quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Nascimento de Adônis

Afrodite fez Esmirna se apaixonar por seu pai, segundo alguns autores, porque sua mãe havia dito que ela era mais bela que a deusa, ou, segundo outros, porque Esmirna não havia honrado Afrodite. Quando seu pai apresentou a ela uma lista de pretendentes, Esmirna disse que desejava um marido igual ao pai, e este, sem entender exatamente o que ela queria dizer, respondeu que esta não era uma resposta adequada de uma filha que ama o pai.

Esmirna, remoída pela culpa, resolveu se enforcar, mas foi impedida por sua babá. Esta, então, elaborou um plano para que a relação se consumasse: ela disse ao rei que uma jovem, da idade da sua filha, o desejava, e ele aceitou, e a possuiu, sem que ele a visse ou soubesse que era sua filha.

Esmirna frequentou a cama do seu pai por várias noites (doze noites, segundo Pseudo-Apolodoro) e concebeu. O pai, curioso para saber quem era a dama, trouxe uma luz, e descobriu que ele estava dormindo com a própria filha.

Esmirna fugiu, e foi transformada pelos deuses (ou por Afrodite) na árvore chamada mirra. Dez meses depois, da árvore nasceu Adônis.


De acordo com Peter Bayle, o mais provável é que a história toda tenha se passado em Chipre, pois Ovídio não explica como Mirra, a mãe de Adônis, teria saído de Chipre e ido até a Arábia. Além disso, a história de Adônis se passa em Chipre, pois seu corpo morto é encontrado por Vênus na cidade de Argos, em Chipre. Bayle também sugere que Mirra poderia ter usado, para seduzir o pai, o mesmo método das filhas de Ló.

domingo, 14 de maio de 2017

Sete Sermões aos Mortos – Septem Sermones ad Mortuos

Este é um dos escritos mais instigantes e pouco conhecido que Carl Jung nos deixou, escrito em 1916. Quando estava vivo, ele fez uma publicação particular deste texto, como um pequeno folheto, com o intuito de distribuir somente para amigos próximos. Nunca desejou tornar este texto público, pois o classificava como um “pecado da juventude”.

Esse texto possui uma linguagem semelhante à que encontrada no Livro Vermelho, com a singularidade de que nos Septem o texto todo forma um conjunto autônomo, que transmitem as experiências e impressões de diversos eventos que Jung vivenciou entre 1913 e 1917.

Os Sete Sermões aos Mortos representam um grande resumo do que viria a ser toda a obra de Jung ao longo dos anos a partir de 1916; é como se fossem sugestões, lembranças, antecipações ou ideias do que ele viria a escrever ao longo de sua vida a partir de teses científicas. Nesse escrito vemos uma semelhança com o gnosticismo na escrita, onde todo o texto é construído por paradoxos que se contrapõem o tempo todo.

Para escrever o texto ele assume o pseudônimo de Basílides, que é um gnóstico do século II d. C. e usa termos gnósticos para o texto, como Abraxas, nome usado para designar Deus.

Para nossa alegria, depois de muita insistência do editor, Jung autorizou que os Septem Sermones ad Mortuos fossem incluídos como um apêndice em sua autobiografia “Memórias, Sonhos e Reflexões”. Em algumas partes do texto há fórmulas místicas, poemas e escritas com alto teor de abstração. Sendo que no final há um anagrama que permanece insolúvel até hoje. Creio que os Septem está disponível atualmente na internet para quem desejar ler. Segue um trecho:


“A sexualidade do homem é mais da terra; a da mulher, mais espiritual. A espiritualidade do homem é mais do céu, vai para o mais vasto. A da mulher, mais da terra, vai para o mais ínfimo. Mendaz e diabólica é a espiritualidade do homem que vai para o mais vasto. Cada um deve ir para seu próprio lugar. O homem e a mulher, quando não dividem seus caminhos espirituais, tornam-se diabos um para o outro, pois a natureza da criatura é a individualidade.”

terça-feira, 7 de março de 2017

Caio Solaris II

Depois de três anos do lançamento de Caio Solaris I, eis a sequência dessa trilogia (sim, será uma trilogia!). Caio Solaris II - Os Falsos Profetas de Asmodeus. Disponível para venda no site www.amazon.com.br - no formato ebook (livro digital). Abaixo, um pequeno trecho:

Quando a casa da velha Maria Ondina foi encontrada revirada e com uma horrível inscrição feita com o sangue de uma ave na parede da sala, ao lado do espelho, os familiares foram avisados e uma hora depois Dom, junto a seus dois irmãos, Arthur, o mais velho e Ramiro, o mais jovem, chegavam na casa de pedra no bairro Belém Novo para analisar a situação e saber o que havia ocorrido com sua mãe. Mesmo sua descendência mágica os obrigava a seguir algumas regras sociais e a tomar todo cuidado para não serem descobertos em sua magia e, também, para poderem viver em comunidade sem serem importunados por pessoas que não compreendiam a Arte. A prática da magia e o culto da Velha Religião, hoje conhecida por Bruxaria, ainda eram vistas como produtos do mal. Essa ideia foi construída e imposta por mais de mil anos de cultura religiosa enferma, e isso levou milhares de homens e mulheres a perderem sua conexão com a Grande Mãe, o que gerou todo tipo de doença e desequilíbrio social na vida dos homens. A Grande Deusa Branca havia sido transformada em uma prostituta, se não no próprio demônio católico, uma verdadeira ofensa à Mãe Terra! Agora, poucas famílias no mundo tinham conseguido preservar, geração após geração, em total segredo, seu elo inquebrantável com os antigos Deuses e essa ligação deveria ser preservada a todo custo. Era a coisa mais sagrada que tinham.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Arrival

