quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Poder do Elétron



A força latente de cada elétron é de natureza impessoal. Seres divinos, anjos, devas, homens, espíritos da natureza usam esta força, tanto quanto é proporcionada na vida que eles estão em condições de usar, em dado momento. Por exemplo: no elétron reside o poder da visão que faculta a homens e deuses enxergarem. No elétron reside o poder do pensamento: deuses e homens sugam esse poder que lhes possibilita pensar. No elétron encontra-se o poder da sensação, que flui, da mesma forma, tanto no ser não-ascensionado como no ascensionado, para ser per percebido pelos seres da natureza e os animais.

A diferença entre o ser não-ascensionado e o ser ascensionado, ou seja, a consciência divina, está no uso que o homem faz do poder da mente, porquanto a consciência desperta de um discípulo aplica os ensinamentos espirituais com a energia vital interna, que também está à disposição do homem medíocre, mas ainda não foi experimentada por ele. É semelhante a um músculo sem uso, que se encontra adormecido à espera de ser chamado à atividade.

Quando a consciência está preparada para usar maior quantidade de forças que estão presentes na Vida – meios e caminhos são providenciados para concentrar a inteligência na força e na possibilidade de ação. Se existe interesse pela evolução – a Vida deve submeter-se à inteligência; o Fogo Sagrado, por Sua vez, deve conceder a faculdade, o dom e a atividade, assim como é conferido o divino poder da visão, do sentimento ou da fala tanto ao Mestre como às Emanações de Vida não-ascensionadas.

Está ao alcance do discípulo desperto penetrar, profundamente, na força magnética e exercer uma atividade natural da vida: o poder de pronunciar uma palavra, emitir um pensamento ou avaliar a energia. Por meio da autoridade dessa força magnética, podeis usufruir a abundância de todo Bem, inclusive restaurar-vos para servir à vida de forma mais ampla e bela. Podeis igualmente, atrair a irradiação e assistência dos Seres Divinos, que não vos negarão a força que reside na vida.

Livro: Os Elétrons – Editora Ponte Para Liberdade

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Diálogo Interior Com O Louco



Mergulhado em pensamentos, passei pela praça do mercado e, por mero acaso, voltei meus olhos em direção ao céu. E, vejam só, por cima das casas e das torres das igrejas da cidade, um Louco tinha estendido uma corta sobre a qual caminhava e dançava numa altura de causar vertigens, cantando e chocalhando seus guizos.

Eu não sabia se aquele louco era um homem ou uma mulher; podia até ser uma mistura de ambos. “Quem é você?”, perguntei gritando para aquela figura temerária. “E o que é que você está fazendo aí em cima?”

“Eu me coloquei acima de todas as tradições burguesas, sociais e religiosas”, respondeu-me o Louco, rindo: “Veja bem! Estou caminhando em direção ao Sol! Eu consegui me colocar acima de todos vocês e quero atingir as estrelas, a Lua e a terra que existe além do arco-íris. Venha, siga o meu exemplo.”

“Tome cuidado para não cair e quebrar a cabeça”, disse-lhe eu, e quase no mesmo instante ele já estava escorregando e começando a cair em direção ao solo em meio ao riso de escárnio de todos os presentes. No entanto, assim que conseguiu se erguer e se livrar das dores mais incômodas, ele já estava subindo novamente na corda, voltando a se equilibrar bem acima das cabeças dos burgueses que faziam gestos de intensa desaprovação.

O Louco voltou a cair mais uma vez, mas de novo recuperou as forças e retomou o perigoso caminho em direção ao Sol. Esse processo se repetiu por várias vezes. “Você está vendo o vermelho de minha calça, o verde, o amarelo, o azul das flores estampadas?”, gritou ele lá do alto. “O vermelho é a minha força e impulso. O verde são os meus sentimentos; o amarelo, o meu intelecto. Mas o tom azul e o lilás são intuições dos mundos superiores, são as coisas que adivinho e também os meus conhecimentos, que vão se ampliando cada vez mais. Eu não sou tão tolo quanto você pensa que sou; longe disso. Sinto-me impelido por alguma coisa que estou apenas intuindo e tenho uma enorme necessidade de prosseguir, mesmo sabendo que feras selvagens, demônios e terríveis figuras estão à espreita na beira deste caminho, querendo arrancar minhas calças e me transformar em motivo de riso para o mundo todo.”

