sexta-feira, 15 de julho de 2011

Canalização HILARION - Aos Curadores



"Curadores do Plano Físico, Saudações!

Aproveito este momento para lhes comunicar que muitas curas se têm feito neste planeta, através de vocês.

Somos imensamente gratos pois colaboram muito com o processo de limpeza e ascensão a que estamos buscando acontecer aqui.

Quero que saibam que para aqueles de vocês que possuem intenção clara e coração aberto ao Amor Puro, têm suas energias ampliadas a cada vez que estão movimentando as energias de cura.

Quero que saibam que enquanto trabalham com apenas uma pessoa, outras mil estão se beneficiando, em algum nível.

Isto é uma Dispensação Divina que nos foi autorizada pelo Pai/Mãe Maior, no sentido de acelerar e amplificar a cura neste planeta.

Todo o plasma curador é direcionado ao alto, centralizado e unificado numa espécie de gerador energético. Ali, ele é ampliado e redistribuido para vários pontos do planeta, acessando a todos os que necessitam.

Portanto, enquanto vocês trabalham para a cura de um único ser, outros mil estão sendo também curados.

Mas, isto apenas é possível para os curadores que possuem intenções claras e coração aberto ao Amor Puro.

Quero repetir isso para que saibam o quão isso é importante!

Saibam que não importa a técnica que usam, saibam que o que importa é sua intenção e o Amor que trazem em seu coração.

E estão todos vocês sob a minha supervisão.

Atuam todos dentro do meu Sagrado Templo de Cura, fazem todos parte da minha equipe: a Legião de Curadores de Hilarion, sob o comando maior de Lord Melquisedeque.

Portanto, lhes digo que o seu compromisso, na posição/missão de curador que vocês escolheram ser, é antes de mais nada um compromisso com Deus Pai/Mãe.

Quero que se conscientizem que ser um curador é fato sério, e muitas vezes faz parte de seus resgates cármicos.

Esta posição/missão não deve de forma alguma estar ligada ao ego inferior e suas armadilhas, porque isto impede que as energias fluam de maneira adequada.

Ainda acrescento: melhor para vocês se afastarem da posição/missão de curador caso não consigam dominar seus egos inferiores.

Entrar nisso buscando fama, prestígio e status social faz com que acumulem imenso carma negativo. Ser curador não é modismo.

Portanto, perguntem-se: quais são suas reais intenções ao decidirem fazer parte de nossa Legião?

E renovem essa pergunta todos os dias, para que não se percam diante das densidades que ainda os rondam.

Saibam que para nós, ser um curador é ter como principal objetivo a busca do bem estar e crescimento do outro.

É abrir incondicionalmente seus corações e jamais julgar aquele que necessita de sua ajuda.

É realizar e disponibilizar sua energia curadora em benefício de um objetivo maior.

E nada em troca pedir, sabendo e confiando que tanto a sua proteção, assim como os recursos para vocês são abundantes e que mesmo sem pedirem, eles virão até vocês como água que flui em suas torneiras.

Pois então, querido curador, ser um curador é ter em suas mãos grande responsabilidade.

Portanto, agora que sabem que seu potencial de cura são potencializados e multiplicados, pedimos que se mantenham íntegros no trabalho para a LUZ, com pensamentos puros e Amor Puro em seus corações.

Necessitamos muito disso para que possamos continuar nesse projeto.

Mais uma vez agradecemos a todos os que, até agora, se posicionaram de forma adequada dentro desta posição/missão.

Em bênçãos,

Eu Sou Hilarion, Príncipe das Esmeraldas"

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Que é a Homoafetividade?


Do livro

ALÉM DO ROSA E DO AZUL

Recortes Terapêuticos Sobre Homossexualidade À Luz da Doutrina Espírita

De Gibson Bastos - Editora LD - www.leondenis.com.br - ISBN: 9788572974424


***

Ricardo e Luis são ótimos amigos, sempre se divertem juntos. Luis sempre quis ter um amigo de verdade, em quem pudesse confiar para partilhar seus segredos. Um dia, vindo do futebol, comemorando a vitória do time, no qual Luis é atacante e Ricardo lateral direito, Luis fiz para Ricardo:

- Sabe, cara, eu gosto muito de você.

O amigo ao ouvir aquela frase, demonstra um ar de surpresa e responde seriamente:

- Tudo bem, mas fala baixo, pois se alguém ouvir pode pegar mal.