Alguém me disse certa vez que o que vai salvar este planeta é a Arte. E eu estou começando a concordar, especialmente se for a 7ª arte – o cinema. Quando você olha um filme desses, onde os seus conceitos de entendimento da realidade, funcionamento da consciência, linguagem e ciência são profundamente provocados a partir de conceitos extremamente simples, somos obrigados a repensar no que fizemos até agora, conosco e com os outros. Algumas pessoas se equivocam em achar que é a religião ou a política que vão salvar este planeta. Não, não é. Religião e política são dois conceitos desenvolvidos para manter a consciência humana presas em buscas que nunca serão alcançadas – não serão. São as duas grandes ilusões, ou mentiras, que a humanidade criou para si mesma, para não ir em frente. Afinal, o sofá da zona de conforto é ilusoriamente confortável demais... Neste filme, esqueça as histórias clichês a respeito de aliens invadindo a Terra ou entrando na mente de algum presidente americano para dominar o mundo – até por que nenhum ser evoluído vai querer entrar na cabeça do Trump! Rsrsrs. Mas sério. Recomendo altamente que assistam Arrival (A Chegada) quem ainda não viu. E, talvez, assistir duas vezes seja necessário, pois não é um filme para qualquer cabeça, a pessoa tem de ter a capacidade de realizar um pensamento abstrato e complexo durante o assistir. Sim, pois tanto os conceitos que são apresentados no filme quanto o modo como a história é contata são coerentes com a ideia que é mostrada no filme. Com certeza esse filme está no padrão de filmes como Cocoon (1985), O Segredo do Abismo (1989), Avatar (2009) e Contato (1997). Ainda bem que existem diretores de cinema e roteiristas, pois se dependêssemos dos sacerdotes, ainda estaríamos na Idade Média! Então, descansa, relaxa a mente e aperta o play.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017


Sexo e Religião na Música...

Em 1990 surge o grupo Enigma com seu álbum MCMXC a.D. (1990 depois de Cristo). Foi um escândalo para a época, pois as músicas de todo o álbum misturam tanto religião quanto sexo, os dois tabus que a sociedade "acatolicada" das Américas não consegue engolir sem pudores; chamam a atenção particularmente os três primeiros singles do disco (disponível no youtube na íntegra). As novas gerações precisam conhecer esse álbum! Imediatamente a igreja católica condenou (oba, oba, oba) o disco como herege e o proibiu na Europa. O vídeo clipe de "Principles of Lust" foi banido da MTV e da maioria das estações de TV, que também excluíram os vídeos de "Sadeness (Part 1)". O álbum em si foi banido em diversos países pela mesma razão, enquanto os críticos taxavam as músicas do álbum como blasfêmia. No entanto, a popularidade do álbum disparou até o número um em pelo menos 24 diferentes países em que foi lançado, alcançando o disco de ouro e de platina.
Ainda em 1990 Madonna lançou a música Justify my love. A canção causou polêmica internacional, devido ao vídeo da música de acompanhamento ser considerado sexualmente explícito (mais sugeria sexo do que mostrava, aliás, não mostrou nada!) e até mesmo proibida pela MTV. O clipe foi rodado em preto e branco e mostra Madonna caminhando pelos corredores de um hotel carregando uma mala, em dado momento ela é seduzida e levada a uma jornada de prazer, cada quarto parece esconder uma tara, um fetiche diferente e Madonna espertamente participa de todas essas fantasias, há referências a sexo lésbico, bissexualidade, dominação, homossexualidade e sadomasoquismo, mas é tudo mais sugerido do que mostrado.
O single também foi lançado como um vídeo único e se tornou o single mais vendido de vídeo de todos os tempos. Quando lançado, o single chegou ao topo da Billboard Hot 100 (o seu nono número um) e muitos outros charts no mundo inteiro. A música em si, apesar de ter batidas envolventes, passar um clima de sensualidade e ter um vocal grave e cheio de libido da Madonna, não tem letras explícitas. "Justify My Love" vendeu mais de um milhão de cópias e faz sucesso até hoje, sempre aparece nas listas de músicas mais sensuais da história.
Naquele ano, muitos muros foram derrubados e mais liberdade para criação cultural foi adquirida... Mas hoje, parece que a qualidade musical só caiu no mundo todo. Coisas boas estão sendo feitas, com certeza, mas nada que cause um impacto mundial na cultura do mundo. Parece que precisamos novamente invocar Lúcifer e o Sexo para dar uma estremecida nas bases para ver se as pessoas acordam, pois parece que todos estão vivendo numa anestesia sem precedentes. Muita liberdade se ganhou de lá para cá, mas o que estamos fazendo com isso? Estamos deixando que os opressores nos tornem novamente católicos, castos, recatados e do lar - e esta Idade Média não pode voltar a acontecer!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Acompanhamento Terapêutico

Somos um grupo de estudantes de Psicologia, quatro amigos que uniram-se com um objetivo em comum: promover Qualidade de Vida. Fazemos AT - Acompanhamento Terapêutico na cidade Porto Alegre. Nossa principal missão é auxiliar no resgate/desenvolvimento da autonomia de nossos clientes através da prestação de nossos serviços. Para entrar em contato conosco basta ligar para (51) 9354-6062 (Alberto) ou (51) 9273-2633 (Roberto) ou (51) 8322-6144 (Heitor) ou (51) 9316-2017 (Ramom), nosso e-mail atcaminhantes@outlook.com ou diretamente aqui na página. Ficaremos felizes em poder lhe atender.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Rádios: irradiando lixo cultural.

Achei que eu estava ficando alienado. Mas não estava não. Por três dia eu fiquei ouvindo rádio, coisa que não fazia a uns 7 anos, pois a programação vinha caindo muito em qualidade. Porém, resolvi retomar a audição das rádios para ver se havia melhorado. Ouvi diversas rádios, diversos tipos de programação por cinco dias durante a semana. Cara, que lixo! Rádios que tocavam uma música e davam 15/20 minutos de piadas de mau gosto, comentários bestas a respeito de assuntos inúteis. Músicas repetitivas ou com letras de teor cultural duvidoso, músicas cortadas por vinhetas o tempo todo... Radialistas sem referências culturais dando suas opiniões (que ninguém pediu) a respeito de assuntos sérios, e até mesmo direcionando de modo tendencioso a opinião alheia... Numa das rádios foi a gota d’água: a locutora, com uma voz risonha, feliz e histérica, lançou a seguinte enquete: “ Se você está numa festa com sua melhor amiga e ela está com um shortinho muito curto e resolve bater uma selfie de vocês duas, você deixaria ela postar essa foto na rede social?” Gente, que tipo de sociedade, locutor, programador, produtor de rádio, indivíduo provido de cérebro  permite que uma pergunta fútil, idiota, burra e imbecil dessas seja veiculada para milhões de pessoas ouvirem numa cidade? Rádio e TV, dois instrumentos que poderiam fazer uma diferença crucial e importante na educação de uma Nação que de tudo carece; veículos de comunicação que poderiam estar ensinando línguas, história, cultura geral (a exemplo do canal History da TV fechada) estão deixando as pessoas, especialmente os jovens, cada vez mais sem referências culturais e sem a possibilidade de pensamento crítico. E, segundo amigos de outros países da América Latina, este fenômeno está se repedindo em outros países. Depois, quando algumas pessoas aparecem dizendo que há um programa oculto dos EUA para destruir as culturas de terceiro mundo, deixando-as vulneráreis para serem dominadas, as pessoas gritam que isto é teoria de conspiração, que não existe, etc... Mas, sinceramente, parece que a coisa, no mínimo, tem algum fundo de verdade. E eu que pensava que estava alienado, cheguei à conclusão que vou continuar com meu pendrive de 8GB buscando músicas de qualidade, novidades culturais na web mesmo, nos movimentos alternativos e de contracultura, pois eles continuam sendo uma saída para esse sistema que só visa emburrecer e manter as pessoas alienadas e escravas.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Vibração - Frequência - Modulação & Saúde Através do Som