O cachorrinho, que ele colocara dentro de seu embornal, soltou latidos de aprovação e eu reconheci que até mesmo um sonhador solitário como aquele Louco precisa da companhia de um amigo e de um companheiro de viagem. E nos olhos do cachorro vi a confiança primordial de todos os seres inocentes; a curiosidade e a alegria instintiva de viver da criança que existe dentro de mim.

“O que você leva dentro de sua trouxa?”, perguntei cheio de curiosidade e de esperança. O Louco ficou de cócoras sobre a corda esticada e me mostrou os estranhos objetos que carregava consigo. Uma espada em miniatura, um galho com folhas, pequeno feito um brinquedo, uma minúscula taça dourada e uma moeda com um estrela de cinco pontas na parte central.

“Que significam estas coisas?”, perguntei-lhe. Meio sem jeito, o Louco coçou a cabeça e respondeu com uma ponta de timidez: “Não sei. Esqueci. Eu só me lembro que todas essas coisas têm uma enorme importância, mas como devem ser usadas é uma coisa que já não sei mais dizer.”

“Talvez fosse mais sensato se você levasse para a viagem alguns sanduíches, um bom canivete e algumas peças de roupa mais quentes”, aconselhou um dos que riam dele em meio à multidão. “Não, não, de jeito nenhum”, retrucou o Louco, recuperando a alegria e a enorme confiança em si mesmo. “Eu preciso voar até a Lua, alcançar as estrelas e procurar saber o significado destas coisas lá na terra que existe além do arco-íris.” Tendo dito isso, com os pés leves saltitando sobre a corda, partiu em direção à Lua, saindo do nosso campo de visão,

No entanto, meu olho mental o acompanhou e viu como ele mergulhou na Lua, como se mergulhasse num oceano interminável de intensos sentimentos, e um antigo conhecimento que existe dentro do meu coração reconheceu que a Lua é um símbolo do nosso lado feminino, do nosso mundo sentimental, e que as estrelas funcionam como um símbolo da luz das idéias repentinas. Vi então como o Louco mergulhava no mundo das intuições e dos sentimentos, afundando continuamente na dor e nas mágoas de intensos sentimentos por muito tempo oprimidos e sufocados. Mas vi também que, a cada mergulho, ele perdia um pouco do grande medo, ao mesmo tempo que conseguia compreender cada vez melhor todas essas coisas.

Finalmente, vi como ele se ergueu em meio às ondas e começou a caminhar sobre as águas como se elas fossem sólidas; na mão direita erguida, ele empunhava a espada da sua crescente capacidade de discernimento, e na esquerda levava o bastão florido do seu intenso impulso interior. A taça dourada do coração receptivo estava visível no seu peito como um emblema e ele a portava como se fosse uma importante condecoração. A moeda dourada, que tinha sido minúscula, o circundava inteiramente como um brilho fosco, e nesse momento eu soube que ele estava a caminho de desenvolver a aura de um cavalheiro, de um guerreiro e herói dos mundos interiores, capas de demonstrar no mundo dos seres humanos tudo o que aprendera no interior das coisas.

Eu mal tinha acabado de pensar tudo isso, quando ele saiu cavalgando, montando num cavalo que mudava constantemente de cor, sendo às vezes branco e alvo como o dia, outras vezes escuro e negro como a noite. E ele desapareceu na terra que existe por trás do arco-íris.

Ele ficou do lado de lá durante muito tempo, o que para mim pareceu ser uma eternidade, e lá ele se transformou e assumiu a figura de todos os seres e de todas as coisas que lá existiam. Ele se tornou o Mago, o Diabo, o Homem com o Alfanje e a Mãe Primordial de toda a Criação. No Templo da Sabedoria, ele se ajoelhou diante da Grande Sacerdotisa e foi amarrado na Roda do Destino do ciclo da encarnação. Ele se tornou o Eremita do deserto, o Hermafrodita, o Enamorado e também o objeto de sua própria paixão. Ouviu-se então a trombeta do anjo de asas flamejantes e ele despertou – mas foi apenas por um curto momento. Durante um instante, o Louco desapareceu no Sol da conscientização pura, da verdade que existe além de todas as formas mutantes e mutáveis. Mas voltou a emergir imediatamente no instante seguinte. “Eu ainda não quero desaparecer”, exclamou. “Ainda tenho tantas coisas a fazer na Terra! Preciso voltar ao mundo e comunicar a todos as coisas que vivi!”