A resposta de Ricardo deixou Luis chateado, porque o amigo não entendeu o que ele quis dizer. E nunca mais teve coragem de dizer para o amigo o quanto gostava dele.

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Samuel conheceu o amigo Davi, há pouco mais de três meses, mas a afinidade de idéias e gostos é imensa. A namorada de Samuel reclama que ele sempre pede a opinião do amigo, quando deseja comprar alguma coisa. A namorada de Davi reclama que ele tem mais paciência com o amigo do que com ela. Alguns amigos de Samuel reclamam porque perderam um pouco da atenção dele. Dizem que quando Samuel e Davi estão juntos, eles esquecem do mundo.

Um dia, os dois começaram a comentar sobre o que as pessoas falavam sobre eles. Foi então que Davi falou:

- Eu só sei que eu me sinto feliz quando estou com você, sinto sua falta nas brincadeiras, gosto de lhe abraçar!

- Eu também, mas será que uma amizade, assim como a nossa, termina na cama? Respondeu Samuel.

Davi olhou seriamente para Samuel e disse:

- Eu gosto de sua alma, não do seu corpo.

Ouvindo isso, Davi abraçou o amigo e saíram para a faculdade.

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Bianca e Grabriele estão com a mesma idade, 13 anos; estudam no mesmo colégio, sempre que podem andam de mãos dadas, adoram ficar abraçadas. Bianca viu numa novela a história de duas lésbicas andando abraçadas. Ela ficou preocupada e se perguntou: e se a amiga fosse lésbica? Resolveu desabafar com a mãe e esta recomendou que procurasse a amiga para conversar. Na primeira oportunidade, ela contou sua preocupação para a amiga, que respondeu dizendo:

- Você não precisa se preocupar porque, assim como você, eu gosto de homem e não de mulher.

Elas riram e saíram felizes para o recreio.

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Renato conheceu Rodriguinho numa de suas visitas a um orfanato. Desde as primeiras visitas, a criança se apegou a Renato chamando-o de pai. Renato terminou conseguindo levar a criança para passar o Natal com ele, a esposa e os filhos. Passado um período, Renato pediu a guarda do garoto, pois ele se desfazia em lágrimas quando chegava a hora de voltar para o abrigo.

Renato sentiu que amava a criança com a mesma intensidade com que ama a mulher e os filhos, e que o menino o amava como pai; a criança adorava dormir abraçada a Renato. Se Rodriguinho ganhou um pai, Renato podia trocar afeto masculino, afeto que, por várias razões, nunca pôde desenvolver junto ao pai, aos tios, aos avós. Parecia que tinham nascido um para completar o outro.

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Mariana casou aos 16 anos, porque ficou grávida. Ficou casada durante 12 anos, nunca se sentiu feliz sexualmente com o marido. Quando contraiu um câncer de mama, o marido a abandonou. Durante o tratamento conheceu Sônia, uma enfermeira homossexual, por quem terminou se sentindo atraída sexualmente. Sônia foi o seu esteio durante todo o tratamento e desde então vivem juntas a 14 anos. O filho já está casado, aprendeu a respeitar o relacionamento das duas. Atualmente, são voluntárias num trabalho com crianças portadoras de câncer.

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Quando Delano entrou para a academia, Guto já a freqüentava. Os dois tornaram-se amigos, apesar da diferença de idade, quase 15 anos. Como eram casados, as famílias ficaram se conhecendo. Quando estavam juntos, era só alegria, pareciam dois adolescentes. Sempre havia um pouco de ciúmes das esposas, pela forma como um procurava demonstrar que não esquecia do outro, pois quando um viajava, sempre trazia, para o outro, lembranças dos lugares por onde passava. Guto sabia, pois já fizera terapia, que Delano preenchia sua carência de afeto masculino, uma vez que as figuras masculinas de sua família se fizeram distantes ou ausentes e que o amigo procurava também suprir a falta de afeto do pai. Um dia, Delano, vendo uma foto de uma criança no peito de um homem, que parecia ser o pai, disse:

- Eu sempre quis saber qual é a sensação de dormir assim.

Guto disse que, se o amigo quisesse, ele poderia deitar no seu peito.

- Quem sabe um dia – respondeu Delano.