Temos aqui o hábito de falarmos muito a respeito do ensino de música nas escolas, o quanto isso seria benéfico para as crianças. Mas, via de regra, não sabemos por que esse ensino não é estimulado. Por outro lado, nas Américas Latinas e igualmente em alguns países da Europa, o fenômeno das músicas ruins e de gosto duvidoso estão abundando nas rádios, como se um movimento organizado não quisesse que músicas de boa qualidade fosse transmitida para as populações mundiais. O fenômeno da programação ruim se repete também nas televisões. Tenho amigos que vivem em alguns países da Europa e em países latinos e as queixas da programação é a mesma.

Mozart nos deixou sequencias sonoras capazes de ativar e equilibrar partes do cérebro que nossos neurocientistas ainda hoje não entendem. Eles apenas sabem que determinadas músicas de Mozart (e outros compositores clássicos) ativam partes do cérebro, quando não todo ele, mas não sabem por que isso ocorre ou como. Toda vez que determinadas composições musicais de Mozart são executadas, células cerebrais (e até mesmo corporais) são ativadas, reequilibradas e harmonizadas. Isso permite que as células, muito adormecidas em suas atividades em virtude dos hábitos culturais que nos são impostos desde que nascemos, sejam ativadas e postas em sintonia com nosso Eu-Superior.

Sabem por que é que a música (de qualidade e com teor vibracional elevado) nunca vai ser ensinado nas escolas? Sabem por que que cada vez mais músicas ruins e sons desarmônicos continuarão sendo transmitidos pelas nossas rádios? Por que isso faz parte do processo de impedir o ser humano de despertar de sua letargia consciencial. Veja bem, tocar Mozart nas rádios é dar aos ouvintes notas vibracionais capazes de libertar e sintonizar com energias de teor mais elevado o ser humano, o que proporcionaria o despertar das consciências adormecidas. Claro, não sou fanático nem alienado a ponto de defender que as rádios deveriam tocar Mozart, Bach ou Richard Wagner o dia todo (muito embora, do jeito que está o planeta, não seria uma má ideia!), mesmo por que não só música clássica faz bem para as pessoas; no entanto, em termos de Brasil, faz muito tempo que música boa não tem tocado mesmo, de todas as categorias. Mas, creio, que um trabalho bem direcionado em termos musicais, poderia sim fazer uma grande diferença em nossa vida.

Especificamente, o Concerto Para Dois Pianos em Ré, de Mozart, tem por objetivo ativar e unificar os dois hemisférios cerebrais. Com isso, com essa ativação e calibração equânime dos hemisférios cerebrais, o indivíduo é capaz de perceber acima da realidade distorcida da terceira dimensão. Isso é libertador. É libertador por nos dar a oportunidade de acabarmos com a ilusão da dualidade: certo, errado, bem, mal, acima, abaixo, homem, mulher... Tudo isso são produtos de uma realidade distorcida, não é uma realidade inválida, não, de modo algum, mas é uma realidade que deve ser superada pela humanidade atual, que deve buscar estar acima dessa percepção limitada que a impede de ir em frente em seu processo evolutivo.

Sabem por que é que não deixam as crianças aprenderem música nas escolas? por que isso simplesmente iria permitir que essas crianças, ao chegarem na fase adulta, seriam a formadora daquela raça de super-humanos que alguns idiotas tanto temem que surjam na face da Terra! Por temerem isso é que ficam entupindo as crianças com medicamentos que, via de regra, mentém sua consciência adormecida. Quem manda nesse planeta não quer de modo algum que os seres humanos despertem para outras realidades, maiores. Quem manda nesse planeta possui o programa de massacrar de todos os modos quem tenta despertar, desde o nascimento.

Basta ver a história de alguns gênios da humanidade que foram atrapalhados de todos os modos de fazerem suas obras que impulsionariam a humanidade para ir em frente. Alguns desses gênios mesmo no meio de suas famílias encontraram pessoas que mais atrapalharam do que ajudaram; outros sofreram mortes “acidentais”, outros ainda entraram para a história como suicidas, o que nunca foram! O próprio Mozart tinha uma família que não lhe ajudou em nada, mas isto é outra história.

Alguns terapeutas dizem (e eu concordo com eles) que a medicina do futuro será o Som. A medicina do futuro será Vibracional, puramente vibracional. O corpo humano emite uma frequência, esta frequência está vibrando numa nota musical especifica. Doenças como o câncer, por exemplo, possui células que estão vibrando numa nota fora do padrão definido para aquele corpo. Encontrando a nota músical que aquele individuo emite, projetamos sobre o corpo uma enorme intensa vibração na mesma frequência que está vibrando o corpo físico. Com isso, reordenamos as células desarmônicas a vibrarem na mesma frequência que as demais células saudáveis. Isso poderia reverter o processo de câncer.