E voltou a ser o Louco que se equilibrava na corda bamba esticada acima da praça do mercado. Como um malabarista, ele jogava alternadamente no ar a espada, o bastão, a moeda e a taça, cantando com toda a força dos seus pulmões as maravilhas que conseguira compreender. A multidão gritava e aplaudia. Apesar da sua dança na corda bamba se tornar cada vez mais desenfreada, percebia-se que sua despreocupação já não era mais fruto de uma irresponsabilidade e que ele já não perdia o equilíbrio com tanta facilidade. Isso, no entanto, fez com que algumas pessoas ficassem ainda mais irritadas, principalmente os funcionários do governo e os responsáveis pela manutenção da ordem pública, que cortaram a corda, o acusando de tentar levar os outros para o mau caminho e o expulsaram de nossa cidade. No entanto, já no dia seguinte, vimos que ele estava outra vez dançando contente sobre uma corda nova estendida sobre os telhados, revelando que lá do alto as coisas que tinha visto na terra que existe além do arco-íris.

“Tome cuidado!”, gritei lá de baixo, querendo chamar sua atenção. “Olhe para a direita, onde estão se juntando escuras nuvens de tempestade!”

O Louco não se importou muito com isso. “Vocês são todos muito tolos!”, gritou lá de cima. “O lado direito é o lado da razão racional, mas eu há muito já ultrapassei a lógica da razão. Eu reconheci o que existe de imortal dentro de mim mesmo. A morte não existe, assim como não existem coincidências e vítimas – são vocês mesmos que criam essas coisas. Será que vocês não enxergam isso?” É o que ele gritava, rindo muito – até ser atingido pelo trovão e pelo relâmpago. Totalmente encharcado, confuso e envergonhado, ele se esgueirou para longe naquela noite.

Fui reencontrá-lo somente depois de se terem passado muitos anos e quase não consegui reconhecê-lo. Ele trajava um terno comum e quase teria passado despercebido em meio à multidão da praça do mercado, se uma luminosidade quase imperceptível não envolvesse sua figura. Ele carregava uma trouxa nas costas, mas tinha abandonado a divertida pena e a faixa com a qual prendia na testa. Sem demonstrar a menor pressa, mas com aquele jeito próprio de quem sabe exatamente o que quer, atravessou nossa cidade, e quem o reconheceu o acompanhou durante um trecho do caminho, como se estivesse sendo atraído por fortes e irresistíveis laços magnéticos. “Para onde você está indo?” perguntei, sem levantar muito a voz, porque não queria atrapalhar sua profunda concentração. Ele não respondeu, limitando-se a fazer um gesto com a cabeça em direção ao Sol e continuou caminhando. Entendi o que ele quis dizer e, hesitando um pouco, segui-o.

Texto de Mascha Rabben

sábado, 9 de abril de 2011

Invocação de Proteção ao Arcanjo Miguel




O Bem Amado Arcanjo Miguel é atualmente o principal protetor que temos hoje no planeta Terra. Se ele não estive aqui nos protegendo e ajudando, já estaríamos em uma situação muito pior da que temos hoje no mundo.

Sempre que você for sair de casa, a pé ou de carro. Quando for viajar, ou quando sentir alguma presença energética mal intencionada, não exite, chame pelo Arcanjo Miguel, com estas palavras:


Bem amado Arcanjo Miguel

Em seu Amor e em sua Misericórdia

Coloque Seus Arcanjos ao meu redor para me proteger


Arcanjo Miguel à frente

Arcanjo Miguel atrás

Arcanjo Miguel à esquerda

Arcanjo Miguel à direita

Arcanjo Miguel acima

Arcanjo Miguel abaixo

Arcanjo Miguel

Aonde quer que eu vá