mas cuidada, seguida de uma jovem vestida também modestamente? Entra numa casa de sórdida aparência, onde é conhecida, sem dúvida, porque, à porta, a saúdam com respeito. Onde vai ela? Sobe até a mansarda: lá mora uma mãe de família cercada de filhos pequenos; à sua chegada, a alegria brilha nesses semblantes emagrecidos; é que ela vem acalmar todas essas dores; traz o necessário, temperado com doces e consoladoras palavras, que fazem aceitar o benefício sem corar, porque esses infortunados não são mendigos profissionais; o pai está no hospital e, durante esse tempo, a mãe não pode bastar às necessidades. Graças a ela, essas pobres crianças não sofrerão nem o frio, nem a fome; irão à escola agasalhadas e o seio da mãe não secará para as criancinhas. Se há um doente entre eles, nenhum cuidado material a repugnará. De lá, ela se dirige ao hospital, para levar ao pai algum consolo e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família. No canto da rua a espera uma viatura, verdadeira loja de tudo o que leva aos seus protegidos, que visita assim sucessivamente; não lhes pergunta nem sua crença, nem sua opinião, porque, para ela, todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Terminada a excursão, ela se diz: Comecei bem o meu dia. Qual é seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe; para os infelizes, é um nome que não revela nada; mas é o anjo de consolação; e, à noite, uma sinfonia de bênçãos se eleva para ela até o Criador: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.

Por que ela se veste de maneira tão simples? É que não quer insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha adolescente? É para ensinar-lhe como se deve praticar a beneficência. A filha quer fazer a caridade, mas sua mãe lhe diz: “que podes dar, minha criança, uma vez que nada tens de ti? Se eu te entregar alguma coisa para passá-la aos outros, que mérito terás? Em realidade, eu é que farei a caridade, e tu que dela terás o mérito; isso não é justo. Quando vamos visitar os enfermos, tu me ajudas a cuidar deles; ora, dar cuidados é dar alguma coisa. Isso não parece bastante? Nada é mais simples; aprende a fazer obras úteis, e tu confeccionarás roupinhas para essas criancinhas; deste modo, darás alguma coisa vinda de ti”. É assim que essa mãe, verdadeiramente cristã, forma sua filha na prática das virtudes ensinadas pelo Cristo. É espírita? Que importa!

No seu lar, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige; mas ignora-se o que ela faz, porque não quer outra aprovação senão a de Deus e da sua consciência.

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo XIII – 4 – Allan Kardec