Ainda, nossas músicas estão sendo transmitidas na frequência errada, sejam nos CDs que compramos, nos MP3s que compramos ou nas músicas transmitidas via rádio. A frequência correta é de 432Hz, e as músicas atualmente são transmitidas na frequência de 430Hz. A maior parte da música mundial é afinada em 440Hz desde que a International Standards Organization (ISO) aprovou em 1953. Músicas baseada em 432Hz transmite vibrações harmônicas para o corpo, porque é um tom puro de matemática fundamental da natureza. Há uma teoria que diz que a mudança de 432Hz para 440Hz foi ditada pelo ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels. Segundo a musicoterapia a frequência 432 pode até causar cura em alguns casos de doenças! Por ser uma Frequência natural uma frequência emitida pelos cantos dos pássaros pelo som das folhas das arvores se mexendo. A frequêcia 432Hz é mais suave quando ouvida por ouvidos treinados musicalmente! Joseph Goebbels usou-a para fazer com que as pessoas pensassem e sentissem de uma certa maneira, e para fazê-los prisioneiros de uma certa consciência. Então, por volta de 1940, os Estados Unidos introduziram mundialmente o 440Hz, e finalmente em 1953, tornou-se o padrão pela ISO.


Esta matéria que posto aqui no anexo dá uma idéia de como a música pode lhe ajudar. Despertem, ensinem músicas para suas crianças, quem tiver condições, busquem bons professores e trabalhem para que nossas crianças façam a diferença positiva quando crescerem. 

Início de Semestre!


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Fim de semestre

O fim do semestre foi assim: com amigos queridos tomando café e comemorando os bons resultados das notas, dos trabalhos bem recebidos, das descobertas feitas, das coisas novas que aprendemos, do crescimento que tivemos. O primeiro semestre deste ano foi muito positivo para todos nós. Por isso que digo: ter amigos que foram colegas é uma das melhores coisas da vida.

sábado, 28 de maio de 2016

As Coisas Vão Melhorar!

Tá gente. A semana foi extremamente pesada para nosso país. E as previsões para a próxima não são as melhores. Mas vamos lá. O mundo se modifica a partir de nossas posturas. Hoje tive a oportunidade de estar acompanhado de pessoas lindas, num papo leve e descontraído, mas não alienado, mas apenas um papo leve, com mais coisas boas para falar do que ruins - nós escolhemos o foco de nossa atenção. A Redenção, principal parque de Porto Alegre, estava ensolarada, crianças brincando, animais passeando. Leveza, é disso que precisamos. De leveza nas nossas relações, leveza na nossa percepção de mundo. Não vamos deixar pessoas mal amadas ou mal intencionadas minar nosso estado de ser. O equilíbrio começa dentro. Temos, claro de continuar interagindo com o mundo fora, não ficar alienado e é esse mundo de fora que possui alguns aspectos que não estão legais, mas não todos. Mas também não devemos nos deixar contaminar, manchar nosso mundo íntimo com estas coisas que não fazem parte da natureza humana. Em conversa recente com um amigo ele disse achar que a natureza do homem é ser mau. Não concordo. A natureza do homem é divina, é a perfeição sim. Ainda não atingimos isso, mas estamos a caminho. A natureza humana é direcionar sua evolução até atingirmos um estado maior e melhor de consciência. Estudos científicos e pesquisas empreendidas por psicólogos e psiquiatras no mundo todo estão apontando para isso. Estamos prestes a dar um passo evolutivo em nossa humanidade muito importante. Sei que a situação social está mostrando algo diferente. Mas tenham certeza: isso é só uma pequena parte de um todo que não está sendo percebido pela maioria. E, claro, ainda estamos a mercê de uma mídia que não quer ajudar o ser humano, quer apenas fomentar emoções desencontradas e raiva, e ódio, e angústia e dor. Tem coisas ruins acontecendo? Claro. Mas tem muito mais coisas boas acontecendo em nossas vidas. O encontro com os amigos, o carinho de nossos familiares, o convívio com nossos animais de estimação, as árvores que são lindas, filmes que gostamos, músicas que ouvimos. O amor em nós é maior e, lembrem-se: nossas pulsões de vida são muito maiores que nossas pulsões de morte. Sim, eu tenho fé na humanidade. Sim, eu amo vocês. Sim, vai dar certo!

sábado, 21 de maio de 2016

Maslow - O Humanista Transpessoal

Só quero dizer que tô começando a me apaixonar por este cara! Pena vermos tão pouco dele na faculdade (ou nem mesmo vermos!).

"A vida valorativa e a vida animal não são reinos separados como supõem a maior parte das religiões, filosofia, e também a ciência clássica e impessoal, da vida espiritual [...] está dentro da jurisdição do pensamento humano, e em princípio pode-se alcançar também mediante os esforços do homem. Ainda que tenha sido posta fora do âmbito da realidade pela ciência clássica, livre de valores, que tem se configurado a si mesma de acordo com a física, pode ser reclamada a condição humana, como objeto de estudo e de tecnologia. Isto é, uma ciência em sua extensão tem que considerar as verdades eternas, as verdades últimas, os valores finais, etc. [...], são reais, se baseiam em fatos, não em desejos; são humanas, e não sobre-humanos, são problemas científicos legítimos que exigem investigação."

Abraham Maslow

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Café com os amigos

Em homenagem ao dia da Luta Antimanicomial, café com os melhores amigos e colegas de Psicologia do mundo.

sábado, 26 de março de 2016

Jung

"A grande infelicidade de nossa cultura é o fato de sermos estranhamente incapazes de perceber os nossos próprios sentimentos, quer dizer, sentir as coisas que nos dizem respeito. Vemos com tanta frequência pessoas passarem por cima de acontecimentos ou experiências sem perceberem o que de fato ocorreu com elas. Pois não percebem que têm uma reação de sentimento. Na maior parte das vezes sentem apenas o que chamamos de afeto, uma emoção acompanhada de sintomas fisiológicos colaterais. Quer dizer: uma atividade cardíaca aumentada, uma respiração acelerada, fenômenos motores - é isso que sentem. Mas quando se trata de uma reação de sentimento, muitas vezes nem  o percebem, pois a reação de sentimento não vem acompanhada de fenômenos psicofísicos." Jung 1959