O dia chegou. Numa tarde em que estavam sozinhos, Guto colocou um CD com músicas de ninar, tirou a camisa, deitou-se junto ao amigo e pediu que ele encostasse a cabeça sobre o seu peito. Ao som das cantigas de ninar, Delano terminou dormindo, enquanto Guto ficava admirando a cena em que estava envolvido. A sociedade com certeza os condenaria, mas como se sentirem culpados se, naquele momento, eles só queriam afeto? Em seus corpos não havia sinal de excitação de sexo na genitália, mas uma grande explosão de alegria no peito fazia vibrarem suas almas. Nunca mais a cena se repetiu, já se passaram 3 anos, eles continuam vivendo felizes com suas famílias. Mas, segundo Guto, os dois guardam e guardarão para sempre as vibrações daquele dia, que reforçaram a certeza de que seriam amigos para sempre.

O que existe em comum nessas histórias? A presença da homoafetividade. Homoafetividade é o termo usado para definir a relação afetiva entre pessoas do mesmo sexo, sendo usada também para definir a relação afetivo-sexual estável entre pessoas do mesmo sexo. Por que a criação de um novo termo, como esse? Para poder melhor definir um tipo de relacionamento afetivo entre pessoas do mesmo sexo, em que a troca de energia criadora não necessita da relação sexual para ser realizada ou aquele relacionamento afetivo-sexual que não tenha como único objetivo o prazer dos sentidos obtidos através do ato sexual, mas que promova, também, trocas afetivas que garantam a sustentação psíquica, emocional e espiritual dos dois parceiros (as), gerando para ambos a possibilidade de criarem obras de beleza e amor que de alguma forma contribuam para tornar o mundo melhor.

Cada cultura e época têm o seu modo de lidar com a homoafetividade. Ao contrário da cultura brasileira, que aceita com mais naturalidade a homoafetividade feminina, permitindo que elas andem de mãos dadas e abraçadas por todos os lugares. Na cultura indiana, esses comportamentos são permitidos aos homens e não às mulheres. No Brasil, os grupos em que a homoafetividade é mais permitida são: o meio artístico e o religioso. Percebemos também que ela é aceita com mais naturalidade entre as pessoas com nível superior de escolaridade. Com certeza, a homofobia é o maior obstáculo para a manifestação da homoafetividade, mas se ela reprime o comportamento, não elimina a necessidade que temos, em diferentes graus, de trocar afeto com pessoas do mesmo sexo. Mesmo nos países onde predomina a homofobia, como no caso do Brasil, sempre existem válvulas de escape, através da qual as pessoas conseguem fazer suas trocas homoafetivas. No nosso caso, temos o carnaval e o futebol. Se, normalmente, a grande maioria dos homens não se sente à vontade em abraçar outro homem, no momento da comemoração de um gol, dependendo do valor atribuído à vitória, não existe um limite para essa aproximação: os jogadores se abraçam de frente, de lado, de costas, deitam e rolam uns sobre os outros e até se beijam no rosto – ou seja: homoafetividade expressada diante de milhares de pessoas e aceita por todos.

Essa necessidade existe porque nós, seres humanos, no estágio atual, trazemos no íntimo uma percentagem de energias passivas e ativas, que caracterizam a mulher e o homem respectivamente, e que no relacionamento homoafetivo, nas manifestações de amor, carinho e amizade se completam e se harmonizam, permitindo que nosso impulso sexual encontre outro caminho para a satisfação que não seja apenas a via genital.

No relacionamento homoafetivo, a afeição presente é a amizade. Ela não depende da satisfação do instinto sexual para promover prazer e felicidade; é um tipo de união afetiva baseada na comunicação, no apoio mútuo, na compreensão, na dedicação, no carinho e na afinidade; é uma forma de enriquecimento pessoal no qual aprendemos a dar e receber afeto, desenvolvemos a generosidade e trocamos experiências, no campo intelectual e emocional; ela funciona como um apoio psicológico, dando aos indivíduos segurança, coragem e equilíbrio para enfrentar as vicissitudes que caracterizam a vida terrena. Daí, a necessidade que os seres humanos sentem de estabelecer laços de amizade com pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto.

Muitos temem ou se perturbam diante da troca de afeto com alguém do mesmo sexo, pela sensação de prazer que essa troca proporciona. Porém Joanna de Ângelis, no livro “Amor, Imbatível Amor”, esclarece que no amor “há uma natural necessidade de aproximação física, de contato e de contigüidade com a pessoa querida.” E que o amor existente entre pais e filhos, amigos e irmãos “também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar.” Assim, temos que entender que a sensação de prazer que sentimos no relacionamento homoafetivo é natural e nos proporciona bem-estar porque, segundo Joanna de Ângelis, a amizade nos enriquece de vitalidade e alegria, ajudando-nos a adquirir “resistências para a luta e para os grandes desafios...”