quinta-feira, 10 de março de 2016

Café com os amigos da faculdade

Essa foto que posto hoje é muito importante para mim. Primeiro por que nela estão amigos que trago no meu coração. Segundo por que são colegas que admiro pela força e dedicação para com nossa faculdade de Psicologia. Uma vez por mês nos encontramos em algum café da cidade de Porto Alegre para podermos papear, jogar conversa fora, falar de nosso futuro, planejar estudos e outras coisas que a camaradagem nos permite. Sim, nós nos encontramos todos os dias na faculdade, porém, encontrar os amigos e colegas fora da faculdade é muito importante. É importante primeiro para a manutenção da saúde psíquica, pois não ficamos restritos somente ao âmbito da faculdade, que é maravilhoso, mas não é tudo. Temos de arejar os ambientes, encontrar novos espaços. E, lembrando que o meio também influencia o indivíduo, dentro da faculdade temos uma postura, fora dela, num café por exemplo, temos outra completamente diferente. Encontrar os amigos fora do ambiente acadêmico faz um bem danado para nosso coração, reforça muito os laços de confiança e amizade, estimula a termos conversar que dentro da academia não teríamos tempo nem oportunidade, nos dá liberdade e nos permite, no final de tudo, crescimento, pessoal e coletivo. Portanto fica a dica: pegue seus amigos e os leve para um café eventual. Vale muito a pena. Na foto: Jack Pitel Lopes (o homem dos olhos coloridos), Felipe Navarro (o cabeludo) e eu - (o sorriso enigmático). Tinha que estar na foto também o Luiz Guedes Soriano, mas ele dormiu mais que devia. Amigos queridos que amo e com quem desejo caminhar ombro a ombro.

domingo, 6 de março de 2016

Plutarco

Nada menos que Plutarco. E, melhor de tudo, esta é a primeira edição em língua portuguesa desta obra. Raridade perfeita... "precioso" E essa é a vida de um estudante, sempre garimpando livros, sejam de sua área ou não de estudos ou não. O importante é nunca para, ler sempre; Quanto mais leitura você adicionar à sua bagagem cultural, maior serão as chances de você se destacar por um trabalho humano bem feito e bem embasado, com bases culturais concretas e firmes. O melhor da literatura é que cada livro que eu abro, me leva num universo nunca antes esperado ou visto. Cada livro é um verdadeiro portal para uma dimensão fora da realidade costumeira. Não, não é uma fuga dessa realidade, é sim material para enriquecer mais ainda minha participação nessa vida nossa de cada dia. 

Este livro do Plutarco adquiri por um preço tão irrisório que nem vou falar aqui para não passar vergonha. Mas mesmo edições novas são baratas de comprar. Agora, a verdade é que um volume desses não tem preço.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Freud em Mangá

Um ótimo presente que ganhei. A Interpretação dos Sonhos é um dos livros mais importantes da Psicologia e da Psicanálise, praticamente uma leitura obrigatória para todos os estudantes. Esta é a versão no formato mangá, ótima para quem deseja ter uma idéia do que é a obra original. Serve para introdução, mas não substitui a obra original. Vale a pena.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

5ª Sinfonia de Bethoven e a Saúde das Células

A notícia é antiga, mas muita gente não sabe. Fica aí o estímulo para nós pensarmos num projeto de pesquisa, junto a nossos professores, para estudarmos os efeitos do som no cérebro e na psiquê. Será que determinados tipos de som (que nada mais são que vibrações que nos atingem) tem o poder de liberar ou inibir determinados hormônios? Que influências isso pode ter liberação dos hormônios tróficos produzidos pela hipófise? A Universidade Federal do Rio de Janeiro já está pesquisando desde 2011, e nós, quando vamos ter mais estímulo a projetos de pesquisa e ao uso dos laboratórios? Teorias e escolas de pensamento são ótimos estudos, e eu como estudante apaixonado pelo nosso curso adoro, claro - mas e as pesquisas atuais que poderíamos estar empreendendo, quando vamos ser estimulados a elas? E sim, isto é um estudo CIENTÍFICO e não metafísico ou espiritual... Fica a dica..

Estudo e efeitos da 5º Sinfonia nas células de câncer de mama

Drª Márcia Capella, coordenadora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenou a pesquisa do Programa de Oncobiologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que expôs células ligadas ao câncer de mama à 5ª Sinfonia de Beethoven e a Atmosphères de György Ligeti. 1 em cada 5 células desapareceu e as sobreviventes diminuíram de tamanho.

Tradicionalmente a musicoterapia é já largamente utilizada em desordens emocionais. Este estudo comprova que “a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo“.

O resultado é enigmático para a cientista. O sucesso de 2 composições aparentemente tão distintas procura junto de professores de música associações por via do ritmo, timbre ou intensidade.

Depois de descobrir a causa responsável pela alteração das células, a intenção é “construir uma sequência sonora especial para o tratamento de tumores”. Outros gêneros musicais serão investigados e em Abril será testado o samba e o funk.

Mesmo quem não costuma escutar música clássica já ouviu, numerosas vezes, o primeiro movimento da “Quinta Sinfonia” de Ludwig van Beethoven. O “pam-pam-pam-pam” que abre uma das mais famosas composições da História, descobriu-se agora, seria capaz de matar células tumorais – em testes de laboratório. Uma pesquisa do Programa de Oncobiologia da UFRJ expôs uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, à meia hora da obra. Uma em cada cinco delas morreu, numa experiência que abre um nova frente contra a doença, por meio de timbres e frequências.

A estratégia, que parece estranha à primeira vista, busca encontrar formas mais eficientes e menos tóxicas de combater o câncer: em vez de radioterapia, um dia seria possível pensar no uso de frequências sonoras. O estudo inovou ao usar a musicoterapia fora do tratamento de distúrbios emocionais.

“Esta terapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas psicológicos, situações que envolvam um componente emocional. Mostramos que, além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo” – ressalta Márcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenadora do estudo.

Como as MCF-7 duplicam-se a cada 30 horas, Márcia esperou dois dias entre a sessão musical e o teste dos seus efeitos. Neste prazo, 20% da amostragem morreu. Entre as células sobreviventes, muitas perderam tamanho e granulosidade.

O resultado da pesquisa é enigmático até mesmo para Márcia. A composição “Atmosphères”, do húngaro György Ligeti, provocou efeitos semelhantes àqueles registrados com Beethoven. Mas a “Sonata para 2 pianos em ré maior”, de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das mais populares em musicoterapia, não teve efeito.

– Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o “efeito Mozart”, um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal – pondera a pesquisadora. – Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células cancerígenas.

“Atmosphères”, diferentemente da “Quinta Sinfonia”, é uma composição contemporânea, caracterizada pela ausência de uma linha melódica. Por que, então, duas músicas tão diferentes provocaram o mesmo efeito?

Aliada a uma equipe que inclui um professor da Escola de Música Villa-Lobos, Márcia, agora, procura esta resposta dividindo as músicas em partes. Pode ser que o efeito tenha vindo não do conjunto da obra, mas especificamente de um ritmo, um timbre ou intensidade.

Quando conseguir identificar o que matou as células, o passo seguinte será a construção de uma sequência sonora especial para o tratamento de tumores. O caminho até esta melodia passará por outros gêneros musicais. A partir do mês que vem, os pesquisadores testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais.

– Ainda não sabemos que música e qual compositor vamos usar. A quantidade de combinações sonoras que podemos estudar é imensa – diz a pesquisadora.

Outra via de pesquisa é investigar se as sinfonias provocaram outro tipo de efeito no organismo. Por enquanto, apenas células renais e tumorais foram expostas à música. Só no segundo grupo foi registrada alguma alteração.

A pesquisa também possibilitou uma conclusão alheia às culturas de células. Como ficou provado que o efeito das músicas extrapola o componente emocional, é possível que haja uma diferença entre ouvi-la com som ambiente ou fone de ouvido.

– Os resultados parciais sugerem que, com o fone de ouvido, estamos nos beneficiando dos efeitos emocionais e desprezando as consequências diretas, como estas observadas com o experimento – revela Márcia.

Nota Site Notícias Naturais: Em 2013 eu questionei por e-mail a pesquisadora sobre resultados atualizados, e ela me respondeu que “Nós ainda temos muito o que fazer com estas três musicas. Ainda não sabemos os mecanismos dos efeitos observados. Vamos continuar por enquanto somente com elas“.

A Música e seus efeitos terapêuticos

Segundo a Canadian Association for Music Therapy, “a Musicoterapia é a utilização da música para auxiliar a integração física, psicológica e emocional do indivíduo e para o tratamento de doenças ou deficiências. A natureza da musicoterapia enfatiza uma abordagem criativa no trabalho terapêutico, possibilitando uma abordagem humanista e viável que reconhece e desenvolve recursos internos geralmente reprimidos pelos clientes”.

Os instrumentos musicais e seus efeitos:

PIANO – combate a depressão e a melancolia
VIOLINO – combate a sensação de insegurança
FLAUTA DOCE – combate nervosismo e ansiedade
VIOLONCELO – incentiva a introspecção e a sobriedade
DE SOPRO – inspiram coragem e impulsividade.

Para combater a depressão e o medo excessivo:
– Sonho de Amor, de Liszt
– Serenata, de Schubert
– Guilherme Tell (Abertura), de Rossini
– Noturno Opus 48, de Chopin
– Chacona, de Bach.

O ideal é uma sessão diária de meia hora pela manhã.

Para combater insônia, tensão e nervosismo:
– Canção da Primavera, de Mendelssohn
– Sonata ao Luar, de Beethoven (Primeiro Movimento)
– Valsa nº15 em Lá Bemol, de Brahmms
– Sonho de Amor, de Liszt
– Movimentos Musicais nº3, de Schubert.

Depois de ouvir as peças indicadas, escolha a que deu melhores resultados e escute-a diariamente, antes de dormir. No ínicio, os efeitos são leves. É preciso um pouco de paciência e persistência para notar progressos.

Durante a gravidez e para facilitar o parto:
– Concerto para violino, Opus 87B, de Sibelius.
– Sonata Opus 56, de Haydn
– As quatro Estações, de Vivaldi
– Concerto Tríplice, de Beethoven
– Concerto para violino, de Brahmms
– Concerto para violino, de Tchaikovsky.

Ouvidas alternadamente, por perídos durante a gravidez e nos dias que precedem ao parto, estas peças geram bem-estar e contribuem para o nascimento de crianças tranquilas.

Para melhor estimular a memória:
– Concerto em Dó Maior para bandolim, corda e clavicórdia, de Vivaldi
– Largo do Concerto em Dó maior para Clavicórdia, BMW 976, de Bach
– Spectrum Suíte, Confort Zone e Starbone Suíte, de Stephen Halpern.
Fazer sessões de 1 hora, pela manhã, ao acordar. Alterne cada peça, a cada dia.

Para favorecer a interiorização e a meditação:
– Concerto nº2 para Piano, de Rachmaninov (último movimento)
– Concerto em Lá menor para piano, de Grieg (primeiro movimento)
– Concerto nº1 para piano, de Tchaikovsky (primeiro movimento)

Ouvir qualquer peça durante 10 minutos antes da meditação. É importante enfatizar que a música não é um curativo eficaz em si mesmo, mas que seus efeitos terapêuticos resultam de uma aplicação profissional durante um processo terapêutico.

Definições de Musicoterapia

Australian Associatin for Music Therapy: Musicoterapia é “a utilização planejada da música para se atingir objetivos terapêuticos com crianças e adultos que têm necessidades especiais decorrentes de problemas sociais, emocionais, físicos ou intelectuais” (Bruscia, 1998, p.274).

Bang: “Musicoterapia é a aplicação controlada de atividades musicais especialmente organizadas, com a intenção de favorecer o desenvolvimento e a cura durante o tratamento, a educação, e a reabilitação de crianças e adultos com defasagens motoras, sensoriais ou emocionais… O objetivo do musicoterapeuta é centrado no cliente e não na música” (Bruscia, 1998, p.274).

Bright: “Musicoterapia é a utilização planejada para melhorar o funcionamento, em seu ambiente, de um indivíduo ou grupo de clientes que tenham necessidades sociais, intelectuais, físicas ou emocionais de natureza especial. A Musicoterapia é conduzida por um musicoterapeuta treinado trabalhando em um contexto de equipe clínica.” (Bruscia, 1998, p.275).

Bruscia: Musicoterapia é um processo interpessoal que envolve o (s) terapeuta(s) e o(s) cliente(s) exercendo certos papéis na relação e em uma variedade de experiências musicais, todas estruturadas para ajudar os clientes a encontrarem os recursos necessários para resolver problemas e aumentar seu potencial de bem-estar. (Bruscia, 1998, p.275).