É bom que fique claro que a manifestação de afeto entre pais e filhos, irmãos e irmãs, e amigos não precisa necessariamente ser feita através de comportamentos que, por força da nossa cultura, possam significar para nós e para o outro um apelo ou estímulo para o sexo genital. Precisamos respeitar o limite que cada pessoa estabelece para si, no que se refere à manifestação de carinho e afeto, para que não venhamos a promover conflitos emocionais no próximo ou em nós mesmo. O trabalho no Bem é o melhor recurso que dispomos para exercitar esse nosso sentimento, pois somos estimulados a envolver a todos em manifestações de carinho, tornando-se num excelente recurso para evitarmos canalizar toda essa energia em direção a uma única pessoa, elegendo-a como especial e a única merecedora de nosso afeto pois, essa conduta, poderá nos levar a estabelecer para com o outro uma relação de dependência emocional, levando-nos a exigir do outro uma atenção que ele não quer ou não pode nos dar.

Joana de Ângelis, no livro “Amor, Imbatível Amor”, cita que o medo de amar que algumas pessoas apresentam está relacionado a alguns fatores: aos traumas da infância, insatisfação pessoal, conflito de comportamento por imaturidade psicológica, reminiscências de sofrimentos e/ou do uso indevido de seus sentimentos em reencarnações passadas e no receio de não merecer ser amado. Mas, seja qual for o motivo desse medo, o ser humano precisa vencê-los, para que consiga criar, também, relacionamentos afetivos nos quais o interesse não seja a relação sexual, não haja a dependência emocional, nem imposições, pois somente dessa maneira a vida adquire sentido psicológico, e o sentimento do amor domina o ser.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Livro: Além do Rosa e do Azul



Título: Além do Rosa e do Azul

Autor: Gibson Bastos

Editora: LD

Páginas: 179

ISBN: 9788572974424

Sinopse

À medida que o homem se desenvolve, intelectualmente, vai desvendando e compreendendo as leis divinas que regem a vida dos seres humanos, e vai sendo obrigado a modificar os diversos conceitos que foram criados para dar sentido à sua vida e às normas estabelecidas para garantir sua sobrevivência, por reconhecer que tais regras ou normas são injustas e incapazes de promover a felicidade da maioria.

No campo da sexualidade, os padrões de normalidade estabelecidos para o homem e para a mulher a partir das diferenças biológicas e do caráter reprodutor que lhe é inerente, já não são parâmetros capazes de criar normas que garantam, a todos os seres, as condições básicas para que eles se desenvolvam com segurança e de forma harmônica.

Hoje, o conceito de masculinidade e feminilidade está “além do rosa e do azul” para o homem e para a mulher respectivamente...

Assim, a partir do conhecimento cientifico atual e do conhecimento espírita, vamos compreender que todos nós, heterossexuais, homossexuais e bissexuais somos filhos de um mesmo Pai, e que essa diversidade sexual deve ser respeitada, inclusive através de leis que garantam direitos e deveres iguais para todos os membros de nossa sociedade.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Horizontes da Fala


O centro da fala, que a ciência localiza na cabeça, na verdade provém de todo o corpo e de campos de forças estendidos no complexo humano e espiritual. O crânio humano é como um amplificador de sons em harmonia. Quando vais falar, partem sons microscópicos de todas as células, que a vontade, mesmo na inconsciência do maravilhoso, canaliza para ele, que redistribui pelas vias da palavra, já com a composição das vibrações no entendimento que se lhe apraz.

A dicção harmoniosa se apresenta como se fosse um conjunto de estrelas que brilham, mesmo no céu da boca. Os teus dentes são como pedras preciosas, quando a tua fala atinge as raias da fala do Mestre. Entretanto, poderás compreender o ponto que pretendemos atingir no teu coração, se ainda não foi dado a tua inteligência descobrir – através da experiência, leituras, de ouvir falar, ou em escolas fechadas – que qualquer dos nossos órgãos, senão as próprias células, enfim todo o complexo humano, obedecem a harmonia divina, arrojada pela mente educada e amplificada pela voz.