Bunt: Musicoterapia “é a utilização de sons organizados e da música em uma relação envolvente entre cliente e terapeuta para apoiar e encorajar o bem-estar emocional, social, físico e mental” (Bruscia, 1998, p.276).

Canadian Association for Music Therapy: Musicoterapia é “a utilização da música para auxiliar a integração física, psicológica e emocional do indivíduo e para o tratamento de doenças ou deficiências. Ela pode ser aplicada a todos os grupos etários em uma grande variedade de settings. A música possui a qualidade de ser não-verbal, mas oferece muitas oportunidades para a expressão oral e verbal. Como membro de uma equipe terapêutica, o musicoterapeuta participa da avaliação das necessidades do cliente, da formulação da abordagem e do programa terapêutico, desenvolvendo então atividades musicais específicas para alcançar os objetivos, avaliações sistemáticas e assegura a eficácia do programa. A natureza da musicoterapia enfatiza a abordagem criativa no trabalho com deficientes. A musicoterapia possibilita uma abordagem humanista e viável que reconhece e desenvolve recursos internos geralmente reprimidos do cliente. Os musicoterapeutas desejam ajudar o indivíduo a mover-se em direção a uma maior auto-consciência e, em um sentido mais amplo, a levar cada ser humano ao seu maior potencial” (Bruscia, 1998, p.276).

Del Campo: “Musicoterapia é a aplicação científica do som, da música e do movimento, que através da escuta, do treinamento e da execução de sons instrumentais, contribui para a integração de aspectos cognitivos, afetivos e motores, desenvolvendo a consciência e fortalecendo o processo criativo. Os objetivos da musicoterapia são: 1)facilitar o processo de comunicação, 2)promover a expressão individual e 3)melhorar a integração social” (Bruscia, 1998, p.277).

Doyle: Musicoterapia é “a utilização da música em um ambiente específico para inspirar, liberar e nutrir o processo de descoberta de cada indivíduo. No envolvimento com a música, os indivíduos deixam sua imaginação ir adiante, fazem escolhas e realizam sonhos” (Bruscia, 1998, p.278).

Ducourmeau: “… Pode-se definir a Musicoterapia como a abertura de canais de comunicação, utilizando o som, o ritmo e o movimento.” (Baranow, 1999, p.6)

French Association of Music Therapy: “Musicoterapia é o uso dos sons e da música em uma relação psicoterapêutica.” (Baranow, 1999, p.72)

Jondittir: “Musicoterapia é a utilização estruturada da música, do som e do movimento para a obtenção de objetivos terapêuticos de recuperação, manutenção e desenvolvimento da saúde física, mental e emocional. De forma sistemática, um indivíduo especialmente treinado utiliza as propriedades e os potenciais singulares da música e do som, e a relação que se desenvolve através das experiências musicais para alterar o comportamento humano, para ajudar o indivíduo a utilizar seu potencial máximo, para comunicar sua singularidade e para aumentar seu bem- estar” (Bruscia, 1998, p.279)

Kenny: “Musicoterapia é um processo e um sistema que combinam os aspectos curativos da música com as questões da necessidade humana para beneficiar o indivíduo e, consequentemente, a sociedade. O musicoterapeuta atua como um recurso pessoal e guia, fornecendo experiências musicais que levam os clientes em direção à saúde e ao bem-estar” (Bruscia, 1998, p.279)

Mid-Atlantic Music Therapy Region – National Association for Music Therapy: “Musicoterapia é a utilização estruturada da música como processo criativo para desenvolver e manter o máximo potencial humano. A musicoterapia é utilizada com sucesso nas seguintes áreas: social, motora, desenvolvimento da comunicação, aquisição de conhecimentos escolares e manejo do comportamento. Utilizando objetivos reeducativos, a musicoterapia auxilia a promover o funcionamento ótimo através de uma grande variedade de experiências” (Bruscia, 1998, p.280)

Munro e Mount: “Musicoterapia é a utilização controlada da música, de seus elementos e de sua capacidade de influenciar os seres humanos para auxiliar a integração fisiológica, psicológica e emocional do indivíduo durante o tratamento de uma doença ou deficiência” (Bruscia, 1998, p.280)

National Association of Music Therapy (USA): “Musicoterapia é a utilização da música no acompanhamento de objetivos terapêuticos: restauração, manutenção, e melhora da saúde física e mental. Consiste na aplicação sistemática da música, dirigida por um musicoterapeuta em um contexto terapêutico, para obter mudanças desejadas no comportamento. Estas mudanças possibilitam ao indivíduo que experimenta o processo terapêutico a uma maior compreensão de si mesmo e o mundo em sua volta, alcançando ainda um maior ajustamento à sociedade. Como membro da equipe terapêutica, o musicoterapeuta profissional participa da análise dos problemas do indivíduo e na projeção dos objetivos gerais do tratamento, antes de planejar e executar as atividades musicais específicas. Avaliações periódicas são realizadas para determinar a eficácia dos procedimentos empregados.” (Baranow, 1999, p.72-73).

New Zealand Society for Music Therapy: “A música é uma ferramenta útil e poderosa para o estabelecimento de comunicação com crianças e adultos como apoio ao aprendizado e ao re-aprendizado nas áreas física, social, intelectual e emocional. Incluem-se nessa situação a utilização da música com fins preventivos e para a reabilitação. A música assim utilizada, em diferentes settings com crianças e adultos é considerada musicoterapia.

“Musicoterapia é a utilização planejada da música para apoiar necessidades identificadas em que há disfunções físicas, intelectuais, sociais ou emocionais… A musicoterapia é baseada na humanidade da música, envolvendo o corpo, a mente e o espírito. A musicoterapia é uma ponte para a comunicação.” (Bruscia, 1998, p.281-282)

Odell: “Musicoterapia no campo da saúde mental é a utilização da música para possibilitar meios alternativos de expressão e comunicação em situações em que as palavras não são necessariamente o modo mais eficiente de alcançar objetivos terapêuticos do cliente. A perseguição desses objetivos é trabalhada através de uma relação que se desenvolve entre o cliente e o terapeuta com o fazer musical como o meio primário… Alguns dos objetivos mais freqüentes em musicoterapia são: estimular a motivação; criar um ambiente para a exploração de sentimentos; desenvolver habilidades sociais, a autoconsciência e a consciência do outro; e, estimular o movimento através da improvisação e do fazer musical espontâneo.” (Bruscia, 1998, p.282)

Ruud: “Uma definição de Musicoterapia geralmente parte do ponto em que a mesma consiste numa profissão de tratamento onde o terapeuta usa a música como instrumento ou meio de expressão a fim de iniciar alguma mudança ou processo de crescimento direcionados ao bem-estar social, crescimento ou outros.” (Baranow, 1999, p.7)

Rudenberg: Musicoterapia “é a utilização da música e de atividades com ela correlacionadas sob a supervisão de indivíduos profissionalmente treinados (isto é, musicoterapeutas) para ajudar um cliente ou paciente a alcançar um objetivo terapêutico predeterminado. (Bruscia, 1998, p.284)

Sekeles: Musicoterapia é “a utilização direta do som e da música para: apoiar a observação diagnóstica através de ferramentas específicas; facilitar mudanças significativas no organismo humano e melhorar as condições fisiológicas e psicológicas; desenvolver a expressão musical, que, presumivelmente, é essencial para uma vida saudável.

“Uma profissão que utiliza o potencial terapêutico inerente aos componentes musicais (freqüência, duração, intensidade, timbre) e à música como uma forma artística complexa visando a preservar as capacidades saudáveis do paciente, a promover mudança e desenvolmento benéficos e capacitar a aquisição de uma melhor qualidade de vida”. (Bruscia, 1998, p.284).

Smith: “A Musicoterapia, ciência que utiliza elementos sonoro-rítmicos-musicais no tratamento, reeducação, reabilitação e recuperação de indivíduos portadores das mais diversas patologias ou ainda na área preventiva, procura estabelecer uma relação de equilíbrio entre as três áreas da conduta humana: mente, corpo e mundo externo.” (Baranow, 1999, p.7)

Swedish Association for Music Therapy: Musicoterapia “é a utilização da música em settings terapêuticos e educacionais para oferecer possibilidades de desenvolvimento aos indivíduos com deficências psíquicas, físicas e sociais.” (Bruscia, 1998, p..285)

Uruguayan Association for Music Therapy: Musicoterapia “é uma carreira paramédica de princípios científicos que compreende não somente aspectos terapêuticos mas também profiláticos e diagnósticos. Nesse processo temos o paciente e o musicoterapeuta em uma determinada situação com uma estrutura fixa em que existe uma integração dinâmica por meio de estímulos sonoros. O musicoterapeuta, trabalhando com um grupo, utiliza os estímulos sonoros musicais para estimular os pacientes com problemas físicos, psíquicos ou psicossomáticos e observa as mudanças no que ele faz, fala ou expressa por outros meios. O paciente responde aos estímulos sonoros e reage ao nível do movimento, da comunicação, do comportamento, da emoção e do organismo. O papel do musicoterapeuta é empregar um estímulo sonoro para estimular as respostas em uma dada situação que tende a produzir mudanças no comportamento do paciente que o tornará apto a se integrar em seu próprio ambiente.” (Bruscia, 1998, p.285).

World Federation of Music Therapy: “Musicoterapia é a utilização da música e/ou dos elementos musicais (som, ritmo, melodia e harmonia) pelo musicoterapeuta e pelo cliente ou grupo, em um processo estruturado para facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e a organização (física, emocional, mental, social e cognitiva) para desenvolver potenciais e desenvolver ou recuperar funções do indivíduo de forma que ela possa alcançar melhor integração intra e interpessoal e consequentemente uma melhor qualidade de vida.” (Bruscia, 1998, p.286)

Bibliografia:

BRUSCIA, Kenneth. Definindo Musicoterapia. Enelivros, Rio de Janeiro, 1998.
BARANOW, Ana Lea von. Musicoterapia – uma visão geral. Enelivros, Rio de Janeiro, 1999.
Gisele Célia Furusava, musicoterapeuta, psicoterapeuta corporal neo-reichiana, formanda em análise bioenergética.

Fonte: http://www.noticiasnaturais.com/2014/09/estudo-celulas-tumorais-expostas-a-5a-sinfonia-de-beethoven-perderam-tamanho-ou-morreram/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Férias com Rômulo e Remo

O mito da fundação de Roma tem como protagonistas os gêmeos Rômulo e Remo. Abandonados em um cesto nas águas do Rio Tibre, eles foram salvos por uma loba, que os amamentou e os viu crescer. Adulto, Rômulo matou Remo e, em seguida, fundou Roma oito séculos antes de Cristo. A lenda de Rômulo e Remo voltou a ser assunto com o anúncio de que arqueólogos encontraram a gruta na qual os irmãos foram aleitados pela loba, de acordo com a crença dos antigos romanos. Ela foi localizada a 16 metros de profundidade, debaixo das ruínas do palácio do imperador Otávio Augusto, numa das encostas do Palatino, uma das sete colinas de Roma. Autores clássicos, como os gregos Dionísio de Halicarnasso e Plutarco, relatam que os primeiros romanos a transformaram num templo. A gruta tornou-se palco de um ritual chamado Lupercália. Todo fevereiro, animais eram sacrificados em homenagem a Luperco – uma divindade associada ao Pã grego – e dois jovens do patriciado eram ungidos com sangue e leite de cabra. Acreditava-se que esse ritual garantia colheita farta e ajudava as mulheres a arranjar marido e a ter filhos. A tradição manteve-se até o século V, quando foi banida pela Igreja Católica.



Os textos de Dionísio e Plutarco, que apontavam estar a gruta situada próximo ao Palatino,

levaram o arqueólogo italiano Rodolfo Lanciani a deduzir, no começo do século XX, que ela deveria estar sob as ruínas do palácio construído por Otávio Augusto, o primeiro imperador romano. Mas foi apenas há dois anos que os arqueólogos passaram a explorar o local com sondas subterrâneas. Em julho, um dos aparelhos detectou um espaço vazio, a 16 metros de profundidade. Era uma câmara circular, com 7 metros de altura e 6,5 de diâmetro, coberta por uma cúpula. Uma filmadora controlada a distância revelou os deslumbrantes mosaicos que cobrem o teto e as paredes, feitos de mármore e conchas. Estudos indicam que essa é mesmo a gruta reverenciada pelos antigos romanos como o local onde vivia a loba que salvou Rômulo e Remo.

Fonte: http://www.sohistoria.com.br/curiosidades/romuloremo/