Quando falares a um órgão desequilibrado – e deves conversar com ele! - , haverás de usar variadas formas de tons, de jeitos, cada um atendendo a sons diferentes. Se a mente é a central que fala, existem outros comandos menores que atendem, fazendo cumprir a nossa vontade. É um pouco engenhoso esse trabalho, no entanto, com a prática, poderás ser realmente, dono e médico de ti mesmo. É o que fazem os grandes mestres da palavra. O Cristo não curava os outros falando? Podes começar curando a ti mesmo. Primeiramente, deves trabalhar para que o teu corpo, desde o metabolismo celular até a harmonia total do teu aparelho de carne, obedeça, para depois operar no plano energético dos corpos espirituais. Esquece o fanatismo e inicia com ponderação. Bate os dedos de leve na região enferma ou enfraquecida, e fala com amor. Principalmente aos órgãos mais sensíveis. Em outros casos, como o do fígado e dos rins, fala com energia que não atinja a brutalidade. Nada no mundo se dá bem com a arrogância, nem mesmo as plantas e animais. A intuição fará de ti um bom comandante de ti mesmo. Fala e dá comandos de cura para o órgão enfermo, fala o quanto tu ama ele. Peça desculpas pelo desequilíbrio que causaste. Fala com ele, com amor e ele te ouvirá.

Os pensamentos decadentes arruínam a conversação, poluem a atmosfera individual e, em muitos casos, enfraquecem a dos vizinhos que convivem com aquele que fala mal. É um desastre que usa os recursos da luz sem procurar enxergar o que existe adiante da ignorância. A boca fala o que pensas, no entanto, antes de falar aos outros, deves usar os meios que existem para selecionar as idéias, a fim de que elas não se transformem em palavras vazias. Uma exposição de pensamentos bem formados pode modificar vidas, dar alento a almas à beira do abismo e mostrar aos cegos que existe a luz.

O poder do verbo transcende o simples entendimento. Podes falar aqui, agora, onde estiveres, e muitos planos espirituais ouvirem, como também conversar e somente tu escutares. Depende do que imprimires aos sons da tua palavra. A tua boca é uma oficina grandiosa na qual o artista é o Espírito. Seleciona, meu irmão, o que vais falar, e fala as mesmas coisas bem escolhidas, que a vida te recompensará pelo que deres aos outros com amor. Não entres na faixa da decadência de pensamentos, porque, na verdade, não existe a morte; porém, ela está onde não existe respeito às leis que regem e sustentam desde a minúscula partícula às galáxias que bailam no infinito da Criação.

Horizontes da Fala – João Nunes Maia – Miramez – Editora Fonte Viva.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dica de Livro: Brida - Paulo Coelho



Título: Brida

Autor : Paulo Coelho

Trecho:

Wicca, porém, tinha coisas mais importantes para dizer que ficar respondendo às eternas perguntas da menina.

- Falta apenas uma prova para você ser aceita na Iniciação da Primavera. Caso não consiga agora, não se preocupa – muitos Equinócios estão em seu futuro, e algum dia você será iniciada. Até o momento você mexeu com seu lado masculino: o conhecimento. Você sabe, você é capaz de entender o que sabe, mas ainda não tocou na grande força feminina, uma das forças mestras das transformações. E conhecimento sem transformação não é sabedoria.

“Esta força sempre foi o Poder em Maldição das feiticeiras, em geral, e das mulheres, em particular. Todas as pessoas que caminham pelo planeta conhecem esta força. Todas sabem que somos nós, as mulheres, as grandes guardiãs de seus segredos. Por causa desta força fomos condenadas a vagar num mundo perigoso e hostil, porque ela era despertada em nós, e existiam lugares onde era abominada.

Quem toca nesta força, mesmo sem saber, está ligada a ela pelo resto da vida. Pode ser seu senhor ou seu escravo, pode transformá-la numa força mágica, ou utilizá-la o resto da vida sem nunca dar-se conta de ser imenso poder. Esta força está em tudo que nos cerca, está no mundo visível dos homens e no mundo invisível dos místicos. Pode ser massacrada, humilhada, escondida, ou até mesmo negada. Pode ficar anos dormindo, esquecida num canto qualquer, pode ser tratada pela raça humana de quase todas as maneiras, menos uma: no momento que alguém conhece esta força, nunca mais, em toda a sua vida poderá esquecê-la.”

- E que força é esta?

- Não continue fazendo perguntas tolas – respondeu Wicca. – Porque eu sei que você sabe qual é.

Brida sabia.

O sexo.